Viagem à Astúrias - Fev/06

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Em 1997, fui para a Espanha e fiquei na Província de Astúrias. Meus pais são espanhóis e eu não via a hora de conhecer um pouco da cultura, gastronomia e claro, da beleza de uma das regiões mais bonitas da Europa.

Fiquei na cidade de Gijón, limitada ao norte com o Mar Cantábrico; ao Sul com os munípios de Llanera, Siero e Sariego; ao Leste com Villaviciosa e ao Oeste com Carreño e Corvera.

A vila de Gijón foi em suas origens um povoado de pescadores, e devido a isto ainda goza de uma cozinha marinheira de primeira degustação, onde os pescados e os mariscos se convertem na principal oferta da rica culinária, e ir para Astúrias, implica em tomar sidra (espécie de vinho feito de maçã fermentado, tradicionalíssimo por estas paradas). Tanto é verdade que os bares que lembram um pouco os pubs inbleses, são conhecidos por sidrerias, e muitos são restaurantes sidrerias, onde você pode comer os frutos do mar, ou apenas passar para comer uma porção de variados do mar acompanhado de um copo de sidra.

Outro ponto importante é que a maioria destas vilas de pescadores, foram tombadas pelo patrimônio histórico, significando que nada mais poderá ser construído, e com isto dá-se a impressão que você está vivendo num lugar paradisíaco esquecido pelo poder do capital, onde a beleza impera num convívio harmonioso com as construções do centro comercial.

Em Gijón também há grande destaque para o centro cultural, considerado de primeira ordem, onde encontramos museus arqueológicos, etmográficos, da marinha, e etc...,, valendo a pena perguntar se você tem interesse para informações ao turista na Plaza Itália.

Informações Esportivas: Há dois times de futebol importantes na Província de Astúrias, o Oviedo e o Sporting Gijón, na qual cheguei a conhecer o seu Estádio - El Molinon.

A Província de Astúrias se destaca também por suas praias, onde ressalto as praias litorâneas de Luarca, Cudillero, Salinas, Luanco, Candás, Gijón, Ribadesella e Llanes, algumas de extrema beleza e marcadas pelo tempo a esculpir os seus rochedos, alguns tão antigos que testemunharam a vida dos dinossauros. Há tanta beleza também pelo fato de ser uma região que apresenta bastante umidade, chove-se o ano inteiro, deixando a grama tão vistosa e verde, de um verde tão intenso e forte, que nunca antes tinha visto.

E para finalizar, impossível não contar sobre os Picos de Europa, onde temos alturas superiores a 2.500 m de altitude, e que lugar lindo e maravilhoso, "exagero", não é não, vão para lá ou contentem-se em mirar as fotos! ! ! A viagem iniciou a carro, onde fomos até a Igreja de Covadonga, onde é contado sobre a aparição da Virgem Maria, num lugar de camponeses, ovelhas e uma bela planície, cachoeira, água, pedras, caverna, e benção que se faz sentir como o gracejar do vento frio de montanha.

Depois continuamos a viagem até um ponto onde o caminho é feito a pé, antes paramos num restaurante, o Oscarim meu primo, e Eu (Saco vazio não pára em pé). Depois caminhar amigo, e..... lago, caminhar e lago..., caminhar e mais lago, um cristalino, outro negro (devido a formação de pedras do fundo) e o outro azul, azul da cor de um final de tarde em Abaeté na Bahia, cantada por Caetano. Poesia, não, os olhos viram e agradeceram, Andar mais um pouco (não confundir com o caminho de Santiago de Compostela), e chegamos nos pontos altos de Picos de Europa, onde destaco a vista Del Pico Urrielo, através do Canal Del Tejo.

Agradecimentos ao meu primo Oscarim (ao lado) que me proporcionou um passeio por um dos lugares mais lindos da terra. Valeu!!!!

Mais fotos:
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Por Mário Romón

 

 

 

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