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A Máfia da South African Airways em
Joanesburgo - Abr/03 |
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O custo de uma
passagem aérea tem que ser incondicionalmente comparado com os
riscos envolvidos na viagem. O trecho trans-oceânico Austrália
- Brasil pode ser feito via Nova Zelândia-Argentina, via
Japão, via Estados Unidos, via Singapura-Europa, ou via
Joanesburgo-Africa do Sul. O preço da passagem aérea varia
pouco, sendo que a viagem feita via Joanesburgo sai,
normalmente, mais barata. Os motivos pra que a passagem seja
mais barata envolvem o risco de pousar, e normalmene,
pernoitar, na cidade mais violenta do mundo, embora uma
conexão que implique um pernoite em Joanesburgo, tem,
necessariamente, que ser aguardada dentro do próprio
aeroporto, uma vez que o visto de trânsito não permite saída
da área do aeroporto. Dentro do aeroporto existe um hotel,
péssimo, diga-se de passagem, com instalações antigas e
precárias, que não oferecem condições nem mesmo de segurança
ao hóspede, uma vez que a recepcção permite livre acesso a
transeuntes do andar inferior, onde acontece a saída de vôos
internactionais.
Em conexão em um vôo da SOUTH AFRICAN AIRWAYS, saído de Sydney
com destino a São Paulo, em junho último, tive que pernoitar
no aeroporto de Joanesburgo. Os tickets de minha bagagem foram
emitidos com destino em Joburgo, o que tentei fazendo quando
lá aterrisamos. Pra minha surpresa, fui informada de que as
bagagens deveriam ficar no salão de bagagens da SOUTH AFRICAN
AIRWAYS, até a manhã seguinte, quando seriam enviadas a São
Paulo, no mesmo vôo que eu iria embarcar. Na manhã seguinte,
quando do check-in, pedi pra rever minha bagagem, não tendo
sido autorizada, com a justificativa de que as bagagens já
estavam dentro da aeronave.
Chegando a São Paulo, teria apenas menos de uma hora pra
embarcar em outro vôo, dessa vez da VARIG, pra Fortaleza, meu
destino final. Ao recolher minha bagagem junto a esteira da
SOUTH AFRICAN AIRWAYS, percebi que faltavam os cadeados de
ambas as malas, e reclamei imediatamente, sendo que fui
informada de que não havia ninguém que pudesse formalizar
minha queixa no momento. Depois de 28 horas de vôo, mais, 16
horas em aeroportos, confesso que meu raciocício não era mais
o mesmo, e minha vontade era mesmo de chegar em casa e
descansar. Passei na alfândega e ao fazer o check-in na VARIG,
percebi que faltavam 15 quilos na minha bagagem, e checando os
tickets de bagagem, percebi também que não havia nenhuma
informação de peso, ou embalagem, o que é comum, embora deixe
os passageiros desprovidos de um documento consistente sobre
suas bagagens. Como o vôo da VARIG já estava chamando os
passageiros, formalizei minha queixa quando cheguei em
Fortaleza.
Há dois meses que tenho tentado obter o ressarcimento de meus
pertences avaliados em R$1.500, 00. Contactei a empresa no
Brasil, que nada resolveu, me encaminhou pra sede na África do
Sul. Toda semana recebo um email de um funcionário diferente,
jogando o problema pra outra área, e nada foi resolvido até
hoje, 19/08/2002.
Interessantemente, em contato com outras pessoas que fazem o
mesmo trecho, descobri que essas pessoas estão pagando mais
caro pra viajar por outras companhias, pois coisas similares
já aconteceram com a maioria deles, quando viajando SOUTH
AFRICAN AIRWAYS, nessa referida conexão em Joanesburgo.
Por:
Lorena Vieira
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