|
Maceió reúne paisagens de
tirar o fôlego -
Jul/05 |
|
Voltar |
Quem for a Maceió se
surpreenderá com as tonalidades das águas de suas praias, e se
encantará com as piscinas naturais de Maragogi, ao extremo
norte do estado, a duas horas da cidade. Não foi só por isso
que me apaixonei por Maceió, além da beleza de suas águas
calmas de um azul indescritível, percebe-se a harmonia e
diversidade da vegetação. E tanto ao norte como ao sul da
cidade é possível encontrar praias que nenhum turista pode
perder, principalmente os amantes da natureza. Vale a pena
dizer que as praias urbanas, dentro da cidade, são encobertas
por uma atmosfera acolhedora, difícil de encontrar em uma
capital.
Fiquei apenas uma semana em Maceió, pouco para conhecer tudo o
que a região oferece. No meu primeiro dia na cidade conheci
algumas das praias urbanas, como a Praia de Ponta Verde,
Pajuçara, Jatiúca e Cruz das Almas. Praias limpas, se
considerarmos que estão dentro da cidade.
Destaco a Praia de Ponta Verde, um bairro nobre de Maceió, uma
região em franco crescimento residencial e hoteleiro. O mar é
calmo, a água é quente e de uma tonalidade de azul que poucas
vezes vi. A areia é clara, e a praia possui uma boa
infra-estrutura para o turista, já que é cercada por um
calçadão onde não faltam opções de restaurantes e lanchonetes.
Vale ressaltar a limpeza desse calçadão, e uma outra coisa
característica de Maceió: o sol, que é muito forte, e que não
se percebe que queima, pois venta bastante na cidade. Enfim, o
calor é muito. E segundo meu guia turístico, fazia quatro
meses que não chovia na cidade. Tudo ia bem para quem estava
procurando curtir a natureza: sol, paisagens privilegiadas, e
várias opções de praias para se visitar.
Nos dias seguintes, visitei praias ao norte da capital de
Alagoas, praias onde ao contrário das praias urbanas, só se
via turista, e poucos, mesmo porque não oferecem
infra-estrutura para muita gente. Portanto, praias mais limpas
e onde se pode deslumbrar melhor o cenário. A primeira foi
Paripueira, e de lá fui de jipe para a Praia do Carro
Quebrado, uma das mais bonitas que encontrei em Maceió. Para
chegar ao local, tive que pegar uma balsa e atravessar um rio,
logo depois passei por uma ilha linda, isolada, chamada Ilha
da Croa. De lá cheguei à Praia do Carro Quebrado, um lugar
fascinante, também isolado e com paredões rochosos.
Localizada entre Maceió e Pernambuco está Maragogi, um dos
carros-chefes do turismo na região. As piscinas naturais são a
grande atração, e ficam a seis quilômetros da praia, com uma
altura que pode dar pé a uma criança. Lá me encantei com a
quantidade de peixinhos que ficavam de um lado para outro, e
também com os corais, que constituem o maior banco contínuo da
América. A transparência das águas favorece os interessados em
apreciar os peixinhos coloridos e os corais. Na embarcação que
peguei para chegar às piscinas naturais, recebi óculos de
mergulho para acompanhar mais de perto essas belezas da
natureza.
Ao sul da cidade, está a praia mais famosa de Maceió: a Praia
do Francês. E só indo lá para ver o porquê. Uma praia linda,
com recifes maravilhosos, com um mar que me convidava a todo
momento para um mergulho. Nesse local, já é possível encontrar
uma grande movimentação de gente, ambulantes, comércio e uma
grande variedade de barracas. Saindo da Praia do Francês, fui
à praia que considerei a mais bonita, uma praia que parece com
a praia anterior, porém sem o aglomerado de pessoas e
barracas, a Barra de São Miguel.
Maceió foi uma ótima escolha para minha passagem de ano. Fui
surpreendida com a beleza do local, com sua atmosfera
acolhedora e aconchegante. Praias maravilhosas. Muitos lugares
a serem preservados. Quem esteve em Maceió talvez escutou uma
música muito graciosa que parecia prever o que aconteceria
comigo, e dizia: ‘ ô Maceió você roubou meu coração’. Me
apaixonei pela cidade. Alagoas tem um grande potencial
ecoturístico. Em Maceió os apreciadores da natureza se sentem
em casa. Eu me senti.
Mas nem por isso devo deixar de dizer que, na minha opinião, a
gastronomia de Maceió deixa um pouco a desejar. Pratos caros
com pouca fartura e pouco tempero.
Autor:
Andréia Vitório
|

|
Mande o seu
diário também,
clicando na cartinha ao
lado, e conte para outros internautas como foi a sua viagem |
|
|