Polêmica de Machu Pichu - Jan/02

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Para entender a crítica feita abaixo, sugerimos a leitura do relato: Viagem a Machu Pichu feito por Diego Pasetto a alguns meses atrás.  Segue a crítica...

Ola, meu nome é Fábio, tenho 18 anos, sou estudante de Relações Internacionais em Curitiba. navegando na Internet esta manhã, fui atraído ao site da Revista Turismo ao ver o escrito "Diário de viagem a Machu Pichu", sou extremamente apaixonado por Machu Pichu, mais se não fosse iria fazer o seguinte pronunciamento do mesmo jeito.

Em minha opinião se o autor realmente gosta de viajar como eu, e muita gente gosta, se ele sabe e quer fazer algum passeio ecológico, se realmente gostou de Machu Pichu como ele diz se ele recomenda ele deveria saber que levar uma pedra para casa é um ato que eu não aceito, muitos ainda não conhecem e gostaria de conhecer com todas as pedras no caminho que tem direito...

Como um turista, um jovem pode falar com tanto orgulho uma coisa do tipo " Peguei uma pedra da montanha e aí está ela..." tem um ditado que é muito simples de guardar e muito útil para quem realmente gosta e curte uma boa viajem, uma boa paisagem, ele diz assim DA NATUREZA NADA SE TIRA A NÃO SER FOTOS, NADA SE LEVA A NÃO SER LEMBRANÇAS, NADA SE DEIXA A NÃO SER PEGADAS, NADA SE TRANSFORMA A NÃO SER SUA ALMA. acho que não é preciso dizer mais nada depois disso, eu só gostaria que o senhor Diego Pasetto antes de fazer alguma coisa do gênero pense duas vezes.

Fábio Luiz Baccarin, 18, estudante de Relações  Internacionais e amante da natureza e de Machu Pichu.

A Revista Turismo entrou em contato com o Diego para que ele fizesse sua defesa. 
A resposta à crítica está abaixo.

Muito interessante este fato da pedra ter sido comentado, pois isto me recorda um outro fato que também ocorreu na mesma viagem. Foi em Nazca, dias depois de termos deixado Machu Picchu. Lá pudemos conhecer as famosas “Nazca Lines” (linhas de Nazca) seus cemitérios gigantescos que guardam múmias, ossos, tecidos, roupas, jarros e muito mais, sem contar ainda o que não foi desenterrado por falta de verba do governo. Lá, um de meus amigos quis pegar um pedaço de tecido antigo do chão, haviam vários, tudo espalhado por aquele deserto imenso, juntamente, com pedaços de ossos e cabelos das múmias. Eu disse: - Não, não faça isto, imagine só se todos que aqui viessem pegassem algo para si e levassem embora, já não restaria nada para podermos ver, já chega os “caras” do primeiro mundo que pagam o governo Peruano para explorar o terreno e levar as múmias, este tecido pertence a este lugar, deixe-o aqui!

Interessante foi minha resposta, completamente oposta ao que fiz em Machu Picchu e muito eficaz do ponto de vista de que meu amigo não pegou nada. Mas me pergunto o que me fez responder daquela maneira, naquele momento e o que me fez pegar a pedra dias antes??? Talvez as emoções, talvez a palavra do guia pedindo para não pegar nada, mas o guia existia em Machu Picchu também... o que foi então??? Prefiro chamar tudo isso de humanidade. Somos seres humanos, seres humanos é o que somos, instintos e sentimentos nos acompanham onde quer que vamos. 

Estamos suscetíveis a eles em todas as horas do dia, às vezes mais, às vezes menos. Não me arrependo de ter pego a pedra em Machu Picchu, como também não me arrependo de ter pedido aos meus amigos para que não pegassem o tecido das múmias, ou alguns dos milhares de ossos espalhados. Sou apenas um ser humano que é mutante em idéias e pensamentos e que não age sempre da maneira correta, como todos os humanos.

Diego Pasetto 

 

 

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