Para entender a crítica feita abaixo, sugerimos a leitura do relato: Viagem a Machu Pichu feito por Diego Pasetto a alguns meses atrás. Segue a crítica... Ola, meu nome é Fábio, tenho
18 anos, sou estudante de Relações Internacionais
em Curitiba. navegando na Internet esta manhã, fui atraído ao site
da Revista Turismo
ao ver o escrito "Diário de viagem a Machu Pichu", sou
extremamente apaixonado
por Machu Pichu, mais se não fosse iria fazer o seguinte
pronunciamento do mesmo jeito. Como um turista, um jovem pode falar com tanto orgulho uma coisa do tipo " Peguei uma pedra da montanha e aí está ela..." tem um ditado que é muito simples de guardar e muito útil para quem realmente gosta e curte uma boa viajem, uma boa paisagem, ele diz assim DA NATUREZA NADA SE TIRA A NÃO SER FOTOS, NADA SE LEVA A NÃO SER LEMBRANÇAS, NADA SE DEIXA A NÃO SER PEGADAS, NADA SE TRANSFORMA A NÃO SER SUA ALMA. acho que não é preciso dizer mais nada depois disso, eu só gostaria que o senhor Diego Pasetto antes de fazer alguma coisa do gênero pense duas vezes.
Fábio Luiz Baccarin, 18, estudante de Relações Internacionais e
amante da
natureza e de Machu Pichu.
Muito interessante
este fato da pedra ter sido comentado, pois isto me recorda um outro
fato que também ocorreu na mesma viagem. Foi em Nazca, dias depois de
termos deixado Machu Picchu. Lá pudemos conhecer as famosas “Nazca
Lines” (linhas de Nazca) seus cemitérios gigantescos que guardam múmias,
ossos, tecidos, roupas, jarros e muito mais, sem contar ainda o que não
foi desenterrado por falta de verba do governo. Lá, um de meus amigos
quis pegar um pedaço de tecido antigo do chão, haviam vários, tudo
espalhado por aquele deserto imenso, juntamente, com pedaços de ossos
e cabelos das múmias. Eu disse: - Não, não faça isto, imagine só
se todos que aqui viessem pegassem algo para si e levassem embora, já
não restaria nada para podermos ver, já chega os “caras” do
primeiro mundo que pagam o governo Peruano para explorar o terreno e
levar as múmias, este tecido pertence a este lugar, deixe-o aqui! Interessante foi minha resposta, completamente oposta ao que fiz em Machu Picchu e muito eficaz do ponto de vista de que meu amigo não pegou nada. Mas me pergunto o que me fez responder daquela maneira, naquele momento e o que me fez pegar a pedra dias antes??? Talvez as emoções, talvez a palavra do guia pedindo para não pegar nada, mas o guia existia em Machu Picchu também... o que foi então??? Prefiro chamar tudo isso de humanidade. Somos seres humanos, seres humanos é o que somos, instintos e sentimentos nos acompanham onde quer que vamos. Estamos suscetíveis a eles em todas as horas do dia, às vezes mais, às vezes menos. Não me arrependo de ter pego a pedra em Machu Picchu, como também não me arrependo de ter pedido aos meus amigos para que não pegassem o tecido das múmias, ou alguns dos milhares de ossos espalhados. Sou apenas um ser humano que é mutante em idéias e pensamentos e que não age sempre da maneira correta, como todos os humanos.
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