Dicas de Viagem

Africa do Sul - Roteiros Personalizados pela Roth & Roth Tours

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P L A N O   D E   V I A G E M
- Destino: ÁFRICA DO SUL

1º dia – SÃO PAULO / CIDADE DO CABO.

2º dia – CIDADE DO CABO. Chegando ao aeroporto, procure fazer câmbio, já que a melhor maneira de se deslocar na Cidade do Cabo é de táxi; os taxistas aceitam somente a moeda local, e a taxa de câmbio nos Hotéis nem sempre é muito vantajoso. Na África do Sul, dificilmente pega-se um táxi na rua: para segurança dos motoristas e dos próprios passageiros, deve-se pedir um táxi nos hotéis ou restaurantes, ainda que não esteja utilizando seus serviços. Se o tempo estiver bom, o primeiro ponto a ser visitado na cidade é a Table Mountain (Montanha da Mesa) [Tafelberg Road – Fone: (021) 24-5148. Acesso: Táxi até a montanha. Informe-se previamente sobre os horários de funcionamento do teleférico): o passeio até o topo é simplesmente espetacular; se não bastassem os mais de 1.000 m de altura, que permitem, num dia claro, uma visibilidade de mais de 60km, o piso do teleférico é giratório, sendo um show à parte; o topo da montanha é sempre frio e há muito vento, permitindo, entretanto, caminhadas interessantes; note os “dassies”, pequenos animais assemelhados à marmota, que, contudo, possuem parentesco distante com os elefantes! Evite retornar no último teleférico.

3º dia – CIDADE DO CABO. Aproveite o dia para conhecer a cidade. Comece sua exploração pelo Centro de Informações Turísticas  [Strand St.]: além de material turístico, parte de lá, por volta de 11h00, um interessante “walking tour” (tour a pé). Caso prefira fazer o tour sozinho, siga, primeiramente, até o Castle of Good Hope (Castelo da Boa Esperança) [Buitenkan Street – Fone: (021) 469-1249. Há tours guiados.]: construída entre 1.665 e 1.676 pelos holandeses e cercada por um fosso, para protegê-la de ataques externos, essa bela fortaleza possui calabouços e câmaras de tortura impressionantes; procure ver, na casa do governador, a William Fher Collection, um acervo de pinturas e artefatos que narram a história da cidade e do país. Seguindo pela Darling Street, passa-se pela Prefeitura, instalada num elegante edifício de época. Atravesse a Adderley Street e siga em frente, até alcançar a Greenmarket Square, onde há um curioso mercado de artesanato: existem produtos para todos os gostos e bolsos, sendo que pechinchar é um dever de todo turista em mercados públicos. Continue, então, pela Long Street, onde alinham-se diversas casas vitorianas muito bem preservadas. Ande, então, pela Wale Street até Queen Victoria Street, seguindo por ela até chegar aos Company`s Gardens, jardins criados pelos holandeses em 1.652, para servir de horta. Mais adiante, passa-se pelo Delville Wood Monument, erigido em honra aos sul-africanos mortos na Batalha de Somme, na Primeira Guerra Mundial e, finalmente, ao South Africa Museum [25 Queen Victoria Street – Fone: (021) 24-3330. Aberto diariamente, de 10h00 às 17h00.]: sendo um museu de história natural, seu destaque é a coleção dedicada aos povos africanos, com ótimos “dioramas”. Para os amantes das artes, indica-se a South Africa National Gallery [Government Avenue – Gardens – Fone: (021) 45-1628. Aberta de terça a domingo, de 10h00 às 17h00.]: seu acervo possui uma boa coleção de arte européia dos séculos XIX e XX, mas o grande destaque é a arte sul-africana, refletindo a história e os desafios do país. Mas um tour pela Cidade do Cabo não é completo sem uma visita ao Bo-Kaap [Acesso: Wale St. em sentido inverso.]: trata-se do bairro malaio, que reúne casas  de cores vivas, mesquitas e restaurantes com excelente comida típica (apimentada); aqui também há um museu, que, a despeito de pequeno, possui um acervo bastante interessante, mostrando como foram trazidos ao país os malaios, que serviram praticamente de escravos para os ingleses. É possível conhecer a Cidade do Cabo a pé, não sendo, porém, conveniente ficar no centro da cidade após as 17h00, quando todo o comércio local se encerra. Siga, depois, de táxi até o Victoria and Alfred Waterfront que, localizado no antigo cais do porto, valeu-se dos armazéns e edifícios originais para erguer um complexo magnífico, que possui um mercado, um shopping center, um museu marítimo e o fantástico Aquário dos Dois Oceanos, que conta, inclusive, com uma gigantesca área dedicada aos tubarões; há, também, diversos restaurantes e lanchonetes.

 


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4º dia – CIDADE DO CABO / STELLENBOSCH. Localizada no coração da região vinífera da Província do Cabo, Stellenbosch pode ser facilmente visitada com uma excursão, que incluirá, provavelmente, uma ou mais vinícolas. A cidade foi fundada em 1.679, sendo a segunda mais antiga da África do Sul. Sua arquitetura é marcada por construções vitorianas e holandesas. Procure visitar o Rembrandt Van Rijn Art Museum [31 Dorp Street – Fone: (021) 886-4340. Aberto de segunda a sábado, de 10h00 às 13h00 e de 14h00 às 17h00.]: além do próprio acervo, que abrange obras dos principais artistas sul-africanos, esse museu merece a visita, também, por seu próprio edifício, pois, construído em 1.780 em estilo “holandês do Cabo”, hospedou algumas das mais importantes figuras históricas do país, entre elas Cecil Rhodes e Jan Smuts; na parte posterior do edifício, na antiga adega, encontra-se o Stellenrik Wine Museum, que reúne uma interessante coleção de artefatos para a fabricação de vinhos, incluindo antigas garrafas. Continuando pela Dorp Street, onde concentra-se o centro histórico da cidade, você chegará ao Oom Samie Se Winkel, uma loja vitoriana que negocia artigos regionais, inclusive ótimos vinhos. Note nos nºs 95 e 176 da mesma rua os melhores exemplos de arquitetura vitoriana da cidade. Vire à esquerda na Andriga Street e, em seguida, à direita na Kerk Street, já que, na esquina da Kerk com a Ryneveld Street, encontra-se o Stellenbosch Village Museum, composto de quatro casas de diferentes períodos da história da cidade, com mobiliário original. Continue pela Ryneveld Street até a Plein Street, vire à esquerda e siga até a Braak, praça central da cidade, onde concentram-se algumas das mais belas construções da cidade, destacando-se a Rhenish Church, antiga escola para escravos e mulatos, que data de 1.823, a St. Mary’s Church, de 1.852, e a Bugher House, de 1.797. Siga, depois, pela Market Street, passando pelo Centro de Informações Turísticas e pelo Rhenish Complex, no qual diversas casas, de diferentes períodos, foram restauradas. Continue pela mesma rua até a Herte Street, seguindo por ela até chegar novamente à Dorp Street. O mais interessante em Stellenbosch é observar os diversos períodos da colonização da região, o que transformou-a numa autêntica cápsula do tempo conservada por um excelente vinho.

5º dia – CIDADE DO CABO / PENÍNSULA. A melhor maneira de conhecer a Península, que inclui a Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança, é contratar uma boa excursão. Seu tour sairá da Cidade do Cabo, passando por belas praias, até alcançar Hout Bay: nessa vila de pescadores, um barco o levará até uma ilhota, na verdade uma imensa colônia de focas; um detalhe curioso é que todos os espécimes são machos! Retornando à terra, o tour prossegue, passando pela Reserva do Cabo, onde coabitam zebras, antílopes, avestruzes e babuínos. Mais adiante, está Cape Point: sugere-se que a subida ao mirante seja feita com o funicular, e a descida a pé, pois o panorama do alto é simplesmente espetacular, com as fantásticas tonalidades do mar; observe, do lado direito, uma ponta rochosa, que é o famoso Cabo da Boa Esperança; não se engane, pois o oceano que se vê é sempre o Atlântico, uma vez que o Índico está a muitos quilômetros de distância. Continue seu passeio até Boulders, uma praia que, desde 1.989, foi adotada por uma colônia de pingüins: caminhe pelas passarelas e fique atento, porque, com um pouco de sorte, pode-se ver, inclusive, os filhotes. A próxima parada é Simon’s Town, uma bucólica cidade vitoriana, ideal para fazer um lanche e esticar as pernas; na praça, note a estátua de cachorro: trata-se de um herói local, que, viajando nos trens, sempre trazia marinheiros bêbados de volta à base... O cão tinha, inclusive, autorização para viajar sozinho de trem até a Cidade do Cabo! A última parada é Kirstenbosch, o belíssimo jardim botânico da Cidade do Cabo: situado no sopé da Montanha da Mesa, exibe uma incrível variedade de flores e árvores; o ideal é seguir num tour guiado, que mostrará os pontos principais desse jardim espetacular; não deixe de ver a estufa, situada logo na entrada, onde há, inclusive, um grande “baobab”.

6º dia – CIDADE DO CABO / SUN CITY. Siga de avião até Johannesburgo, onde um “transfer”, previamente agendado, o levará a Sun City, um complexo fabuloso composto por quatro hotéis: um de quatro estrelas, dois de cinco estrelas e um de seis estrelas, pioneiro nesta categoria. Aproveite o dia para conhecer o complexo, que possui dois campos de golfe, quadras de tênis, diversas piscinas, um parque aquático com diversas atrações, inclusive uma piscina com ondas. Outro “must” é a ponte dos elefantes, com terremotos programados! O complexo conta com restaurantes dos mais variados, muitos deles reunidos na praça de alimentação, além de cassinos. O transporte entre os hotéis não é problema, já que todos são interligados por uma eficiente rede de microônibus gratuitos. A visita ao Palace é obrigatória, já que esse foi por muito tempo o único hotel seis estrelas do mundo, parecendo mais um daqueles palácios dos filmes do Indiana Jones! Há esculturas enormes em tamanho natural de cheetahs, impalas, elefante e de girafas; o restaurante principal é incrível, tendo um lustre imenso e lindo bem no centro do salão! Na parte externa, o prédio é todo cercado por cascatas e lagos! Caso queira assistir algum show, reserve antecipadamente, pois eles são muito concorridos. Procure, também, agendar seu safari no Pilanesberg National Park para o dia seguinte, dando preferência aos horários pela manhã ou no final da tarde, quando os animais estão mais ativos.

7º dia – SUN CITY. Comece o dia com o safari no Pilanesberg National Park: esse parque nacional, que localiza-se nas imediações de Sun City, é, em geral, visitado a bordo de caminhões abertos, sendo recomendável, portanto, o uso de agasalhos, devido à baixa temperatura. Como o parque está sendo repovoado lentamente, não espere ver a mesma quantidade de animais presente no Kruger National Park; mesmo assim, seu relevo é bastante interessante e alguns animais têm presença garantida. Os parques nacionais são lugares únicos, uma vez que, aqui, os alienígenas são os humanos... Outro detalhe curioso é que, diferentemente de um jardim zoológico, aqui os animais só se mostram quando querem, muitas vezes vendo sem serem vistos! Eles podem ser observados enquanto brincam, dormem e, até mesmo, matando ou morrendo! Os antílopes são muito abundantes, com destaque para os impalas e os gnus. Há, ainda, zebras e búfalos e, com um pouco de sorte, consegue-se ver elefantes, leões e rinocerontes. Seu dia será realmente glorioso se você avistar um leopardo, que, escondendo-se nos galhos das árvores, é um dos mais difíceis de se encontrar. Fique atento e divirta-se! Após o safari, sugere-se uma visita às atrações próximas de Sun City, sendo a principal delas uma fazenda de leões: trata-se de uma experiência única, pois os animais são criados para serem vendidos para reservas particulares e, por isso mesmo, apresentam uma soberba forma física; o ponto alto da fazenda, contudo, é o cercado dos filhotes, onde o visitante pode ter contato direto com as pequenas feras, como se estivesse brincando com um cachorrinho! Aqui vale um conselho: não use suas melhores roupas e evite artigos sintéticos ou de lã, pois, como a maioria dos mamíferos, os filhotes possuem dentes e garras afiadas, o que pode danificar os fios. Outra local interessante na mesma região é a fazenda de avestruzes: aqui é possível saber qual a sensação de montar sobre esse parente distante dos dinossauros, além de descobrir que seus ovos suportam uma pressão de até 150kg sem se rachar, equivalendo a 24 ovos de galinha! Ainda no item “fazenda de criação”, encontra-se nas proximidades uma fazenda de crocodilos: o ideal é visitá-la nos horários de refeições, seu período mais ativo. À noite, arrisque a sorte num dos cassinos.

8º dia -  SUN CITY / PRETÓRIA / JOHANNESBURGO. Valendo-se de um “transfer” previamente agendado, siga para Johannesburgo, com uma escala em Pretória: a capital administrativa da África do Sul é uma cidade bonita e interessante, exibindo ruas arborizadas, sobretudo por jacarandás vindos do Brasil. Inicie sua visita no Voortrekker Monument and Museum: apesar de não ser muito popular entre os negros, devido às injustiças do regime do “apartheid”, findado graças à incrível habilidade de Nelson Mandela, esse belo monumento narra, por meio de interessantes painéis, a colonização do país vista pelo lado dos “Afrikaners” (descendentes dos colonizadores holandeses, que não aceitavam a presença inglesa); sua localização privilegiada no topo de uma colina possibilita uma vista excelente da cidade; um detalhe interessante é que todo dia 16 de dezembro, os “Afrikaners” reúnem-se para celebrar a saga de seus ancestrais,  quando o sol penetra por uma abertura no teto e ilumina uma placa comemorativa no centro do monumento. Vá, agora, até os Union Buildings: abrigando a sede do governo sul-africano, esses impressionantes edifícios de tijolos vermelhos possuem, além de jardins magníficos, uma esplêndida vista da cidade. Siga, então, para o Krugerhuis Museum: aqui viveu Paul Kruger, presidente da República do Transvaal entre 1.883 e 1.902; em 1.899, eclodiu entre os colonos holandeses e os ingleses a Guerra dos Boers, marcando com batalhas sangrentas a disputa do rico território sul-africano; em 1.902, o Presidente Kruger foi mandado para o exílio, onde veio a falecer em 1.904; sua casa foi totalmente preservada, com móveis e utensílios domésticos autênticos; no quintal, encontra-se o vagão ferroviário utilizado por Kruger em suas viagens pelo país; há, também, um carroção utilizado pelos pioneiros e a carruagem oficial. Siga, agora, para o Transvaal Museum (Museu de História Natural): esse é, indubitavelmente, o melhor museu do país, destacando-se as fantásticas coleções de aves e insetos expostas em caprichados dioramas e, sobretudo, a mostra sobre a evolução humana, seu ponto forte, já que sua maior atração é o crânio de um Australopithecus Afarensis de quatro milhões de anos, que prova realmente a ligação do homem com o macaco! A ala dedicada à geologia também é muito interessante. Dirija-se, depois, à Church Square: verdadeiro coração de Pretória, é uma bonita praça circundada pelos mais belos edifícios da cidade, dentre os quais a Prefeitura, o Palácio da Justiça e a Administração Provincial; em seu centro encontra-se uma estátua de Paul Kruger, além do Café Riche, onde podem ser saboreadas deliciosas tortas. Visite o centro comercial e veja que não há grandes diferenças entre o centro de uma cidade tipicamente africana e o de cidades sul-americanas; por medida de segurança, é aconselhável seguir para Johannesburgo por volta de 17h00.

9º dia – JOHANNESBURGO / KRUGER NATIONAL PARK. Utilizando uma empresa previamente contratada, siga logo cedo para o Parque Nacional Kruger; as estradas adotadas na ida são as mais rápidas, não oferecendo, portanto, grandes atrativos. Chegando ao parque, o cenário todo muda, por tratar-se de uma imensa área, onde habitam milhares de animais, dentre eles aproximadamente 123.000 impalas, 30.000 búfalos, 32.000 zebras, 4.900 girafas, 7.500 elefantes, 1.500 rinocerontes, 2.600 hipopótamos, 7.500 kudus, 1.500 leões, 2.000 hienas e 900 leopardos, além de outros tipos de antílopes, guepardos e uma infinidade de pássaros, incluindo desde imensas águias africanas até os multicoloridos rollers. Você passará a noite num dos agradáveis alojamentos do parque, que são totalmente cercados, o que impede a entrada dos animais; por isso, para sair da reserva após 18h00, só se for num safari noturno, pois é terminantemente proibido permanecer no parque após esse horário.

10º dia – KRUGER NATIONAL PARK. Este dia será inteiramente dedicado à exploração do parque; é possível, ainda, terminá-lo numa reserva privada, que inclui, além do pernoite, um safari noturno e um jantar ao ar livre, iluminado por archotes e com o uivo de chacais e hienas como “fundo musical”...

11º dia – KRUGER NATIONAL PARK / JOHANNESBURGO. Saia cedo, pois o dia será bem longo. Sua viagem o levará pelas Montanhas Drakensberg, situadas na Província de Mpumalanga, que exibe algumas das mais belas paisagens da África. A primeira parada é no Mpumalanga Park, para ver os curiosos Bourke’s Luck Potholes: formações rochosas muito interessantes criadas pelos Rios Blyde (Alegre) e Truer (Triste); a área é de fácil acesso, com pontes e plataformas de onde pode-se observar toda sua beleza. Depois, segue-se até o Blyde River Canyon, que é um verdadeiro espetáculo, exibindo uma paisagem fantástica. Segue-se, então, até Berlin Falls (quedas d’água descobertas por um minerador alemão) e, depois, até Lisbon Falls (quedas d’água descobertas por um explorador português). A próxima parada é God’s Window, um caminho florido que leva até um mirante, de onde tem-se uma vista deslumbrante, sendo possível até avistar Moçambique (desde que não haja bruma...). Um bom local para almoçar é a cidade de Sabie (significa forte), mais precisamente no “The Loggerhead”, onde saboreia-se uma truta deliciosa! Seguindo adiante, passa-se pelo Longtom Pass: a importância do local é devida a um canhão utilizado pelos Boers na famosa guerra. Siga depois para Johannesburgo.

12º dia – JOHANNESBURGO. Inicie seu dia visitando Gold Reef City [Northern Parkway, off N1 – Ormonde – Fone: (011) 496-1600. Aberta de terça a domingo, de 09h00 às 17h00. Acesso: excursão ou táxi.]: esta é a maior atração turística da cidade, já que trata-se de um parque de diversões montado junto a uma antiga mina de ouro, que abrange diversas atrações, incluindo até danças típicas; a mina é, sem dúvida, seu ponto forte, pois desce-se até seu interior num elevador com a supervisão de um engenheiro de minas aposentado, com direito, inclusive, aqueles famosos capacetes com lâmpada utilizados pelos mineiros! No final do tour, vê-se “in loco” o processo de fabricação de barras de ouro, sendo possível comprar as famosas moedas de ouro sul-africanas. Siga agora até o South African National Museum Of Military History [20, Erlswold Way – Fone: (011) 646-5513. Aberto diariamente, de 09h00 às 16h30.]: mesmo não sendo um fanático por temas militares, é impossível não aproveitar o acervo desse museu, que classifica-se entre os mais completos do mundo; todos os setores foram montados com grande capricho, mostrando a história militar sul-africana desde a Guerra dos Boers até os dias atuais; em seu acervo, destaca-se a grande variedade de carros de combate e a sua coleção de aviões, que inclui um caça Mirage e um Messerschmitt Me 262, o primeiro avião a jato a entrar em ação durante a Segunda Guerra Mundial. Sugere-se, após, uma visita ao comércio local: havendo interesse em artesanato, uma boa opção é a Cambanos Agencies [11/47 Richards Drive (639 Richards Drive Opp. Gallagher Estate) – Fone: (11-315-9411)], uma grande loja especializada em artigos regionais, dos mais simples até os mais elaborados, incluindo itens em jade, malaquita, verdita, marfim, etc.; artigos triviais são facilmente encontrados num dos muitos shopping centers da cidade, indicando-se o Sandton City [Sandton Drive and Rivonia Road]: imenso shopping center com diversos restaurantes, centenas de lojas elegantes e quinze salas de cinema; para os amantes dos esportes, uma boa sugestão de compra são as vistosas camisas de rugby; se a sua “praia” for música, não perca a oportunidade de adquirir discos de artistas africanos, sendo Johnny Clegg o mais popular deles; uma boa dica para uma refeição é o Butcher Grill, onde você poderá testar a ótima qualidade das carnes sul-africanas, incluindo avestruz e antílope. 

13° dia – JOHANNESBURGO. Hoje, você terá oportunidade de conhecer outro lado da África do Sul; para tanto, contrate uma empresa especializada, de preferência com agentes negros, para levá-lo até Soweto (uma boa dica é a Jimmy´s Face-to-face): na realidade, seu tour começa no centro de Johannesburgo que, a despeito de bonito e moderno, foi completamente abandonado, devido ao alto índice de criminalidade! Nem pense em andar por suas ruas, pois, tanto de dia quanto à noite, a área é extremamente perigosa; sua atual condição é decorrente da crise econômica e da altíssima taxa de desemprego, agravada, também, pela grande afluência de imigrantes de outros países africanos, que ainda consideram a África do Sul uma grande potência econômica regional; para ter-se uma idéia da gravidade da situação, o Hotel Carlton, antes um cinco estrelas concorridíssimo, simplesmente fechou suas portas por falta de clientes; por outro lado, note um prédio em formato de diamante, que só está funcionando por pertencer à De Beers, a famosa companhia mineradora de diamantes, o que prova a pujança econômica sul-africana, se comparada aos seus vizinhos... Siga, agora, para Soweto: trata-se de um bairro imenso, com mais de um milhão de habitantes negros ou mestiços, que aqui foram obrigados a se instalar na época do Apartheid, já que a eles não era permitido residir no mesmo bairro dos brancos; eles não podiam nem mesmo utilizar os mesmos banheiros, bebedouros, praças, praias e até calçadas; curiosamente, era permitido que trabalhassem nas minas de ouro ao lado dos brancos, desde que ganhassem um salário 80% menor... Soweto não é um lugar esteticamente bonito, mas sua visita é obrigatória como acréscimo cultural. A visita se inicia no ponto de partida dos lotações: daqui partem lotações para o centro da cidade, Cidade do Cabo, Zimbabwe, Namíbia e outros destinos a milhares de quilômetros de distância. No lado oposto, nota-se uma das incongruências de Soweto, o Baramagwanath Hospital, um complexo hospitalar gigantesco, que já foi o melhor do hemisfério sul! Em suas ruas, vêem-se belas casas e, também, autênticas favelas, com grandes problemas de infra-estrutura; passa-se, também, pela antiga casa de Nelson Mandela e pela casa do Bispo Desmond Tutu, dois baluartes do fim do Apartheid, pela atual mansão da ex-esposa de Nelson Mandela, Winnie Mandela (que tem até uma exuberante entrada de empregados...), além do Hector Petersen Memorial, construído em memória dos estudantes, em sua maioria crianças e adolescentes, mortos no protesto de 1.976 contra a obrigatoriedade do ensino do idioma “afrikaans” nas escolas. Termine seu tour no Wandie’s Place (618, Dube – Soweto – Fone: (011) 982-2796.], um ótimo restaurante que oferece o melhor da culinária local em sistema de buffet; tome muito cuidado com o “chakalaka”, um apimentado prato nativo, pois é incrivelmente forte! À noite, indica-se uma visita à Lesedi Cultural Village: significando “lugar de luz”, essa vila cultural é muito interessante, porque tem-se a oportunidade de conhecer um pouco sobre as diversas etnias que formam a África do Sul, visitando, inclusive, as casas das tribos Zulu, Xhosa, N’debele, Pedi e Basotho; além disso, há apresentações de diversos tipos de dança tribais; a visita termina com um jantar em sistema de buffet, onde pode-se experimentar diversas carnes de caça, tais como impala, kudu, avestruz e até crocodilo! Aproveite para fazer contato com o chefe das tribos, que é muito simpático!

14° dia – JOHANNESBURGO / SÃO PAULO. Procure chegar bem cedo ao aeroporto, pois, assim, você terá tempo de trocar suas notas de produtos industrializados por dinheiro, já que o governo sul-africano devolve aos turistas os impostos recolhidos sobre uma grande quantidade de artigos; fique atento, pois a devolução é feita em “rands”, que deverão ser, depois, trocados por dólares.

1.    OBSERVAÇÃO –> Em nossos roteiros, sempre prezamos muito a individualidade do viajante, mas, com relação à África do Sul, tivemos que abrir mão desta característica em nome da segurança. Os turistas que já tiveram experiência anterior com a mão de direção inglesa, podem realizar, sem a utilização de guias, os roteiros da Cidade do Cabo e imediações com um carro alugado e, se tiverem um pouco mais de tempo (três dias, no mínimo), seguir pela fantástica “Garden Route”, que costeia o Oceano Índico, pois as estradas são muito boas e bem sinalizadas. O Kruger National Park também pode ser visitado individualmente, porém, neste caso específico, o “olho clínico” de um bom guia  local faz uma grande diferença; já em cidades como Pretória e, principalmente, Johannesburgo, a experiência do guia pode ter um significado muito especial para a sua segurança. O povo sul-africano é extremamente simpático, tendo grande respeito pelo turista; além disso, com as mudanças ocorridas no final do século XX, o país vem tentando, de todas as formas possíveis, integrar numa única sociedade grupos que viviam completamente separados; um viajante observador notará, que relativamente às crianças, esta política já está dando resultado. Como em qualquer outro lugar, o bom senso é o melhor aliado do turista. Os custos de uma viagem à África do Sul podem ser muito altos ou plenamente aceitáveis, sem que o turista abra mão do conforto e da emoção que o país tem a oferecer; tratando-se simplesmente de moldar a viagem ao viajante. Outra opção interessante é aliar diversão ao enriquecimento cultural, já que há boas ofertas de cursos de inglês, com duração variável, na Cidade do Cabo.

 B o a   v i a g e m  !

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