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4º dia – CIDADE DO CABO / STELLENBOSCH. Localizada no coração da região vinífera da Província do Cabo, Stellenbosch pode ser facilmente visitada com uma excursão, que incluirá, provavelmente, uma ou mais vinícolas. A cidade foi fundada em 1.679, sendo a segunda mais antiga da África do Sul. Sua arquitetura é marcada por construções vitorianas e holandesas. Procure visitar o Rembrandt Van Rijn Art Museum [31 Dorp Street – Fone: (021) 886-4340. Aberto de segunda a sábado, de 10h00 às 13h00 e de 14h00 às 17h00.]: além do próprio acervo, que abrange obras dos principais artistas sul-africanos, esse museu merece a visita, também, por seu próprio edifício, pois, construído em 1.780 em estilo “holandês do Cabo”, hospedou algumas das mais importantes figuras históricas do país, entre elas Cecil Rhodes e Jan Smuts; na parte posterior do edifício, na antiga adega, encontra-se o Stellenrik Wine Museum, que reúne uma interessante coleção de artefatos para a fabricação de vinhos, incluindo antigas garrafas. Continuando pela Dorp Street, onde concentra-se o centro histórico da cidade, você chegará ao Oom Samie Se Winkel, uma loja vitoriana que negocia artigos regionais, inclusive ótimos vinhos. Note nos nºs 95 e 176 da mesma rua os melhores exemplos de arquitetura vitoriana da cidade. Vire à esquerda na Andriga Street e, em seguida, à direita na Kerk Street, já que, na esquina da Kerk com a Ryneveld Street, encontra-se o Stellenbosch Village Museum, composto de quatro casas de diferentes períodos da história da cidade, com mobiliário original. Continue pela Ryneveld Street até a Plein Street, vire à esquerda e siga até a Braak, praça central da cidade, onde concentram-se algumas das mais belas construções da cidade, destacando-se a Rhenish Church, antiga escola para escravos e mulatos, que data de 1.823, a St. Mary’s Church, de 1.852, e a Bugher House, de 1.797. Siga, depois, pela Market Street, passando pelo Centro de Informações Turísticas e pelo Rhenish Complex, no qual diversas casas, de diferentes períodos, foram restauradas. Continue pela mesma rua até a Herte Street, seguindo por ela até chegar novamente à Dorp Street. O mais interessante em Stellenbosch é observar os diversos períodos da colonização da região, o que transformou-a numa autêntica cápsula do tempo conservada por um excelente vinho.
5º dia – CIDADE DO CABO / PENÍNSULA.
A melhor maneira de conhecer a
Península, que inclui a
Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança, é contratar uma boa
excursão. Seu tour sairá da Cidade do Cabo, passando por belas praias,
até alcançar Hout Bay: nessa
vila de pescadores, um barco o levará até uma ilhota, na verdade uma
imensa colônia de focas; um
detalhe curioso é que todos os espécimes são machos! Retornando à terra,
o tour prossegue, passando pela Reserva do Cabo, onde coabitam zebras, antílopes, avestruzes e babuínos. Mais adiante, está
Cape Point: sugere-se que a subida ao mirante seja feita com o
funicular, e a descida a pé, pois o panorama do alto é simplesmente
espetacular, com as fantásticas tonalidades do mar; observe, do lado
direito, uma ponta rochosa, que é o famoso Cabo da Boa Esperança; não se engane, pois o oceano que se vê é
sempre o Atlântico, uma vez que o Índico está a muitos quilômetros de
distância. Continue seu passeio até
Boulders, uma praia que, desde 1.989, foi adotada por uma colônia de pingüins: caminhe pelas passarelas e fique atento,
porque, com um pouco de sorte, pode-se ver, inclusive, os filhotes. A
próxima parada é Simon’s Town,
uma bucólica cidade vitoriana, ideal para fazer um lanche e esticar as
pernas; na praça, note a estátua
de cachorro: trata-se de um herói local, que, viajando nos trens,
sempre trazia marinheiros bêbados de volta à base... O cão tinha,
inclusive, autorização para viajar sozinho de trem até a Cidade do Cabo!
A última parada é Kirstenbosch,
o belíssimo jardim botânico da Cidade do Cabo: situado no sopé da
Montanha da Mesa, exibe uma incrível variedade de flores e árvores; o
ideal é seguir num tour guiado, que mostrará os pontos principais desse
jardim espetacular; não deixe de ver a estufa, situada logo na entrada,
onde há, inclusive, um grande “baobab”.
6º dia – CIDADE DO CABO / SUN CITY. Siga de avião até Johannesburgo, onde um “transfer”, previamente agendado, o levará a Sun City, um complexo fabuloso composto por quatro hotéis: um de quatro estrelas, dois de cinco estrelas e um de seis estrelas, pioneiro nesta categoria. Aproveite o dia para conhecer o complexo, que possui dois campos de golfe, quadras de tênis, diversas piscinas, um parque aquático com diversas atrações, inclusive uma piscina com ondas. Outro “must” é a ponte dos elefantes, com terremotos programados! O complexo conta com restaurantes dos mais variados, muitos deles reunidos na praça de alimentação, além de cassinos. O transporte entre os hotéis não é problema, já que todos são interligados por uma eficiente rede de microônibus gratuitos. A visita ao Palace é obrigatória, já que esse foi por muito tempo o único hotel seis estrelas do mundo, parecendo mais um daqueles palácios dos filmes do Indiana Jones! Há esculturas enormes em tamanho natural de cheetahs, impalas, elefante e de girafas; o restaurante principal é incrível, tendo um lustre imenso e lindo bem no centro do salão! Na parte externa, o prédio é todo cercado por cascatas e lagos! Caso queira assistir algum show, reserve antecipadamente, pois eles são muito concorridos. Procure, também, agendar seu safari no Pilanesberg National Park para o dia seguinte, dando preferência aos horários pela manhã ou no final da tarde, quando os animais estão mais ativos.

7º dia – SUN CITY. Comece o dia com o safari no Pilanesberg National Park: esse parque nacional, que localiza-se nas imediações de Sun City, é, em geral, visitado a bordo de caminhões abertos, sendo recomendável, portanto, o uso de agasalhos, devido à baixa temperatura. Como o parque está sendo repovoado lentamente, não espere ver a mesma quantidade de animais presente no Kruger National Park; mesmo assim, seu relevo é bastante interessante e alguns animais têm presença garantida. Os parques nacionais são lugares únicos, uma vez que, aqui, os alienígenas são os humanos... Outro detalhe curioso é que, diferentemente de um jardim zoológico, aqui os animais só se mostram quando querem, muitas vezes vendo sem serem vistos! Eles podem ser observados enquanto brincam, dormem e, até mesmo, matando ou morrendo! Os antílopes são muito abundantes, com destaque para os impalas e os gnus. Há, ainda, zebras e búfalos e, com um pouco de sorte, consegue-se ver elefantes, leões e rinocerontes. Seu dia será realmente glorioso se você avistar um leopardo, que, escondendo-se nos galhos das árvores, é um dos mais difíceis de se encontrar. Fique atento e divirta-se! Após o safari, sugere-se uma visita às atrações próximas de Sun City, sendo a principal delas uma fazenda de leões: trata-se de uma experiência única, pois os animais são criados para serem vendidos para reservas particulares e, por isso mesmo, apresentam uma soberba forma física; o ponto alto da fazenda, contudo, é o cercado dos filhotes, onde o visitante pode ter contato direto com as pequenas feras, como se estivesse brincando com um cachorrinho! Aqui vale um conselho: não use suas melhores roupas e evite artigos sintéticos ou de lã, pois, como a maioria dos mamíferos, os filhotes possuem dentes e garras afiadas, o que pode danificar os fios. Outra local interessante na mesma região é a fazenda de avestruzes: aqui é possível saber qual a sensação de montar sobre esse parente distante dos dinossauros, além de descobrir que seus ovos suportam uma pressão de até 150kg sem se rachar, equivalendo a 24 ovos de galinha! Ainda no item “fazenda de criação”, encontra-se nas proximidades uma fazenda de crocodilos: o ideal é visitá-la nos horários de refeições, seu período mais ativo. À noite, arrisque a sorte num dos cassinos.

8º dia - SUN CITY /
PRETÓRIA / JOHANNESBURGO.
Valendo-se de um “transfer” previamente agendado, siga
para Johannesburgo, com uma
escala em Pretória: a capital
administrativa da África do Sul é uma cidade bonita e interessante,
exibindo ruas arborizadas, sobretudo por jacarandás vindos do Brasil.
Inicie sua visita no Voortrekker
Monument and Museum: apesar de não ser muito popular entre os
negros, devido às injustiças do regime do “apartheid”, findado graças à
incrível habilidade de Nelson Mandela, esse belo monumento narra, por meio de interessantes
painéis, a colonização do país vista pelo lado dos
“Afrikaners” (descendentes dos colonizadores holandeses, que não
aceitavam a presença inglesa);
sua localização privilegiada no topo de uma colina
possibilita uma vista excelente da cidade; um detalhe interessante é que
todo dia 16 de dezembro, os
“Afrikaners” reúnem-se para celebrar a saga de seus ancestrais, quando o sol penetra por uma abertura no teto e ilumina uma
placa comemorativa no centro do monumento.
Vá, agora, até os Union Buildings:
abrigando a sede do governo sul-africano, esses impressionantes
edifícios de tijolos vermelhos possuem, além de jardins magníficos, uma
esplêndida vista da cidade. Siga, então, para o
Krugerhuis Museum: aqui viveu
Paul Kruger, presidente da República do Transvaal entre 1.883 e
1.902; em 1.899, eclodiu entre os colonos holandeses e os ingleses a Guerra dos Boers, marcando com batalhas sangrentas a disputa do rico
território sul-africano; em 1.902, o
Presidente Kruger foi mandado para o exílio, onde veio a falecer em
1.904; sua casa foi totalmente preservada, com móveis e utensílios
domésticos autênticos; no quintal, encontra-se o
vagão ferroviário utilizado por
Kruger em suas viagens pelo país; há, também, um
carroção utilizado pelos pioneiros e a
carruagem oficial. Siga, agora,
para o Transvaal Museum (Museu de
História Natural): esse é, indubitavelmente, o melhor museu do país,
destacando-se as fantásticas coleções de aves e insetos expostas em
caprichados dioramas e, sobretudo, a mostra sobre a evolução humana, seu
ponto forte, já que sua maior atração é o
crânio de um Australopithecus Afarensis de quatro milhões de anos,
que prova realmente a ligação do homem com o macaco!
A ala dedicada à geologia
também é muito interessante. Dirija-se, depois, à
Church Square: verdadeiro coração de
Pretória,
é uma bonita praça circundada pelos mais belos edifícios da cidade,
dentre os quais a Prefeitura,
o Palácio da Justiça e a
Administração Provincial; em seu centro encontra-se uma
estátua de Paul Kruger, além do
Café Riche, onde podem ser saboreadas deliciosas tortas. Visite o
centro comercial e veja que não há grandes diferenças entre o centro
de uma cidade tipicamente africana e o de cidades sul-americanas; por
medida de segurança, é aconselhável seguir para
Johannesburgo por volta de 17h00.
9º dia – JOHANNESBURGO / KRUGER NATIONAL PARK.
Utilizando uma empresa previamente contratada, siga logo cedo para o Parque Nacional Kruger; as estradas adotadas na ida são as mais
rápidas, não oferecendo, portanto, grandes atrativos. Chegando ao
parque, o cenário todo muda, por tratar-se de uma imensa área, onde
habitam milhares de animais, dentre eles aproximadamente
123.000 impalas, 30.000 búfalos, 32.000 zebras, 4.900 girafas, 7.500
elefantes, 1.500 rinocerontes, 2.600 hipopótamos, 7.500 kudus, 1.500
leões, 2.000 hienas e 900 leopardos, além de outros tipos de
antílopes, guepardos e uma infinidade de pássaros, incluindo desde
imensas águias africanas até
os multicoloridos rollers.
Você passará a noite num dos agradáveis alojamentos do parque, que são
totalmente cercados, o que impede a entrada dos animais; por isso, para
sair da reserva após 18h00, só se for num
safari noturno, pois é terminantemente proibido permanecer no parque
após esse horário.
10º dia – KRUGER NATIONAL PARK.
Este dia será inteiramente dedicado à exploração do parque; é possível,
ainda, terminá-lo numa reserva
privada, que inclui, além do pernoite, um
safari noturno e um jantar
ao ar livre, iluminado por archotes e com o uivo de chacais e hienas
como “fundo musical”...
11º dia – KRUGER NATIONAL PARK / JOHANNESBURGO.
Saia cedo, pois o dia será bem longo. Sua viagem o levará
pelas Montanhas Drakensberg, situadas na Província de Mpumalanga, que exibe algumas das mais belas paisagens
da África.
A primeira parada é no
Mpumalanga Park, para ver os curiosos Bourke’s Luck Potholes: formações rochosas muito interessantes
criadas pelos Rios Blyde (Alegre)
e Truer (Triste); a área é de
fácil acesso, com pontes e plataformas de onde pode-se observar toda sua
beleza. Depois, segue-se até o
Blyde River Canyon, que é um verdadeiro espetáculo, exibindo uma
paisagem fantástica. Segue-se, então, até
Berlin Falls (quedas d’água descobertas por um minerador alemão) e,
depois, até Lisbon Falls
(quedas d’água descobertas por um explorador português). A próxima
parada é God’s Window, um caminho florido que leva até um mirante, de onde
tem-se uma vista deslumbrante, sendo possível até avistar Moçambique (desde que não haja bruma...). Um bom local para almoçar
é a cidade de Sabie
(significa forte), mais precisamente no
“The Loggerhead”, onde saboreia-se uma truta deliciosa! Seguindo
adiante, passa-se pelo Longtom
Pass: a importância do local é devida a um canhão utilizado pelos
Boers na famosa guerra.
Siga depois para
Johannesburgo.
12º dia – JOHANNESBURGO.
Inicie seu dia visitando
Gold Reef City [Northern Parkway, off N1 – Ormonde – Fone: (011)
496-1600. Aberta de terça a domingo, de 09h00 às 17h00. Acesso: excursão
ou táxi.]: esta é a maior atração turística da cidade, já que trata-se
de um parque de diversões montado junto a uma antiga mina de ouro, que
abrange diversas atrações, incluindo até danças típicas; a mina é, sem
dúvida, seu ponto forte, pois desce-se até seu interior num elevador com
a supervisão de um engenheiro de minas aposentado, com direito,
inclusive, aqueles famosos capacetes com lâmpada utilizados pelos
mineiros! No final do tour, vê-se “in loco” o processo de fabricação de
barras de ouro, sendo possível comprar as famosas moedas de ouro
sul-africanas.
Siga agora até o
South African National Museum Of Military History [20, Erlswold Way
– Fone: (011) 646-5513.
Aberto diariamente, de 09h00 às 16h30.]: mesmo não sendo
um fanático por temas militares, é impossível não aproveitar o acervo
desse museu, que classifica-se entre os mais completos do mundo; todos
os setores foram montados com grande capricho, mostrando a história
militar sul-africana desde a Guerra dos Boers até os dias atuais; em seu
acervo, destaca-se a grande variedade de
carros de combate e a sua
coleção de aviões, que inclui um
caça Mirage e um Messerschmitt Me 262, o primeiro avião a jato a entrar em ação
durante a Segunda Guerra Mundial. Sugere-se, após, uma visita ao
comércio local: havendo interesse em
artesanato, uma boa opção é a
Cambanos Agencies [11/47 Richards Drive (639 Richards Drive Opp.
Gallagher Estate) – Fone: (11-315-9411)], uma grande loja especializada
em artigos regionais, dos mais simples até os mais elaborados, incluindo
itens em jade, malaquita, verdita, marfim, etc.; artigos triviais são
facilmente encontrados num dos muitos
shopping centers da cidade, indicando-se o
Sandton City [Sandton Drive and Rivonia Road]: imenso shopping
center com diversos restaurantes, centenas de lojas elegantes e quinze
salas de cinema; para os amantes dos esportes, uma boa sugestão de
compra são as vistosas camisas de rugby; se a sua “praia” for música, não perca a
oportunidade de adquirir discos de artistas africanos, sendo
Johnny Clegg o mais popular deles; uma boa dica para uma refeição é
o Butcher Grill, onde você
poderá testar a ótima qualidade das carnes sul-africanas, incluindo
avestruz e antílope.
13° dia – JOHANNESBURGO.
Hoje, você terá oportunidade de conhecer outro lado da
África do Sul; para tanto, contrate uma empresa especializada, de
preferência com agentes negros, para levá-lo até
Soweto (uma boa dica é a
Jimmy´s Face-to-face): na realidade, seu tour começa no
centro de Johannesburgo que, a despeito de bonito e moderno, foi
completamente abandonado, devido ao alto índice de criminalidade! Nem
pense em andar por suas ruas, pois, tanto de dia quanto à noite, a área
é extremamente perigosa; sua atual condição é decorrente da crise
econômica e da altíssima taxa de desemprego, agravada, também, pela
grande afluência de imigrantes de outros países africanos, que ainda
consideram a África do Sul uma grande potência econômica regional; para
ter-se uma idéia da gravidade da situação, o
Hotel Carlton, antes um cinco
estrelas concorridíssimo, simplesmente fechou suas portas por falta de
clientes; por outro lado, note um prédio em formato de diamante, que só está funcionando por pertencer
à De Beers, a famosa
companhia mineradora de diamantes, o que prova a pujança econômica
sul-africana, se comparada aos seus vizinhos... Siga, agora, para Soweto:
trata-se de um bairro imenso, com mais de um milhão de habitantes negros
ou mestiços, que aqui foram obrigados a se instalar na época do
Apartheid, já que a eles não
era permitido residir no mesmo bairro dos brancos; eles não podiam nem
mesmo utilizar os mesmos banheiros, bebedouros, praças, praias e até
calçadas; curiosamente, era permitido que trabalhassem nas minas de ouro
ao lado dos brancos, desde que ganhassem um salário 80% menor... Soweto não é um lugar esteticamente bonito, mas sua visita é
obrigatória como acréscimo cultural. A visita se inicia no ponto de
partida dos lotações: daqui partem lotações para o centro da cidade,
Cidade do Cabo, Zimbabwe, Namíbia e outros destinos a milhares de
quilômetros de distância. No lado oposto, nota-se uma das incongruências
de Soweto, o
Baramagwanath Hospital, um complexo hospitalar gigantesco, que já
foi o melhor do hemisfério sul! Em
suas ruas, vêem-se belas casas e, também, autênticas favelas, com
grandes problemas de infra-estrutura; passa-se, também, pela antiga
casa de Nelson Mandela e pela casa do
Bispo Desmond Tutu, dois baluartes do fim do Apartheid, pela
atual mansão da ex-esposa de Nelson Mandela,
Winnie Mandela (que tem até uma exuberante entrada de
empregados...), além do Hector Petersen Memorial,
construído em memória dos estudantes, em sua maioria crianças e
adolescentes, mortos no protesto de 1.976
contra a obrigatoriedade do ensino do idioma “afrikaans” nas escolas.
Termine seu tour no Wandie’s
Place (618, Dube – Soweto – Fone: (011) 982-2796.], um ótimo
restaurante que oferece o melhor da culinária local em sistema de buffet;
tome muito cuidado com o “chakalaka”,
um apimentado prato nativo, pois é incrivelmente forte! À noite,
indica-se uma visita à Lesedi
Cultural Village: significando “lugar de luz”, essa vila
cultural é muito interessante, porque tem-se a oportunidade de conhecer
um pouco sobre as diversas etnias
que formam a África do Sul, visitando, inclusive, as casas das
tribos Zulu, Xhosa, N’debele,
Pedi e Basotho; além disso, há apresentações de diversos tipos de
dança tribais; a visita termina com um jantar em sistema de buffet, onde
pode-se experimentar diversas carnes de caça, tais como impala, kudu,
avestruz e até crocodilo! Aproveite para fazer contato com o chefe das
tribos, que é muito simpático!
14° dia – JOHANNESBURGO / SÃO PAULO.
Procure chegar bem cedo ao aeroporto, pois, assim, você terá tempo de
trocar suas notas de produtos industrializados por dinheiro, já que o
governo sul-africano devolve aos turistas os impostos recolhidos sobre
uma grande quantidade de artigos; fique atento, pois a devolução é feita
em “rands”, que deverão ser, depois, trocados por dólares.
1.
OBSERVAÇÃO –>
Em nossos roteiros, sempre prezamos muito a
individualidade do viajante, mas, com relação à África do Sul, tivemos
que abrir mão desta característica em nome da segurança. Os turistas que
já tiveram experiência anterior com a mão de direção inglesa, podem
realizar, sem a utilização de guias, os roteiros da
Cidade do Cabo e imediações com um carro alugado e, se tiverem um
pouco mais de tempo (três dias, no mínimo), seguir pela fantástica
“Garden Route”, que costeia o Oceano Índico, pois as estradas são
muito boas e bem sinalizadas. O
Kruger National Park também pode ser visitado individualmente,
porém, neste caso específico, o “olho clínico” de um bom guia
local faz uma grande diferença; já em cidades como
Pretória e, principalmente,
Johannesburgo, a experiência do guia pode ter um significado muito
especial para a sua segurança. O povo sul-africano é extremamente
simpático, tendo grande respeito pelo turista; além disso, com as
mudanças ocorridas no final do século XX, o país vem tentando, de todas
as formas possíveis, integrar numa única sociedade grupos que viviam
completamente separados; um viajante observador notará, que
relativamente às crianças, esta política já está dando resultado. Como
em qualquer outro lugar, o bom senso é o melhor aliado do turista. Os
custos de uma viagem à África do Sul podem ser muito altos ou plenamente
aceitáveis, sem que o turista abra mão do conforto e da emoção que o
país tem a oferecer; tratando-se simplesmente de moldar a viagem ao
viajante. Outra opção interessante é aliar diversão ao enriquecimento
cultural, já que há boas ofertas de cursos de inglês, com duração
variável, na Cidade do Cabo.
B o a v i a g e m !