Os seus primeiros habitantes foram os índio tupis-guaranis, que passaram a ser denominados de Carijós pelos europeus que chegaram à Ilha. Alguns nomes da região de Florianópolis
(Itaguaçu, Anhatomirim, etc...) foram dados por eles. Porém, o gradual extermínio dos indígenas começou no final do século XVII, devido a fraca resistência às doenças trazidas pelos europeus. Nesta época se deu início a fundação da cidade, com a chegada do bandeirante Francisco Dias Velho. Mas foi somente no período compreendido entre 1747 e 1756 que a ocupação da Ilha se deu mais intensamente, com a vinda de cinco mil imigrantes açorianos para
colonizá-la.
A localidade já era chamada de Nossa Senhora do Desterro e em
1893 assume a condição de capital catarinense. O nome Florianópolis foi dado em homenagem ao então líder da República, marechal Floriano Peixoto, e ainda hoje é renegado por alguns habitantes devido a ordem de fuzilamento, na Ilha de
Anhatomirim, de diversas pessoas que foram consideradas "inimigas" da República, durante a Revolução Federalista.
Florianópolis ainda possui uma grande parte do seu patrimônio histórico preservado, possibilitando-se ter uma visão dos principais períodos de crescimento, desde a velha Desterro até a Florianópolis de hoje. Por exemplo: o Palácio Cruz e Souza, o Mercado Público, a Alfândega, o Museu Victor Meirelles, a Ponte Hercílio Luz e as suas Igrejas.
Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, possui um dos melhores índices de renda per capita, e está entre as capitais que mais recebem turistas, principalmente de paulistas, gaúchos e paranaenses. Normalmente existe uma maior demanda no verão, oriundos de turistas do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.
Muito se diz de Florianópolis, suas praias, suas lagoas e dunas, um povo hospitaleiro e acolhedor, de falar apressado e cantado, os "manézinhos da ilha", com se é chamado, eternizado pelo nosso campeão Guga Kuerten, que leva ao mundo o conhecimento de nossa terra.
Além das praias, o turismo histórico, através da renovação da arquitetura urbana, fez aparecer toda a essência do estilo português, na construção de prédios, casas e ruas, observa-se isto, nos calçadões da Felipe Schimidt e Conselheiro Mafra, no Mercado Público, na Catedral Metropolitana, e nos inúmeros casarios do Ribeirão da Ilha, Lagoa da Conceição e Santo Antônio de Lisboa.
Beleza é o que não falta em Florianópolis, seja na natureza, nas fortificações dos tempos da colônia ou nas pessoas. Não é à toaque a Ilha de Santa Catarina é conhecida como Ilha da Magia. O alto-astral está sempre presente em suas maravilhosas e diferentes praias, nas noites agitadas e na rotina dos tantos pescadores que vivem por lá.
Um dos cartões-postais de Florianópolis é a Lagoa da Conceição, que além da sua beleza natural é o reduto da vida noturna da cidade, abrigando o maior contigente de intelectuais, artistas plásticos e escritores. Em volta dos quase 20 quilômetros quadrados de água com baixa salinidade pode-se observar várias construções da época colonial.
Ao redor da Ilha podemos encontrar mais de 40 praias, entre elas: Joaquina (mundialmente famosa pelas excelentes condições para a prática do surf), Ingleses, Canasvieiras, Jurerê, Jurerê Internacional, Mole, Campeche, Ponta das Canas, Daniela, Barra da Lagoa, Galheta, Forte (onde se localiza o forte de São José da Ponta Grossa ), etc...
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