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As maiores atrações do Japão para visitantes
estrangeiros residem na enorme multiplicidade de atrativos
culturais, na grande variedade de encantos naturais e no povo
verdadeiramente hospitaleiro.
Nação
que avança a passos largos para a vanguarda do futuro com
suas indústrias de alta tecnologia, ao mesmo tempo em que
preserva uma herança de milhares de anos de uma história que
pode ser traçada até as épocas mitológicas, o Japão vive
o grande desafio da coexistência do antigo e do moderno.
O
Japão possui um grande número de santuários e templos que têm
uma história de 1.000 a 2.000 anos. Para grande surpresa dos
que os visitam, a maioria não se encontra em estado de
"ruína", mas ainda servir como centro de atividades
religiosas e fonte de tradições culturais e de estilos de
vida. É realmente estimulante ver santuários e templos
banhados pelo tempo, ou bairros seculares de samurais,
coexistindo em harmonia com a sociedade moderna.
O
verdadeiro arquipélago japonês consiste em mais de 3.000 ilhas, ao
redor das quatro principais, Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu, que se
estendem em 3.000km de norte a sul, das zonas sub-árticas até as
subtropicais. Seu clima é caracterizado por quatro estações bem
definidas, que saúdam os turistas com as respectivas belezas cênicas
em qualquer época que se visite o Japão. As cerejeiras em flor na
primavera, o verde viçoso do início do verão, as folhagens escarlates
no outono, e as paisagens de neve no inverno simbolizam as quatro
estações. Desde a antigüidade, as quatro estações inspiram a
literatura e as artes japonesas. Entre elas, notabilizam-se os poemas
haiku de dezessete sílabas, que contém uma frase sazonal, e os
desenhos delicados dos kimonos, dos objetos em laca e em porcelana.
A
natureza do Japão é também generosa ao oferecer aos visitantes um
brinde : as águas termais. Como faz parte do anel de fogo do Pacífico,
o Japão é um paraíso para as termas, com tantas águas minerais que
jorram em todo o país. Sua estada numa das hospedarias em estilo japonês,
conhecidas como ryokan, numa estância termal provavelmente lhe
proporcionará inesquecíveis e vívidas recordações do Japão.
Rodeado
de água e de formações rochosas, o Japão é rico em bênçãos do
mar e da montanha. Assim, a culinária japonesa é famosa por seu
paladar delicado e saudável. Além dos pratos mais conhecidos como o
sushi, o sashimi e o tempurá, cada localidade possui suas próprias
iguarias, que agradam ao paladar e oferecem uma experiência sensória
estimulante. Mas não será preciso sentir saudades de sua própria
culinária. As principais cidades do Japão oferecem quase todos os
tipos de comidas do mundo todo.
Além disso, as metrópoles como Tokyo proporcionam todas as formas de
entretenimento urbano, desde as artes tradicionais japonesas como o Nô,
o Kabuki e o Bunraku até concertos de orquestras mundialmente
conhecidas e de artistas populares. Para conectar estes centros
populosos com cidades menores existe uma rede de transportes altamente
desenvolvida - comboios expressos shinkansen, auto-estradas e rotas aéreas
domésticas. O Japão é, no seu todo, um organismo que combina grandes
cidades cosmopolitas e comunidades regionais possuidora de raízes
profundas nas culturas locais. O que é comum em qualquer lugar que se
visite, é o calor humano e a hospitalidade das pessoas. A maior atração
do Japão pode ser encontrada no seu povo hospitaleiro.
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VISTO
PARA TURISMO
-
Comprovante de renda (original e xerox -
Traveller check, recibo de compra de moeda estrangeira, declaração
de imposto de renda, contra-cheque.
-
Passagem de ida/volta, ou print de
reserva da viagem (original e xerox)
-
Obs.: Para retirada do passaporte com
visto faz-se necessário a apresentação da passagem aérea e uma cópia
da mesma.
-
Formulário preenchido e assinado
(Original, fornecido pelo Consulado do Japão)
-
01 foto 3X4 (nítida e recente)
-
Passaporte com validade mínima de 06
meses
-
Cópia da identidade do requerente
OBS:
Prazo para estada no Japão: 3 meses
Documentos Necessários para requerer o Visto:
Obs.: Os documentos necessários irão depender também do
local de residência do requerente, sendo aconselhável entrar em
contato com o Consulado de seu Estado para mais informações.
· VISTO ESPECÍFICO (Para longa permanência)
1 - Filho(a) de japoneses:
-
Kosekitôhon (original, com 1 ano de
validade)
-
Certidão de nascimento (xerox
autenticada)
-
Xerox autenticada da identidade do pai
ou mãe (daquele que é japonês)
-
Carta de garantia do Japão e
comprovante de renda do fiador. O(a) fiador(a) deve ser parente e
deverá estar residindo no Japão.
-
Atestado de residência do fiador japonês
-
Preenchimento de 2 vias de um formulário
em inglês
-
fotos 5X5 (nítidas e recentes)
-
Cópia da identidade do requerente
OBS:
Se o(a) fiador(a) for estrangeiro, será necessário apresentar, além
do comprovante de renda, xerox do passaporte para a conferência da
assinatura e comprovante de registro de estrangeiro. No caso do(a)
fiador(a) for pessoa de nacionalidade japonesa, os documentos necessários
são: comprovante de residência, comprovante de renda e xerox do
passaporte ou Kosekitôhon.
2 - Cônjuge japonês(a)
-
Kosekitôhon (original, com 1 ano de
validade) Certidão de Casamento (xerox autenticada)
-
Identidade do cônjuge (xerox
autenticada)
-
Carta de garantia do Japão e
comprovante de renda do fiador (caso o(a) fiador(a) seja
estrangeiro(a), além do comprovante de renda, será necessário a
apresentação do comprovante do registro de estrangeiro e cópia do
passaporte para a conferência da assinatura). O fiador deve ser um
parente e estar morando no Japão.
-
Atestado de residência do fiador
-
Preenchimento de duas vias de um formulário
em inglês
-
Duas fotos 5X5 (nítidas e recentes)
-
Passaporte
-
Cópia da identidade do requerente
OBS:
Quando o casal for viajar junto, deverá apresentar xerox das passagens
aéreas.
Frases
úteis para o dia a dia:
O cumprimento é feito através de uma reverência, onde a pessoa
inclina-se para frente; seu grau de inclinação depende da situação
do momento e do grau de relação entre as pessoas envolvidas. Este
gesto é chamado "odigi" e significa respeito e afeição.
Cumprimentar é um hábito muito apreciado que os japoneses fazem questão
de cultivar.
Cumprimentos básicos:
Outras
palavras e frases importantes:
-
Arigatô gozaimasu = obrigado(a)
-
Iie doo itashimashite = por nada, não
há de quê
-
Sumimasen
= desculpas, por favor. Utilizado quando se pede desculpas, ou quando irá pedir um favor,
informação a alguém
-
Shitsurei shimasu = com licença,
quando pedir licença para passar, para entrar na casa ou escritório
de alguém, também quando você se retira de algum local antes que
outras pessoas
-
Gomenkudasai ou gomen nasai = me
desculpe
-
Hai = sim
-
Iie = não
-
Watashi no namae wa ---- desu = Meu
nome é ---
-
Watashi wa burajiru kara kimashita = Venho
do Brasil
-
Doko desu ka? = Onde fica, onde é
-
Ikura desu ka? = Quanto custa?
-
Takai desu = É caro
-
Yasui desu = É barato
-
Irashaimassê = Seja bem vindo
-
Wakarimashita = Entendi
-
Wakarimasen = Não entendo
-
Motto Yukkuri itte kudasai = Por
favor, fale mais devagar
-
Chotto matte kudasai = Espere um
momento, por favor.
-
Kanko kyaku desu = Sou turista
-
X nichikan taizai no yotei desu = Quero
ficar x dias
-
Ryogaejo wa doko desu ka? = Onde fica
o guichê de câmbio
-
Shinkoku suru mono wa arimasen = Não
tenho nada a declarar
-
Azukarisho o kudasai = Por favor, dê-me
o recibo de depósito
-
Basu (densha) noriba wa doko desuka? =
Onde fica a plataforma/ponto de ônibus/trem?
-
Kippu uriba wa doko desu ka? = Onde
se vendem as passagens?
-
Toirê wa doko desuka? = Onde fica o
banheiro?
-
Nihongo wakarimasen = Não entendo
japonês
-
Porutogarugo o hanaseru hito wa imasu
ka? = Tem alguém que fale português?
Etiqueta
no Japão
Os
costumes e normas de etiqueta do Brasil e Japão são diferentes em
muitos aspectos, o que tem causado mal-entendidos, equívocos e situações
às vezes constrangedoras.
Para que os estrangeiros possam conviver de forma tranqüila e sem
problemas dentro da sociedade japonesa, é preciso aprender e respeitar
os costumes e as pessoas. Também é muito valorizado o respeito aos
vizinhos, mantendo um bom relacionamento e cooperação mútua.
O
cumprimento é feito através de uma reverência, onde a pessoa
inclina-se para frente; seu grau de inclinação depende da situação
do momento e do grau de relação entre as pessoas envolvidas. Este
gesto é chamado "odigi" e significa respeito e afeição.
Cumprimentar é um hábito muito apreciado que os japoneses fazem questão
de cultivar.
Ao dirigir a palavra a outra pessoa:
Sama ou San
Quando for falar com outra pessoa, sempre chamá-la pelo sobrenome,
seguido de "san" ou "sama"(forma
polida) que quer dizer senhor, senhora ou senhorita. Somente chamar pelo
nome ou apelido quando esta pessoa autorizar para tal.
No caso de pessoas que você não saiba o nome, quando pedir alguma
informação, dizer "sumimasem" (por favor)
seguido da pergunta.
Na empresa, quando se trata de superiores, chamá-lo pelo cargo, por
exemplo : Sr. Presidente = shatyô-sama.
Antes de começar a refeição, todos dizem "itadakimasu"
e ao terminar dizem "gochiso sama". São frases
que expressam apreciação e agradecimento pela refeição.
Geralmente os japoneses comem com pauzinhos (hashi ou ohashi).
A tigela de arroz é colocada à sua esquerda e a de sopa à direita, e
os hashi são colocados em frente a elas, na horizontal.
O correto é segurar o hashi com a mão direita e usar a
esquerda para levantar as tigelas de arroz e de sopa para comer, podendo
beber a sopa diretamente da tigela. Já os outros pratos e tigelas ficam
sobre a mesa. Quando houver pratos que serão degustados por todos, terá
um talher ou hashi para cada prato, onde você irá utilizá-lo para se
servir.
Quando não houver talher ou hashi, deverá se servir
utilizando seu próprio hashi do lado oposto ao que você
está comendo, mas dependendo do prato, seu hashi poderá ficar
sujo, então poderá ser pedido um talher ou hashi para o
prato, ou se estiver entre amigos ou pessoas mais íntimas, poderá
dizer para não se importarem e se servirem com o próprio hashi,
sem precisar utilizá-lo ao contrário.
Enquanto estiver comendo o arroz, e quiser pausar, deverá deixar o hashi
em cima da tigela na horizontal ou sobre hashioki (descanso
de hashi). Não espete o hashi no arroz, isto significa arroz
servido em velório.
Quando os japoneses tomam sopa, é costume fazer barulho com a boca,
dizem que é demonstração de apreciação ao prato.
Geralmente em restaurantes, antes de se servir, é oferecido um oshibori
(toalhinha úmida para limpar as mãos). É falta de etiqueta limpar o
rosto, o pescoço, etc..
Chinelos
e sapatos
Ao entrar numa casa típica oriental, tire os sapatos na entrada (genkan)
e calce os chinelos próprios para serem usados dentro de casa. Quando
entrar numa sala ou quarto de tatami ( uma esteira feita de palha e
coberta de junco tecido), deve se tirar os chinelos e deixá-los no
corredor. Geralmente existem chinelos próprios para o banheiro também.
Quartos
Para dormir, as pessoas usam colchões estofados e colchas (futon),
colocados no chão do quarto. De manhã, são recolhidos, dobrados e
colocados no armário, podendo-se usar o mesmo quarto de dormir para
sala de jantar ou sala de estar.
Sala de jantar ou sala de estar
Geralmente é usada uma mesa baixa, com almofadas (zabuton) para
se sentar, de joelhos, mas poderá esticar as pernas também, embaixo da
mesa. No inverno, existem estas mesas baixas com sistema elétrico
especial na parte de baixo (kotatsu), onde há cobertor e por
cima é colocado um tampo da mesa. Você se mantém aquecido
colocando-se as pernas embaixo da mesa.
Banho
A casa japonesa possui um cômodo que é feito apenas para banho,
chamado ofurô, banho de imersão. A banheira é quadrada e
funda, onde é colocada água fria e aquecida com aquecedor especial,
alguns a gás e outros por eletricidade.
Antes de entrar na banheira, deverá lavar o corpo e somente entrar
depois de se enxaguar, pois a água não é trocada cada vez que uma
pessoa a utiliza, tomando-se o cuidado para não sujar a água, pensando
no próximo que irá utilizá-la.
Meishi
- cartão de visitas
No Japão, é comum fazer a troca de cartões de visita (impresso com
nome da empresa, seu cargo, nome, endereço e telefone) quando se
encontram pela primeira vez. O meishi esclarece a posição, status e
grupo hierárquico da pessoa dentro da empresa, desempenhando um papel
importantíssimo numa sociedade onde o grau hierárquico é muito
respeitado.
Qualquer pessoa pode fazer, pedir para imprimir um meishi da maneira que
desejar.
Já um meishi da empresa, deverá possuir o nome da empresa, seguido de
seu cargo, nome , endereço e contato. Num encontro de negócios ele
possui um papel importante, é imprescindível que você possua seu
meishi, pois poderá ser considerado falta de etiqueta e rude não possuí-lo.
O cartão de visitas no Japão possui um papel muito diferente e muito
mais importante que em outros países.
Entrega-se o meishi com as duas mãos, o mesmo ao receber. Não dobre
nem escreva no cartão e, se possível, tenha em mãos o "meishi-ire",
um porta cartão. Se não tiver, guarde-o no bolso interno do paletó ou
em sua carteira.
Tente memorizar o nome, posição e empresa da pessoa. O meishi é um
instrumento importante e também útil para que seu nome seja lembrado,
e também para que você não se esqueça com quem esteve.
ANIME,
OVA, MANGA e MOVIE
-
MANGA - histórias
em quadrinhos japonesas. Na maioria das vezes, um mangá bem
sucedido se torna um anime e vice-versa.
-
ANIME - desenho
japonês, pode ser uma série de tv, um ova ou um movie. Este é
feito para todo tipo de espectador, adultos, homens, mulheres,
adolescentes, etc.
-
OVA - original
video anime, desenho feito para ser vendido em video, costuma ter
poucos episódios e qualidade superior a das séries de tv.
-
MOVIE - filmes
feitos para o cinema, costuma ter melhor qualidade que um ova.

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A
Cerimônia do Chá
A
Cerimônia do Chá ou Chanoyu, também conhecido como Chado
(Caminho do Chá), é um passatempo estético no Japão, que é a
arte de servir e beber o "matcha", um chá verde
pulverizado. Existe todo um ritual e respeito para com a cerimônia.
É uma das principais artes tradicionais do Japão, pode-se dizer
que representa a síntese da cultura e do espírito japonês.
O chá foi introduzido no Japão através da China, por volta do século
VIII. O "matcha", que é utilizado na Cerimônia
do Chá, foi trazida da China no século XII. O chá era muito
precioso e, além de bebida, era considerado remédio.
A popularidade do chá é universal, porém, em nenhuma outra
parte do mundo sua contribuição ao meio cultural foi tão notável,
quanto no Japão, onde seu preparo e apreciação adquiriram
sentido estético e evoluíram como uma forma distinta de arte.
No Japão, as pessoas, ao serem convidadas para uma reunião de chá,
costumam comparecer com antecedência : aguardam sentadas em uma
pequena sala, desfrutando da companhia uma das outras e
desligando-se das atribulações do cotidiano.
O anfitrião terá cuidado da preparação da sala, talvez
pendurando um "kakemono" (pintura ou caligrafia
sobre papel ou seda, montada sobre um rolo de papel geralmente
emoldurado com brocado), acendendo o fogo para ferver a água para
o chá e terá também preparado uma pequena refeição
caprichosamente escolhida, tudo com o objetivo de tornar a reunião
o mais agradável possível.
Esse encontro representa a manifestação clara de uma
sensibilidade interior que se adquire através do estudo e da
disciplina do Chado, o Caminho do Chá. Chado é um termo
relativamente recente, com o qual se designa o ritual de preparar
e tomar o chá, originado no século XV.
O chá verde em pó servido no ritual foi inicialmente introduzido
no Japão por monges Zen, quando de seu regresso da viagem de
estudos na China, durante o século XII. Nessa época, o chá era
utilizado como um suave estimulante, que favorecia ao estudo e à
meditação, tendo sido valorizado também como uma erva
medicinal.
A partir dessa origem modesta, mestres de chá, devotos do Chado,
desenvolveram uma estética, que se inseriu na cultura japonesa.
Houve, entretanto, um mestre de chá que, durante toda a sua existência,
concebeu essa filosofia como um estilo de vida e instituiu o Chado
como um meio de transformar a própria vida em uma obra de arte.
Esse mestre foi Sen Rikyu ( 1522-1591 ).
Proeminente figura nas artes e também na política de seu tempo,
os ideais estéticos de Sen Rikyu estão no âmago das artes e
artesanatos do Japão e constituem a base do requinte e da elegância
japoneses.
As
Sete Regras
Uma vez perguntaram a Sen Rikyu sobre o que se exigia na Cerimônia
do Chá. Ele respondeu que era uma questão de observar sete
regras:
1.
Fazer uma tigela satisfatória de chá;
2. Colocar o carvão de lenha, para a água ferver eficientemente;
3. Prover senso de calor no inverno e frescor no verão;
4.Arranjar as flores como se estivessem no campo;
5. Estar pronto antes do tempo;
6. Estar preparado em caso de provável chuva;
7. Agir com máxima consideração para com seu convidado.
De
acordo com o que é sabido sobre este diálogo, a pessoa que fez
esta pergunta ficou muito zangada com Rikyu, dizendo que eram
questões simples que qualquer um poderia manejar. Rikyu respondeu
que ele poderia ser o discípulo de quem conseguisse executar e
divulgar sem falhas.
Esta história nos conta que a Cerimônia do Chá é basicamente
preocupada com atividades do cotidiano, já para dominar isto
requer ótimo cultivo. Neste senso, a Cerimônia do Chá é
descrita como a Arte da Vida.
Os monges Zen, que introduziram o chá no Japão, estabeleceram os
fundamentos espirituais para o Chado. Baseados numa intuitiva
busca pela essência da realidade, os preceitos do Zen Budismo
deram aos mestres do chá uma amplitude para desenvolver a estética
do chá. Veio incluir, não apenas as regras para preparar e
servir o chá, mas também a manufatura dos utensílios, o
"conhecimento" das belas artes e das artes aplicadas, o
"desenho" e a construção das salas de chá, a
arquitetura dos jardins e a literatura.
Quase quatrocentos anos se passaram desde que Sen Rikyu percorreu
as ruas de Kyoto, porém a cidade permanece, ainda, rica com seu
legado. Hoje, a quinze minutos do Palácio Imperial de Kyoto,
encontram-se as propriedades de duas ramificações da família
Sen. Uma dessas, é a residência de Soshitsu Sen XV, décima
quinta geração descendente de Sen Rikyu e atual Grão Mestre da
Escola Urasenke de Chá.
Material
fornecido pelo:
Centro de Cha do Urasenke do Brasil
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Conteúdo : Marina Mityo Fuziwara
Site : www.nihonsite.com
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