Compare Produtos, Lojas e Preços
Dicas de Viagem

Ouro Preto - MG

Voltar

 
Ouro Preto não é uma cidade, é um monumento. Uma escultura viva, um retrato em movimento, um cenário. Palco da Inconfidência Mineira, um dos principais movimentos pela libertação do Brasil-Colônia, ainda transpira hoje essa atmosfera. Nas ladeiras, de calçamento em pedra, no casario barroco. Nas igrejas e museus, com obras-primas de Athayde e Aleijadinho. Na luz, principalmente ao entardecer, amarela e difusa, às vezes misturada à bruma, um verdadeiro santuário

Por que a cidade se chama Ouro Preto? Simples, pela quantidade de Ouro que foi descoberta na região.

História

Em fins do século XVII, bandeirantes acharam ouro nos córregos da região  do Itacolomi*, hoje Pico do Itacolomi , motivaram uma verdadeira corrente imigratória em busca do Eldorado. No mesmo ano de 1698 o Ouro começou a ser explorado e ao redor das minas surgiu um arraial que, em 8 de julho de 1711, foi elevado a Vila e, em 1823, a Cidade Imperial e capital da Província de Minas Gerais. Em 8 de julho de 1711, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho elevou o arraial a Vila: Vila Rica de Albuquerque, depois apenas Vila Rica. Com o aumento da produção do ouro, edificaram-se templos e palácios e, por um decreto de 24 de fevereiro de 1823, Vila Rica foi elevada a cidade e capital da Província de Minas Gerais, mudando seu nome para Ouro Preto, Cidade Imperial, a 20 de março do mesmo ano.
Paulistas, nordestinos e portugueses recém-chegados formaram pequenos arraiais, com suas capelinhas, em diversos pontos da região: arraiais de Antônio Dias, do Padre Faria, do Morro de São Sebastião, do Passa Dez, do Caquende, do Ouro Preto - com a criação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro.

*
A única informação sobre o local do achado era um maciço de pedra, chamado pelos índios de Itacurumin (Ita = pedra e Curumin = menina - Pedra Menina)


Igrejas que valem a pena conhecer!



Compare Produtos, Lojas e Preços





 



Igreja de São Francisco de Assis
Construção iniciada em 1766, pela Ordem Terceira de São Francisco de Assis, a primeira ordem criada em Ouro Preto. Obra-prima de Aleijadinho, que assina o projeto e o risco da portada. Pinturas de Manuel da Costa Ataíde.

Matriz de Nossa Senhora do Pilar
Erguida em torno da capela dos primeiros anos do século XVII, sob invocação de Nossa Senhora do Pilar. Inaugurada em 1733, apesar de não estar concluída. Planta atribuída ao arquiteto Pedro Gomes Chaves.

Igreja das Mercês e Perdões (Mercês de Baixo)
Construção concluída em 1772. Reconstruída em meados do séc. XIX. Risco da primitiva capela-mor de Aleijadinho

Igreja de Santa Ifigênia (Nossa Senhora dos Pretos do Alto da Cruz)
Construção datada de 1720 a 1785. Diz a lenda que foi erigida por Chico Rei e sua tribo com o ouro tirado da mina da Encardideira. Talha de Francisco Lisboa.

Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias
Construção iniciada em 1727 e concluída em 1746, onde existia a capela de Nossa Senhora da Conceição construída por Antônio Dias, em 1699. Projeto e construção de Manoel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho, ambos ali sepultados.

Igreja do Senhor Bom Jesus de Matozinhos (São Miguel e Almas)
De livro aberto e rubricado por Tomás Antônio Gonzaga em 1785, sabe-se que a capela era dedicada aos Santíssimos Corações de Jesus, Maria, José, Senhor dos Matosinhos e São Miguel e Almas. Portada do Aleijadinho e pinturas de Ataíde.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário
A Igreja substituiu a antiga capela, datada de 1709, na qual, de 1731 a 1733. esteve guardado o Santíssimo Sacramento da Paróquia, quando na construção da Matriz de Nossa Senhora do Pilar. O traçado circular é ponto alto da arquitetura barroca mineira. Autoria da planta em ovais intersecantes desconhecida. Risco do frontispício e da empena atribuído a Manuel Francisco de Araújo.

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu por volta de 1738 (não existe documento comprovando esta data). Filho do arquiteto português Manoel Francisco Lisboa e de uma negra, escrava de sua propriedade, chamada Isabel. De personalidade forte e perseverante, teve noções de música e latim, aprendeu a ler, escrever, estudou desenho e arquitetura com os mestres da época. Em 1812 ficou totalmente paralítico e morreu pobre em 1814. Seu corpo está enterrado no interior da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.

Antônio Francisco Lisboa herdou o apelido de Aleijadinho devido a uma doença misteriosa, popularmente conhecida na época como zamparina, que atacou seus membros, atrofiando-os. A mutilação não abalou suas forças; seus escravos prendiam os instrumentos em suas mãos.

A doença é implacável. Cada vez mais arredio, ele se esconde com a ajuda de seus leais escravos Maurício, Agostinho e Januário. Executa belas obras em Sabará e Congonhas do Campo, consagrando-se como o maior artista brasileiro do período colonial. Quando uma obra isolada do mestre escultor está diante de nossos olhos, ficamos com a impressão de que nela existe vida.

Por volta de 1766 é contratado pela Ordem Franciscana de Assis para construir a Igreja de São Francisco de Assis, sua obra-prima, na qual consagra seu estilo rococó. Seu nome e sua fama correm entre os aristocratas.

Túmulo de Aleijadinho - A Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias possui oito altares laterais. O primeiro, à direita da entrada, é o da Nossa Senhora da Boa Morte, sob o qual foi enterrado o grande gênio do barroco mineiro Aleijadinho.

Outros Atrativos da cidade

Parque Municipal da Cachoeira das Andorinhas

Trata-se de uma área rica em formações rochosas de rara beleza, destacando-se, como curiosidade, a «cabeça do jacaré». O nome do local se deve ao fato de que, no verão, um grande número de andorinhões-de-coleira migram para a região. A água, límpida e cristalina, flui entre rochas lentamente erodidas ao longo do tempo, em uma formação que se assemelha a uma gruta. No entorno das sucessivas quedas, encontram-se pequenos remansos propícios a um banho para aqueles que se dispuserem à submissão a temperaturas geralmente baixas.
O acesso de carro pode ser feito partindo da Praça Tiradentes através da rua Conselheiro Quintiliano (saída para Mariana). Ao passar pelas Lajes, tomar a primeira rua à esquerda, rua 15 de Agosto. O trecho final é uma estrada de terra.
O acesso a pé se faz também a partir da Praça Tiradentes. Ao lado da Escola de Minas, toma-se a Rua Henri Gorceix (conhecida como Rua Nova). Respire fundo e enfrente uma longa ladeira até o Morro de São Sebastião. No caminho, não deixe de parar no Mirante, a fim de vislumbrar uma belíssima vista geral da cidade. Do Morro de São Sebastião até a Cachoeira, o caminho é fácil.

Parque Estadual do Itacolomi

Situa-se na serra do Itacolomi, entre Ouro Preto e Mariana. Ampla vegetação, com predominância de candeias. No fundo dos vales, extensões da Mata Atlântica. O sistema hídrico constitui-se de inúmeros riachos que se somam e colaboram na formação do caudal do Rio Doce. Situa-se no Parque a Represa do Custódio, com cerca de 3km de extensão e 20m de profundidade. A fauna, mau grado os maus tratos, ainda abriga espécies raras, como o lobo-guará, a onça parda, o tamanduá-mirim e outras. Topograficamente, o destaque fica reservado para o Pico do Itacolomi, que na língua Tupi significa a pedra e o menino. Foi o ponto de referência dos primeiros bandeirantes que aqui chegaram a partir de 1694. Esse notável maciço rochoso, que bravamente resistiu à inexorável ação do tempo, pode ser visto também da estrada que liga Ouro Preto a Belo Horizonte, a partir do alto da Serra de Itabirito e de alguns pontos da estrada que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro.
O acesso ao Parque e, sobretudo, ao Pico convém seja feito com a ajuda de um guia. Para informações, dirigir-se ao Escritório do I.E.F., situado à rua Xavier da Veiga, 309 - telefone (031)-5511455, ramal 236 - que atende de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

Estação Ecológica do Tripuí

Situa-se no vale do Ribeirão Tripuí, onde se encontraram as primeiras pepitas de ouro. O nome Tripuí, em Tupi, quer dizer água veloz .A estação foi implantada em 1978 para preservação do Peripatus Acacioi, um invertebrado raro, considerado um verdadeiro fóssil vivo. A fauna e a flora são ricas e variadas. Na região se encontram vestígios da antiga Estrada Real.
O acesso se faz a partir da Praça Tiradentes, tomando-se a estrada para Belo Horizonte até o trevo de Saramenha. Nesse trevo, entrar à esquerda e, cerca de 200m a 300m depois, seguir a estrada de terra à direita. Quem preferir, poderá também partir a pé da estação ferroviária de Ouro Preto e caminhar ao longo da linha férrea até o arraial do Tripuí.

Museu da Inconfidência
Está situado na Antiga Casa da Câmara e Cadeia, imponente obra de arquitetura localizada na Praça Tiradentes, tendo sua construção se estendido de 1784 a 1846. O museu foi inaugurado em 1944 e seu acervo reúne, além de documentos e objetos que evocam a Inconfidência Mineira, um amplo conjunto de obras de arte profana e sacra. Lá se encontram também os despojos dos inconfidentes. A foto ao lado mostra o Panteão onde repousam os seus restos mortais.O Museu recebe visitas de terça-feira a domingo, das 12h às 17h30min.

Museu da Prata

Esse museu, localizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, abriga um rico acervo de prataria e inúmeros objetos de arte sacra.

Visitas de terça-feira a domingo, das 12h às 17h.

Museu Aleijadinho

Está situado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no bairro de Antônio Dias. Abriga importante acervo de obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e diversas peças outrora utilizadas em atos litúrgicos.

Aberto à visitação de terça-feira a domingo, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 16h45min.

Museu do Oratório
Com uma impressionante coleção de  oratórios de Minas Gerais e outras regiões do Brasil, a empresária Angela Gutierrez montou o Museu do Oratório. As peças são desde o século e já foram requisitadas para várias exposições pelo mundo sendo a última em Turin, na Itália em 2002, a pedido da Fiat. Imperdível. Versões em português, inglês, espanhol e francês.

Museu da Música de Mariana
 
O Projeto Acervo da Música Brasileira, patrocinado pela Petrobrás, está organizando e catalogando partituras de manuscritos musicais do museu da Música de Mariana. Das peças já editadas e gravadas, estão disponibilizados na Home Page os manuscritos pesquisados, as partituras, letras, bem como algumas interpretações completas disponíveis em MP3. O projeto está em seu segundo ano e vai editar e gravar cerca de 50 músicas até 2003. Versão somente em português.

Outros Links para Matérias em Minas Gerais:
- Ibitipoca

-
Poços de Caldas
-
São Tomé das Letras
-
Bento Gonçalves
-
Itamarandiba

Voltar