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Dicas de Viagem

Marrocos - Roteiros Personalizados pela Roth & Roth Tours

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1º dia - CASABLANCA / RABAT / FÈS. Chegada ao Aeroporto Mohammed V

por volta de 12h. As surpresas já começam a se apresentar no próprio aeroporto que, além de bastante moderno, possui decoração muito interessante; os agentes alfandegários, todavia, são extremamente desconfiados, devendo-se, pois, estar preparado para rigorosíssimas revistas de bagagem e inúmeras mostras de passaporte. Procure fazer câmbio ainda no aeroporto, porque você seguirá, então, diretamente para Rabat, devendo chegar após o horário de fechamento dos bancos. Vá, agora, até a Estação Ferroviária, que se situa na parte inferior do aeroporto, informe-se sobre os horários e procure pegar o trem que oferece a melhor conexão para Rabat; a diferença entre 1ª e 2º classes se resume a compartimentos climatizados exclusivos para 06 pessoas (1ª) e para 08 pessoas (2ª), sendo, por isso mesmo, insignificante; o transporte férreo, além de bastante barato, é de boa qualidade, com serviço de bordo. Em caso de conexão, fique muito atento ao momento do desembarque e não perca tempo, já que os trens estão geralmente completos e as paradas são muito rápidas. Todas essas indicações são válidas para o caso de você não ter um guia à sua espera. Após ter encontrado o seu guia, você seguirá diretamente para Rabat, cujo primeiro ponto de interesse a ser visitado é a Tour Hassan [Entre Rue de Tunisie e Boulevard Abi Radraq.]: planejada originariamente em 1.195, para ser a mais alta mesquita do mundo islâmico, cujo minarete passaria dos 60m de altura, sua construção foi interrompida com a morte de seu idealizador, o Sultão Yacoub Al-Mansour, tendo ficado o seu minarete estacionado nos 44m de altura; pode-se notar, também, as diversas colunas, que deveriam servir de alicerce para a mesquita, com o Oceano Atlântico como pano de fundo. No mesmo local, situa-se o Mausoléu de Mohammed V: construção ricamente decorada, que abriga os restos mortais do pai do falecido Rei Hassan II; a entrada é franca e os soldados que guardam o mausoléu ficam encantados ao serem fotografados junto aos turistas. Dirija-se, agora, ao "Kasbah des Oudaias": esplêndida fortificação erigida estrategicamente numa colina na entrada do estuário de Rabat. Antes de tudo, dispense os "falsos guias" e não lhes dê ouvidos, porque, na ânsia de ganhar dinheiro, eles não hesitam em dizer que é proibido andar pela rua principal durante o horário das orações!!! Entre pela "Bab Oudaia" (Porta Oudaia) e siga até o fim da Rue Jemaa (principal), chegando a um bonito terraço, de onde se vislumbra o mar e os contornos da cidade; nota-se, também, a mais antiga mesquita de Rabat, que data do século XII. Volte pelo mesmo caminho e, ainda na rua principal, procure por uma loja de gravuras que, além de exibir belos exemplares, serve de ponto de referência, pois você deve entrar à esquerda na rua que começa defronte a loja, seguindo, sempre pela esquerda, até chegar no "Café Maure" que, datando do século XVII, oferece bebidas refrescantes e deliciosos doces típicos, além de um panorama muito privilegiado, com as características casas brancas contrastando com o mar. Um pouco mais abaixo, está o belo "Jardin Andalus", onde se situa, também, o interessante Museu de Artes Marroquinas, alojado num palácio do século XVII construído por Moulay Ismail e exibindo em seu acervo instrumentos musicais, vestimentas, cerâmicas e jóias. Se houver interesse, visite a "Chellah": localizada no fim da Avenue Yacoub Al-Mansour na junção com o Boulevard ad-Doustour, essa necrópole foi construída pelos Merenidas no século XIII, que valeram-se das ruínas da cidade romana de Sala Colonia; siga pelo caminho do portão principal e você logo verá o pouco que restou da antiga cidade romana; entre as diversas tumbas e mausoléus, há muitos tipos de plantas, crescendo praticamente de maneira selvagem, tais como oliveiras, figueiras e bananeiras; no fim dessa trilha, percebe-se as ruínas de uma mesquita, em cujo interior estão as tumbas de Abu al-Hassan Ali, o sultão que completou a necrópole, e sua mulher.



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A cidade nova é muito limpa e bastante agradável, especialmente na área que circunda o Palácio Real, onde, além dos belos e bem conservados jardins, está localizada uma interessante mesquita, onde o próprio Rei costuma fazer suas orações. O Palácio Real não é, em si, uma das maiores atrações, se comparado aos demais, já que suas linhas arquitetônicas são muito contemporâneas. De Rabat, siga diretamente para Fès; se estiver de trem, não se impressione com a "confusão" no terminal ferroviário, onde muitas pessoas fazem de tudo para indicar táxis, hotéis, etc., considerando-se que, na maioria das vezes, um simples "non, merci" é suficiente para afastá-las; porém, se o assédio for muito intenso, não se acanhe em ser um pouquinho mais "ríspido". Para chegar ao seu hotel, pegue um "petit taxi" e peça ao motorista para ligar o taxímetro ("Faites marcher le compteur, s'il vous plaît."); em caso de recusa, saia imediatamente do carro e anote o número que se encontra nas portas (se bem que, ao tentar descer, o motorista lhe oferecerá um preço pelo trajeto, que pode ser aceitável...); não estranhe ao ver sua bagagem ser arremessada para o teto do táxi, pois isso faz parte do costume local, além do fato de os carros serem pequenos, com porta-malas praticamente inexistentes.

 2º dia - FÈS. Aproveite a manhã para eliminar o cansaço da viagem, sendo muito indicado, nesse caso, o "Tour des Remparts": ou seja, as fantásticas muralhas da cidade antiga; a melhor vista da cidade pode ser apreciada da Tumba dos Merenidas, que data do século XIII; outro panorama espetacular é o do "Grand Mechouar", situado próximo da "Bab  Segma" (Porta Segma). Rodeando o antigo "Kasbah de Cherarda" (atualmente um complexo estudantil), abrem-se fabulosas vistas da cidade, principalmente na "Borj Nord" (Torre Norte) que, construída no século XVI, servia de observatório para que o Ahmed Al-Mansour pudesse vigiar a cidade, para prevenir-se de eventuais rebeliões; atualmente, abriga um museu militar. A partir daí, a melhor e mais fácil forma de conhecer a mais tradicional e característica "Medina", num único dia, é através de um guia oficial (ou do seu guia-motorista), que pode ser contratado no "Syndicat d'Initiative"; contudo, faça com que ele compreenda que você quer conhecer os monumentos, jardins e demais pontos de interesse, e não somente lojas, lojas e mais lojas, pois esta é a diferença entre um passeio mágico e excitante e uma experiência insuportável, a despeito do artesanato marroquino ser indescritível e tentador. Inicie, assim, o seu "tour" pela "Bab Bou Jeloud", a porta principal de Fès el-Bali, que difere-se das outras portas antigas por ter sido construída somente em 1.913. O primeiro destaque a ser visto é a "Medersa Bou Inania" [Aberta diariamente, das 08:00 às 17:00h, exceto nas manhãs de 6ª feira. Entrada paga.]: construído pelo Sultão Merenida Bou Inan entre 1.350 e 1.357, é um dos mais belos colégios teológicos do Marrocos, tendo sido restaurado recentemente, provando, assim, que os marroquinos continuam sendo grandes artesãos, principalmente pelo entalhe do teto; se possível, suba no terraço, de onde se tem uma vista magnífica da cidade; por ser a "medersa" um colégio religioso, encontra-se aberta à visitação, o mesmo não ocorrendo com a "mesquita" contígua. Ao sair da "medersa", note o relógio de água que dizem ter sido construído por um mago... Depois da "medersa", tente passar pelo "Souq el-Attarine", um verdadeiro mercado de especiarias muito colorido e com profusão de aromas, sendo freqüentado quase que exclusivamente por marroquinos. Outro ponto interessante é o "Souq Henna", mercado onde se vende henna, a milenar tintura largamente difundida pelos países árabes. Outro mercado imperdível é o "Souq an-Nejjarine", onde são comercializados os esplêndidos tapetes marroquinos, com sua diversidade de cores e desenhos. Procure ver a "Place an-Nejjarine", na qual se encontra uma das mais belas fontes da cidade num antigo "caravanserai", secular posto de descanso para os mercadores. Siga, depois, até a "Medersa el-Attarine": situada nas imediações da Place an-Nejjarine, pertence ao Período Merenida, tendo sido erigida em 1.325; além dos belíssimos trabalhos em madeira, vale a pena pelo terraço, de onde se vê a "Mesquita Kairaouine": tendo sido construída entre 859 e 862, tem capacidade para 20.000 fiéis, sendo mais famosa, contudo, por sua estética apurada e por sua Universidade, uma das mais antigas do mundo, com uma completa biblioteca, tendo sido fundada por Fatma Bint Mohammed Ben Feheri, numa época em que os reis europeus eram totalmente analfabetos; mas, infelizmente, devido à uma regra criada por Lyautey, general francês que por muitos anos governou o país, pode-se apenas imaginar o que contém o seu rico interior, já que o acesso às "mesquitas" é proibido aos não-muçulmanos... Continuando pela "Medina", você terá oportunidade de entrar em verdadeiras mansões do século XIV, atualmente transformadas em lojas de tapetes e restaurantes, cujos exteriores, desprovidos de qualquer atrativo, escondem amplos interiores de riqueza arquitetônica indizível. Muitos turistas mostram interesse em visitar as "tanneries": curtumes centenários, onde é tratado o couro em Fès; o processo é muito antigo e interessante, porém o cheiro chega a ser bastante desagradável. Próximo à Fès El Bali, situa-se Fès el-Jdid: bairro construído pelos Merenidas no século XIII, que incluía o "mellah" (bairro judeu). Visite, depois, o Palácio Real: suas muralhas, seus jardins e principalmente os seus portões de bronze são esplendorosos, sendo uma das poucas coisas que podem ser vistas, já que, infelizmente, nenhum dos palácios reais encontra-se aberto à visitação... Outro destaque é o aprazível "Jardin Bou Jeloud": localizado no interior da "medina", é um oásis de calma com vegetação luxuriante e espelhos d'água; note, ainda, próximo ao jardim o "Café La Nouria", cujo maior destaque é a própria "nouria", antigo monjolo que levava água do "Oued Fès" (Rio Fès) para abastecer a "Medina". Vale uma visita, ainda, o Cemitério Judeu, totalmente branco e impecavelmente limpo, onde está sepultado um descendente de Ben Maimonides, o famoso filósofo que compilou as leis judaicas. Entre Fès El Bali e Fès El Jdid, encontra-se o Museu de Artes Marroquinas: situado num palácio do século XIX, exibe, além de artefatos históricos, cerâmicas e tapetes. Retorne, então, à Ville Nouvelle e note o contraste: diferentemente da "medina" (cidade antiga), a cidade nova é formada por avenidas largas e muito arborizadas, com diversos bares, restaurantes e cafés com mesas nas calçadas. Inicie o seu "tour" pelo Boulevard Mohammed V, com grande concentração de bares e restaurantes; depois de atravessar a Avenue Hassan II, siga pela Avenue de France e, após três quadras, você chegará à elegante Mesquita da Ville Nouvelle, que só permite o acesso aos muçulmanos. Voltando pelo mesmo caminho, tome a Avenue Hassan II à esquerda, até a Place de la Résistance, onde, além do "Syndicat d'Initiative" (Escritório de Turismo), há boas opções para refeições, dentre elas a Pizzeria Sicilia [04 Boulevard Chefchaouni - Ao lado do Café Renaissance. Fone: 62-5265. $]: além de saborosas pizzas, oferece sanduíches e grelhados, com atendimento extremamente simpático. Como opção de lazer, há os cinemas, que exibem filmes dublados em francês, tendo como único inconveniente os "cortes" e as salas para fumantes.

 3º dia - - FÈS / VOLUBILIS / MOULAY IDRISS / MEKNÈS. Para cumprir a programação, há duas opções:

 a.) contratar um "grand taxi", podendo utilizá-lo para fazer o roteiro de Azrou, caso o serviço tenha sido satisfatório, pois o preço será um pouco reduzido;

b.) ir de trem e lá contratar um "grand taxi", no "Syndicat d'Initiative" [Place Administrative BP 278 - Fone: 52-4426], para ir à Volubilis e Moulay Idriss, sendo a opção mais barata, haja vista que as últimas cidades são mais próximas de Meknès do que de Fès.

 Feita a escolha do meio de transporte, sugere-se, agora, o seguinte roteiro:

 a.) Volubilis [Aberta diariamente, fechando-se com o pôr-do-sol. Entrada paga, não sendo necessário o guia local; antes de entrar nas ruínas, visite a loja de souvenirs, onde são vendidos mapas bem detalhados.]: distando 33km de Meknès, são, indubitavelmente, as maiores e mais bem preservadas ruínas romanas do Marrocos, tendo sido a cidade originalmente estabelecida, no século III a. C., por mercadores cartagineses. Diferentemente de outras cidades romanas na África, Volubilis continuou habitada até o século XVIII, quando todo o seu mármore foi saqueado, para a construção do palácio de Moulay Ismail em Meknès. Suas maiores atrações, entretanto, são os fantásticos mosaicos, que se tornam ainda mais impressionantes por terem sido deixados em seu sítio original. As melhores atrações são: 1.) Casa de Orfeu: tendo sido uma  suntuosa mansão pertencente a um dos mais ricos habitantes, exibe um mosaico de Orfeu e um mosaico da carruagem de Amfitrite; 2.) Capitólio e Basílica: datam de 217 d.C.; 3.) Mosaicos: à esquerda do Arco Triunfal, representam um atleta sendo premiado numa modalidade de corrida à cavalo, havendo do lado oposto os resquícios de um aqueduto e de uma fonte; 4.) Arco Triunfal: situado na Via Decumanus Maximus, foi construído em 217 d.C. em homenagem ao Imperador Caracalla e sua mãe, Julia Domna; 5.) Casa de Efebo: contém um belo mosaico de Bacco numa carruagem puxada por panteras; 6.) Casa das Colunas: assim chamada devido às colunas de sua fachada; 7.) Casa do Cavaleiro: apresenta um mosaico incompleto de Bacco e Ariadne; 8.) Os Trabalhos de Hércules e o Banho das Ninfas: excelentes mosaicos situados nas duas casas próximas; 9.) Casa do Cortejo de Vênus: exibe a melhor coleção das ruínas e, a despeito de estar isolada por cordas, possui uma plataforma de observação, de onde se pode apreciar os dois melhores mosaicos, que são O Rapto de Hylas pelas Ninfas e o Banho de Diana. A Via Decumanus Maximus prossegue até o Portão de Tânger, passando pelo nada atraente Palácio Gordien, que era a residência dos administradores da cidade. Isso, sem mencionar a exótica fauna que habita as ruínas, como numerosas cegonhas, lagartos, etc.

 b.) Moulay Idriss: situada a apenas 4,5km de Volubilis, essa cidade deve o seu nome a um dos descendentes do Profeta, Moulay Idriss, o mais reverenciado homem santo do Marrocos, por ser o fundador da primeira dinastia imperial do país. Encravada nas verdes montanhas do Rif, é um local de peregrinação para os marroquinos, valendo como segunda opção para os muçulmanos que não podem ir à Mecca. Os não-muçulmanos podem ter a sensação de que são apenas relutantemente tolerados no local, não lhes sendo permitido pernoitar ou mesmo visitar nenhuma mesquita ou templo, considerando-se que a cidade está aberta à visitação há apenas 70 anos. É aconselhável utilizar um guia local, para orientá-lo pelos intrincados labirintos e becos. O principal ponto de interesse, além da cidade em si, é o Mausoléu de Moulay Idriss: objeto da veneração e motivo da maior peregrinação anual do país, esse templo foi erigido por Moulay Ismail, a despeito da construção original ter sofrido diversas adições, e possui o único minarete cilíndrico de todo o país, com a máxima islâmica "La illah illa Allah" ("Não há outro Deus além de Allah".); se estiver com um guia local, ele o levará, com toda a certeza, a um ponto que possibilite uma vista panorâmica do mausoléu. Há, ainda, o Mausoléu de Sidi Rachid, considerado o "vice-presidente" de Moulay Idriss. Outro destaque, situado todavia fora dos limites de Moulay Idriss, é a piscina natural de água quente sulfurosa que, datando da época dos romanos, possibilita uma ótima vista da cidade.

 c.) Meknès: dista apenas 60km de Fès e, a despeito de ser colocada geralmente em terceiro lugar na concorrência com Fès e Marrakech,  foi fundada pelos bérberes no século X, tendo sido, ainda que por pouco tempo, o centro do sultanato marroquino, devido ao verdadeiro complexo arquitetônico construído por Moulay Ismail, que foi casado com 500 mulheres, com as quais teve 800 filhos!!! Comece o seu "tour" pelas "remparts" (muralhas), que por si só já são um espetáculo, dirigindo-se, após, à "Bab el-Mansour": magnífico portal da cidade imperial que, datando do século XVII, encontra-se muito bem preservado. Passando pela "Bab el-Mansour", chega-se ao "mechouar": um campo de parada, onde as tropas eram passadas em revista pelo califa. Siga, então, para a "Koubbat as-Sufara" [Aberta diariamente, das 09:00 às 12:00h e das 15:00 às 18:00h.]: antigamente uma sala de recepção para embaixadores estrangeiros, tem, entretanto, como principal atração os silos subterrâneos que, segundo a lenda local, não continham apenas grãos, mas, sim, escravos, em sua maioria cristãos capturados pelos corsários, que terminaram por construir o complexo palaciano de Moulay Ismail... Os silos têm ventilação com saída para o gramado. Dirija-se, agora, ao Mausoléu de Moulay Ismail [Aberto diariamente, exceto às 6ª feiras, das 09:00 às 12:00h e das 15:00 às 18:00h. Entrada franca.]: construído no século XVII, tem o seu interior ricamente decorado com uma profusão de lindas portas, belos azulejos, tetos trabalhadíssimos e muitos, muitos tapetes, possibilitando aos não-muçulmanos saber qual a sensação de estar no interior de uma "mesquita". Logo na entrada há uma fonte: fique atento, pois a água da parte superior só pode ser bebida, enquanto a da parte inferior se destina à ablução. A única parte do mausoléu interditada aos não-muçulmanos é a tumba propriamente dita, que pode ser vista da porta, mas não fotografada. Defronte o mausoléu, há uma galeria com diversas lojas de artesanato, exibindo peças de boa qualidade, especialmente o damasquinado típico da cidade, onde pode-se exercitar a milenar arte da "pechincha". O próximo monumento a ser visitado é "Heri es-Souani" [Aberto diariamente, das 09:00 às 12:00h e das 15:00 às 18:00h. Entrada paga. É conveniente admitir um guia local.]: imensa fortificação que compreende o antigo Palácio Real, cavalariças (com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros), os silos (com capacidade de armazenamento para dois anos), os monjolos e o imenso reservatório (alimentado pelo Oued Bou Fekrane, que supria não só o Palácio Real, como ainda, toda a cidade imperial, tendo sido construído para a eventualidade de sítio por exércitos inimigos, dadas as constantes batalhas com os bérberes). As cavalariças têm um aspecto estranho pela falta de teto, porém tal fato não decorre de má conservação, mas, sim, do terremoto de 1755, que destruiu não só Lisboa, como também Agadir. Há, ainda, um jardim suspenso repleto de oliveiras, que possui um café muito agradável. Se houver tempo disponível, visite a "medina", cujos principais pontos de interesse são os diversos "souqs" (mercados), entre eles o de alimentos (próximo à Place el-Hedim), do qual a melhor atração são os vários tipos de azeitonas, o de tapetes (próximo à Dar Jamai), o de jóias (Rue Sekkakine) e o de instrumentos musicais (próximo à Bab el-Jedid); a "Grande Mesquita" é interditada aos não-muçulmanos, mas a "Medersa Bou Inania" [Aberta diariamente, das 09:00 às 12:00h e das 15:00 às 18:00h], escola corânica para alunos desde 8 anos de idade, construída em 1.358 pelos Merenidas, pode ser visitada, descortinando de seu terraço uma bela vista dos arredores.

 4º dia - 4º dia - FÈS / SEFROU / BHALIL / IFRANE / AZROU / ER-RACHIDIA. Aproveite para sair de Fès e explorar o interior, sendo aconselhável contratar um "grand taxi" no "Syndicat d'Initiative" pelas particularidades das regiões a serem visitadas, sugerindo-se, pois, o seguinte roteiro:

 a.) Sefrou: distando apenas 28km de Fès, a principal atração da cidade é a "medina" amuralhada do século XVII, tendo sido uma das maiores comunidades judaicas no Marrocos; possui ainda uma cascata num recanto pitoresco.

 b.) Bhalil: apesar de pequena, essa cidade é muito impressionante, já que os bérberes, primitivos habitantes do Marrocos que compõem a totalidade da população, habitam casas encravadas em cavernas, que parecem possuir ar-condicionado natural, pois são frescas no verão e quentes no inverno. Outra característica dos bérberes são as mulheres que exibem tatuagens no rosto, usando véu quando solteiras, e roupas brancas quando casadas. Aconselha-se a utilização de um guia local, que possibilitará a visita à uma habitação típica.

 c.) Dayet Aoua (Tour Touristique des Lacs): enorme lago com águas cristalinas, que dá a impressão de ter saído de um cenário bíblico, apresentando fauna e flora variadíssimas, sendo um ótimo local para um "picnic".

 d.) Ifrane: construída pelos franceses como um "resort" alpino na década de trinta, não se assemelha em nada às cidades marroquinas tradicionais, pois até os seus telhados se diferem dos demais, sendo vermelhos, e não verdes (a cor do Islã). É um local muito procurado pelos marroquinos, principalmente no inverno, já que, além de cidade universitária, é também uma estação de ski.

 e.) Floresta de Cedros: além de vorazes macaquinhos, que estão sempre à espera de biscoitos oferecidos pelos turistas, a principal atração são os fantásticos cedros, sendo o "Gourod" o mais antigo deles, com mais de 1.500 anos.

 f.) Azrou: pequena cidade bérbere, cujas principais atrações são a

"mesquita", com interessantes entalhes em cedro, e o centro de artesanato que além de exibir trabalhos em madeira e ferro fundido e dos tradicionais tapetes, mostra os artesãos trabalhando. Sua principal característica é a própria vida dos habitantes, pois não é nada difícil ver nas ruas diversas festas, seja de casamento, nascimento, etc. Pode-se caminhar tranqüilamente, pois aqui não se encontra nenhum exemplar daqueles falsos guias grudentos.

 Saindo de Azrou, adote a Rodovia P21 e passe pelo Túnel dos Legionários, construído pelos franceses, e pela magnífica Garganta do Ziz e, após a bela Barragem de Addakhill, você chegará à Er-Rachidia.

 5º dia - ER-RACHIDIA / TODRA / OUARZAZATE. Procure sair por volta das 06:00h, porque você deverá percorrer 160km até Todra. Dê preferência a um carro alugado ou a um "grand taxi", pois a ida de ônibus dificulta o seu deslocamento e inviabiliza a chegada à Ouarzazate no mesmo dia. Para atingir Tinerhir, deve-se adotar a Rodovia P32. Chegando à Tinerhir, adote a Rodovia 6902, que leva até a garganta; aproveite o caminho, já que a estrada é muito pitoresca. Se estiver com carro alugado ou "grand taxi", aproveite para selecionar os pontos onde deseja parar na volta, porque há uma infinidade de "kasbah" e oásis, que proporcionam paisagens simplesmente inenarráveis! A garganta é espetacular, com mais de 300m de altura, tendo, em seu ponto mais estreito, apenas 10m de largura, com o Rio Todra correndo em seu interior, sendo uma visão inesquecível; ande por ela, mas restrinja-se à garganta principal, já que, com o cair da tarde, a luminosidade diminui sensivelmente, dificultando o seu retorno. Caso queira conhecer outro desfiladeiro deslumbrante, volte à Rodovia P32, seguindo até a Rodovia 6901, que vai até a Garganta do Dadès. Retorne à Rodovia P32, que segue paralela ao Rio Dadès e descortina incríveis panoramas do Sahara e dos diversos oásis, até chegar à Ouarzazate, também chamada de "Bab Sahara", por ser a "porta para o deserto".

 6º dia - OUARZAZATE / TELOUET / MARRAKECH. Se adotar a Rodovia P31, a distância entre Ouarzazate e Marrakech é de 204km, aconselhando-se a viagem no período diurno. O trajeto é fantástico, já que cruza a Cordilheira do Atlas; fique atento às pequenas vilas de agricultores encravadas nos vários "terraços"; muitas vezes, o topo das montanhas está coberto de neve, o que torna-se um espetáculo à parte. Antes de chegar à Taddert, uma boa opção é pegar o desvio à direita pela Rodovia 6802 até Telouet: você conhecerá, então, um dos mais deslumbrantes "kasbahs" do Marrocos, tendo uma boa oportunidade, ainda, para passear pela cidade e alongar as pernas. Se houver tempo, procure visitar o Vale de l'Ourika, situado na Rodovia S513, que une-se à Rodovia P31 na altura de Aït-Ourir; na mesma região, encontra-se também a Estação de Ski de Oukaïmeden. Procure chegar à Marrakech durante o dia, seguindo pela mesma estrada. Se houver tempo e disposição, aproveite para passear pela Avenue Mohammed V, onde há até uma "Pizza Hut"...

 7º dia - MARRAKECH. Uma boa sugestão, para não perder muito tempo, é contratar um "petit taxi" logo pela manhã, para levá-lo aos principais monumentos da cidade; barganhe no preço e procure por um que esteja em bom estado. Inicie o seu "tour" pelo "Palais el-Badi" [Place des Ferblantiers. Aberto diariamente, das 08:30 às 12:00h e das 14:30 às 18:00h, exceto em determinados feriados religiosos. Entrada paga, podendo, porém, dispensar "guias".]: construído entre 1.578 e 1.602, foi totalmente "financiado" por Portugal, como resultado de sua derrota numa batalha; o seu atual estado de ruínas é devido a Moulay Ismail que, em 1.696, o destruiu para construir o Palácio Real de Meknès; possui uma enorme quantidade de colunas e corredores escuros, havendo necessidade de uma lanterna, em caso de uma visita mais profunda. Siga, depois, para o "Palais de la Bahia" [Próximo ao Palais El-Badi. Aberto diariamente, das 08:30 às 13:00h (no inverno, 11:45h) e das 16:00 às 19:00h (no inverno, das 14:30 às 18:00h). Entrada paga, sendo aconselhável admitir o guia.]: o "Palácio da Preferida" é uma magnífica edificação do século XIX, feita especialmente para o Grão-vizir do Sultão Hassan I, possuindo esse estranho nome devido à "preferida" dentre as 24 mulheres do seu harém; há diversos aposentos, sendo essa a razão para se adotar um guia, haja vista que cada um deles apresenta a sua própria história; atente para as diversas fontes e espelhos d'água; procure conhecer os aposentos reais e o harém. O próximo ponto de interesse são as "Tumbas Saadianas" [Próximo à Kasbah Mosque. Abertas diariamente, das 08:00 às 12:00h e das 14:30 às 18:00h. Entrada paga, podendo, porém, dispensar os "guias".]: construídas em 1.500 por ordem de Ahmed Al-Mansour, para abrigar os restos mortais da dinastia saadiana, escaparam da fúria destruidora de Moulay Ismail devido ao seu receio de "desalojar" os mortos; esse monumento só foi descoberto em 1.917, quando o General Lyautey fazia um reconhecimento aéreo do terreno; sua arquitetura lembra muito o Alcázar de Sevilha, devido aos elaborados entalhes e incrustações; aqui estão sepultados 66 Saadianos, entre eles o próprio Ahmed Al-Mansour, seu filho e seu neto, cujas tumbas se localizam entre as colunas de mármore, já que a tumba de sua mãe se encontra nos jardins, num pequeno mausoléu. Vá, então, ao Jardin de la Ménara [Situado a 4km do centro da cidade.]: o belíssimo espelho d'água e o pavilhão do século XIX são os destaques deste jardim repleto de oliveiras, que outrora foi exclusividade dos sultões e de seus ministros, sendo, hoje, uma ótima sugestão para um picnic ou simplesmente para relaxar. Passe, depois, pelo Palácio Real: apesar de não estar aberto ao público, vale a pena observar suas muralhas e seus portões, cujas tonalidades dominam toda a cidade. Procure visitar também o mundialmente famoso "Hôtel La Mamounia": tomar café em seu bar possibilita apreciar um dos mais bonitos hotéis do mundo, que já foi até cenário de um filme de Alfred Hitchcock! À tarde, vá conhecer a "medina", havendo duas opções: ir sózinho e, possivelmente, ficar perdido (o que não será nenhuma tragédia, porque os marroquinos são muito solícitos e poderão lhe indicar o caminho), ou contratar um guia oficial no "Syndicat d'Initiative". Comece a exploração pela "Medersa Ali ben Youssef": construída em 1.565 pelos Saadianos, possui magníficos trabalhos em madeira; as pequenas celas alojavam mais de 900 estudantes; dê uma olhada nos banheiros, que são originais, devendo se lembrar que, no século XVI, no mundo ocidental, os banheiros não eram ítens muito "populares"... Em seguida, passeie pelos “Souqs” e note a variedade dos artigos comercializados nestes mercados. Siga, agora, até o ponto alto da "medina", que é a "Place Djeema El-Fna" (Praça dos Mortos): misto de centro de performances com praça de alimentação, consegue reunir figuras das mais fantásticas, tais como encantadores de serpentes, contadores de história (é uma pena que eles só falem árabe...), vendedores de água (não espere tomar nem uma gota de água, pois, atualmente, eles estão à disposição somente para fotografias!), etc. As barracas de alimentação são um ítem à parte, exalando aromas muito exóticos e oferecendo irrecusáveis pratos tradicionais da culinária marroquina; sentindo-se tentado a provar um deles, confie no seu bom senso e escolha o que lhe apetecer, devendo apenas tomar o cuidado de observar se não há poeira nos balcões; o suco de laranja é plenamente confiável, pois é feito à vista do consumidor. Se preferir, entre em algum dos diversos cafés, vá ao terraço e aprecie o movimento do final de tarde, que é o clímax da praça.

 8º dia - MARRAKECH / EL-JADIDA / CASABLANCA. Parta logo cedo com destino à El-Jadida, que dista apenas 96 km de Casablanca: antigamente um movimentado porto ao sul de Casablanca, tem como sua principal atração a "Cité Portugaise" que, datando de 1.513, deve ser visitada em primeiro lugar, porque, além de uma fortaleza com um antigo entreposto comercial português, contém também a "medina", não sendo necessário o "auxílio" de guias. A partir da Place Mohammed ben Abdallah, siga pela 1ª entrada à direita e você estará na Rue Mohammed Ahchemi Bahbai (principal), devendo nela continuar até atingir a magnífica "Cisterna Portuguesa" [Aberta diariamente, das 08:30 às 12:00h e das 14:30 às 17:00h. Entrada paga.]: não deixe de visitá-la, pois, a despeito de seus quase 500 anos, ela continua em ótimo estado, sendo interessante não só por suas funções de armazenagem de água, como também por sua arquitetura singular, que serviu de cenário para o "Othello" de Orson Welles. Seguindo, ainda, pela mesma rua, chega-se à "Porta do Mar", onde, antigamente, atracavam as caravelas portuguesas. Os portugueses construíram diversas igrejas no interior da "medina", sendo a principal delas a Igreja da Assunção, que pode ser vista a partir do portão da "medina", mas todas, inclusive esta, estão fechadas; até mesmo a Grande Mesquita, adjacente à Igreja da Assunção, é usada como "farol"... Continuando à esquerda, rente à muralha, avista-se o "Bastião de São Sebastião", em cujo interior há uma antiga sinagoga. Retorne pelo mesmo caminho e, próximo à entrada da fortaleza, pegue a 1ª entrada à direita, chegando a um beco, onde se encontra a porta para a muralha: o "porteiro" costuma estar sempre por perto e, a despeito da entrada ser franca, ele conta com a sua "generosidade", seja na entrada ou na saída; contudo, convém ficar atento, pois se a saída estiver fechada, você terá que "martelar" (literalmente) por vários minutos, até que ele venha abrir! Há diversos restaurantes na região da Place Hansali, sendo os frutos do mar muito populares e com preços extremamente razoáveis. Siga, então, direto para Casablanca. Para uma refeição despretensiosa, sugere-se o restaurante do Hôtel Métropole: oferece pratos simples e bem preparados a preços razoáveis, além de contar com ambiente correto.

 9º dia - CASABLANCA. Comece o dia com uma visita à "Mesquita Hassan II" [Boulevard Sidi Mohammed Ben Abdallah. "Tours" guiados às 09:00, 10:00, 11:00 e 14:00h. Tratando-se de um templo religioso, lembre-se de usar roupas adequadas e, além disso, levar um par de meias "socket", porque é obrigatório tirar os sapatos e o piso é de mármore.]: localizada à beira-mar, toda rodeada de fontes de mármore, é um templo simplesmente impressionante devido à sua grandiosidade, ostentando um minarete de mais de 100m de altura e enormes portais de bronze; a bem da verdade, este templo não é uma simples mesquita, mas um complexo religioso-cultural, visto que o projeto final inclui uma biblioteca, um museu corânico e, ainda, um banho-turco; o interior da mesquita só pode ser visto através do "tour" guiado, que mostra:

 a) sala de orações: diferentemente das demais "mesquitas", possui um fantástico "tapete" de mármore aquecido eletricamente, teto retrátil todo entalhado em cedro, lustres de cristal de Murano de 1 tonelada, colunas de mármore de Carrara e do próprio Marrocos, além de entalhes em gesso com coloração única, devido ao tom pastel e às folhas de ouro francesas, e as fontes, de onde se pode ver a sala de ablução;

b) sala de ablução: com 16 fontes em mármore branco, além de torneiras por todas as paredes ornadas com belos mosaicos, é usada para a purificação antes das orações.

Seguindo em frente pela mesma avenida, chega-se às praias, que são bastante agradáveis. Próximo à praia de “Ain Diab”, encontra-se o Marabout de Sidi Abderrahman, mausoléu interditado aos não-muçulmanos e localizado numa península que, com a maré alta, isola-se totalmente do continente, valendo, por isso mesmo, a visita, devendo, para tanto, caminhar por 30 minutos a partir da praia. Volte, depois, ao centro, mais precisamente ao Boulevard Mohammed V, região de marcada colonização francesa por isso mesmo chamada de Quartier Européen, sendo talvez o único local que, com um esforço de imaginação, se assemelhe à cidade fictícia imortalizada no célebre filme "Casablanca". A arquitetura segue o estilo colonial francês tradicional do início do século, destacando-se entre os edifícios mais característicos o do Correio e o do Mercado Central, que, além do mais, vale uma visita pela ótima qualidade dos seus produtos. Note, ainda, as docerias, especialmente a "Pâtisserie Le Soleil", que mescla saborosos exemplares das culinárias européia e árabe; experimente a "pastilla" (tipo de torta salgada com sabor exótico) e "cornes de gazelle" (doce folhado com recheio de amêndoas). Passeie, também, pela Rue Prince Moulay Abdallah, no trecho compreendido entre a Avenue Houmane el-Fetouaki e a Avenue Lalla Yacoub, que, sendo um "calçadão", apresenta lojas interessantes e bons cafés e restaurantes, além de sorveterias. Procure chegar ao aeroporto com, no mínimo, 2:30h de antecedência, devido ao moroso processo de "check-in", além das inúmeras revistas.

B O A     V I A G E M !

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