Nova Zelândia

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AVENTURAS RADICAIS DO OUTRO LADO DO MUNDO ATRAEM ESTUDANTES BRASILEIROS

Buscando explorar um dos países mais espetaculares e desconhecidos do mundo, muitos jovens têm embarcado rumo à Nova Zelândia. Para eles, a viagem é um passaporte para a adrenalina subir a níveis incontroláveis, percorrer trilhas de mata fechada, escalar gigantescos glaciares, descer corredeiras; enfim, sentir-se vivo! Tudo isto neste pequeno país situado no sudoeste no Oceano Pacífico, composto por duas grandes ilhas e outras menores, com área equivalente ao estado do Rio Grande do Sul. O vizinho mais próximo é a Austrália a 1.600 km a leste, sendo que a mãe Grã-Bretanha fica a mais de 20 mil km , exatamente do outro lado do globo.

A Nova Zelândia tem grandes dimensões, extensas paisagens - montanhas nevadas, rios, lagos, vales, florestas e fiordes - e uma pequena população. Seus múltiplos cenários são ideais para aventuras como caminhar, pedalar, velejar, nadar, voar e saltar. Um quarto da minúscula população, cerca de 3,8 milhões de pessoas, está na maior cidade, Auckland, na Ilha do Norte. Em toda a Ilha do Sul vivem apenas 900 mil pessoas. E, em Queenstown - a capital mundial dos esportes de natureza -, pouco menos de 20 mil pessoas.

O país também é famoso pela excelente qualidade de vida. A Nova Zelândia é um dos lugares mais seguros do mundo. A polícia não anda armada e usa cães nas batidas policiais. O custo de vida é mais barato devido à troca da moeda. É parecido com a Austrália, sendo assim mais baixo do que dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. 

Consequentemente, o estudo lá não é caro. As escolas são públicas, mas com computadores nas salas de aula, turmas de no máximo 25 alunos e horário integral das oito da manhã até às três da tarde. O sotaque dos "kiwis", como são conhecidos os nativos do país, é bem parecido com o inglês britânico. Isso tudo é um grande atrativo para os intercambistas. O ano letivo é igual ao do Brasil. A diferença é que são dez semanas de aula e duas de férias. "A vantagem dos programas de intercâmbio na 

Nova Zelândia é que os estudantes sempre são encaixados em famílias que têm o mesmo interesse que eles", conta Valquiria MacDowell, diretora da Improvement, empresa que tem mandado muitos jovens para aquele país. Ótima oportunidade para conhecer cada cantinho desse país que reserva maravilhas para os jovens aventureiros.
Quem sabe bem disso é Lais Vangazebrouck, de 16 anos, que acaba de voltar da Nova Zelândia depois de um ano de intercâmbio. A estudante foi para Auckland, ficou na casa de uma família e fez high school. Não há dúvida de que a experiência foi inesquecível. "Valeu porque você vê como as pessoas vivem lá. Não há sofisticação. Volto no ano que vem". Mas maior empolgação ainda Lais tem ao contar sobre os esportes radicais que praticou. "Fiz paraquedismo. Foram dois pulos, sempre com o instrutor ao lado. Cada um durou cerca de quatro, cinco minutos. É muito bom! Parece que você está voando". Junto com mais um grupo de intercambistas, Lais também fez rafting numa corredeira. "É muito legal estar no barco, todo mundo remando junto". Ah, é lógico que ela não deixou de experimentar o bungee jump. A cidade que a estudante mais gostou foi Queenstown, preferida pela maioria dos turistas. 

Ao redor de Queenstown, espalham-se montanhas nevadas e escarpadas, como a cadeia Remarkables. Entre elas, vales verdes que abrigam rebanhos de carneiros a perder de vista. Rios e cachoeiras gigantescas se escondem entre densas e úmidas florestas, ricas em plantas e animais. Lagos imensos e cristalinos banham cidades pequenas e muito organizadas. As estradas que correm perto de desfiladeiros, profundos e íngremes, vivem lotadas de mountain bikers que desafiam suas curvas sinuosas com velocidade. Veículos off-road testam caminhos afluentes, ainda mais incertos. E caravanas rumam ao fundo do vale, por onde escorre o gelado Rio Shotover, um dos preferidos para o rafting na região. Todas essas aventuras começam nas ruas de Queenstown, sempre cheias de jovens entrando e saindo das dezenas de lojas de equipamentos e agências de aventuras. Essa animação contrasta com a vida pacata de dezenas de pequenas cidades vizinhas.

Por causa de todos esses atrativos, Queenstown também foi a cidade preferida do curitibano Thiago Ceschin, que passou seis meses estudando na Nova Zelândia. Foi lá que ele experimentou pela primeira vez um salto de paraglider. "Deu medo no começo. Mas só dura uns cinco minutos", conta ele. Na verdade, Thiago morou em Christchurch, que é a maior cidade da ilha do sul, na costa do país, perto de uma enorme reserva recreacional. "Nos finais de semana, eu aproveitava para andar de moto nas trilhas da região". O curitibano teve sorte. A apenas uma hora da cidade onde morou, estão localizados os majestosos Southern Alps que oferecem ski e resorts e também outras experiências selvagens. Apesar de o clima ser bastante parecido com o do Brasil, agora em junho, pouco antes de voltar, Thiago viu neve em Christchurch.

Exemplo de quem realmente aproveitou a viagem é o da adolescente Caroline Cavet. O intercâmbio dela foi de seis meses em Auckland. "Quando cheguei lá foi um impacto porque eu não falava muito inglês. Depois foi melhorando. Com o tempo descobri como era bacana fazer as coisas sozinha. A sensação de liberdade é muito boa!" Sempre depois das aulas no high school, Caroline fazia windsurf num lago perto de casa. Mas a adrenalina saltando na veia mesmo, a estudante encontrou nas viagens à Ilha do Sul. Na lista dela, há rafting, bungee jump e salto de paraquedismo. "Sempre quis saltar. Agora 
quero fazer um curso de paraquedismo para voar sozinha".

É, longe das asas dos pais, essa garotada está voando longe mesmo!

Reportagem realizada por:
 
Serviço: Improvement Intercâmbios
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