O município de Oiapoque originou-se da morada de um mestiço de nome Emile Martinique, no início do século XX. Por isso, a localidade passou a chamar-se inicialmente de Martinica. Foi aí que o governo federal resolveu criar um destacamento militar, para onde vários presos políticos foram enviados. Alguns anos depois esse destacamento foi transferido para Santo Antonio, atual distrito de Clevelândia do Norte, com a denominação de Colônia Militar.
O município está localizado no ponto mais
extremo do país, é a principal referência nacional, quando se
determina os extremos do Brasil: do Oiapoque ao Chuí. Criado
pela Lei 7.578 de 23 de maio de 1945, o Oiapoque, devido a fronteira
com Saint' George - colônia francesa que serve como ponte para a
Guiana Francesa, tanto por via marítima quanto aérea.
A cobertura vegetal, fisionomicamente,
corresponde a dois padrões de vegetação distintos: o domínio das
formações florestadas e o domínio das formações campestres. Os rios da região, como importantes vias para a movimentação e transporte de cargas e pessoas dentro do estado, apresentam sérias limitações ao tráfico de embarcações, pela seqüência de corredeiras encachoeiradas que se fazem presentes a partir do seu médio curso.
Em Oiapoque, além do interminável trânsito de
"catraias" que transportam passageiros de um lado para o
outro, franceses e brasileiros criam uma nova linguagem ou até
falam um o idioma do outro. Como atrativo de caráter religioso destaca-se a
festa de Nossa Senhora das Graças, padroeira do município. O maior
atrativo cultural é a festa do Turé – reunião anual de todas as
tribos indígenas. O artesanato local é o indígena e merecedor de
destaque pela sua beleza e singularidade. Cenário
ideal para o ecoturismo.
Reportagem : Marcelo Russo |