Oiapoque - AP - Set/01

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O município de Oiapoque originou-se da morada de um mestiço de nome Emile Martinique, no início do século XX. Por isso, a localidade passou a chamar-se inicialmente de Martinica. Foi aí que o governo federal resolveu criar um destacamento militar, para onde vários presos políticos foram enviados. Alguns anos depois esse destacamento foi transferido para Santo Antonio, atual distrito de Clevelândia do Norte, com a denominação de Colônia Militar.

O município está localizado no ponto mais extremo do país, é a principal referência nacional, quando se determina os extremos do Brasil: do Oiapoque ao Chuí.

Criado pela Lei 7.578 de 23 de maio de 1945, o Oiapoque, devido a fronteira com Saint' George - colônia francesa que serve como ponte para a Guiana Francesa, tanto por via marítima quanto aérea.

Com uma fisiografia muito particular em relação as demais unidades amazônicas, o Município de Oiapoque apresenta um conjunto de atributos naturais que refletem a influência imposta pela conjugação dos domínios guianense e amazônico.

A cobertura vegetal, fisionomicamente, corresponde a dois padrões de vegetação distintos: o domínio das formações florestadas e o domínio das formações campestres.

Os rios da região, como importantes vias para a movimentação e transporte de cargas e pessoas dentro do estado, apresentam sérias limitações ao tráfico de embarcações, pela seqüência de corredeiras encachoeiradas que se fazem presentes a partir do seu médio curso.

Em Oiapoque, além do interminável trânsito de "catraias" que transportam passageiros de um lado para o outro, franceses e brasileiros criam uma nova linguagem ou até falam um o idioma do outro.

O município possui vários atrativos naturais, e, nos vários programas que oferece, está o passeio pelo rio Oiapoque com suas cachoeiras (destaque para a Grand Roche), balneários e densa vegetação, além do Vale do Rio Uaçá onde se localizam as principais comunidades indígenas.

Como atrativo de caráter religioso destaca-se a festa de Nossa Senhora das Graças, padroeira do município. O maior atrativo cultural é a festa do Turé – reunião anual de todas as tribos indígenas. O artesanato local é o indígena e merecedor de destaque pela sua beleza e singularidade.

Cenário ideal para o ecoturismo.
A culinária é outra atração.
Você vai descobrir que os frutos dos rios são mais saborosos que os frutos da terra. Mais seduzido ainda pelo marabaixo, ritmo afro predominante na música e na dança da região.

Parque Nacional do Cabo Orange

Com área de 619.000 hectares, na região da baía do Oiapoque, extremo norte do Estado do Amapá, o parque foi criado em 1980 e se estende ao longo da costa, passando pelos municípios de Oiapoque e Calçoene. O acesso ao parque se dá através da rodovia BR-156, que liga Macapá a Oiapoque e Clevelândia do Norte, na fronteira com a Guiana Francesa. Pode também ser alcançado por barco, a partir de Macapá ou Porto Santana.

O Rio Oiapoque faz fronteira com a Guiana Francesa.
Nele são encontradas cachoeiras e corredeiras. Têm grande variedade de peixes, onde se destaca em particular o Tucunaré, peixe símbolo da pesca esportiva.

  

Dados Sobre Oiapoique – AP :

Município de Oiapoque.

Criado em 23 de maio de 1945.

Limites  - Norte: Oceano Atlântico  Sul: Calçoene, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari Leste: Calçoene  Oeste: Laranjal do Jarí.

População - 12.895 habitantes.

590 km da capital Macapá.

Principais atividades -  Pesca, agricultura e artesanato.

Transporte -  Rodoviário, marítimo e aéreo.

Reportagem : Marcelo Russo

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