|
Administração e Turismo - Jun/03 |
|
Voltar |
Num mundo de tantas incertezas sociais e econômicas,fica cada vez mais difícil
administrar equipamentos turísticos. O mercado se vê repentinamente assolado por
fusões,falências,vendas e trocas de nomes. O que estará levando tantos
empresários a mudarem de negócio ou reverem as políticas adotadas até
agora?Simplesmente,faltam-lhes técnicas modernas e arrojadas de gestão. Uma
empresa só consegue sobreviver se todos os funcionários se sentirem parte
integrante da mesma ou utilizando um chavão,vestirem a camisa. Mesmo nos
momentos mais difíceis,a empresa estará pronta para driblar a crise,caso esteja
imbuída do espírito de time,composto por talentos individuais mas integrados com
um único objetivo:o da sobrevivência e do bem estar do consumidor final,o
turista.
Ao falarmos em gestão,não podemos esquecer o case Disney. A empresa turística
mais bem gerida no mundo. Sua filosofia é espantosa,desde o recrutamento até a
seleção ,contratação dos funcionários,os futuros atores já que farão parte de um
grande show,são tão bem tratados,que mesmo não efetivados,serão porta vozes da
modernidade. Todo o dia deve ser considerado como primeiro dia de trabalho e a
cada manhã,quando da sua abertura,a sensação é que os parques estão sendo
inaugurados naquele momento. Tudo foi retocado, pintado e está pronto para uma
nova experiência no campo do entretenimento. Estes pequenos/grandes detalhes são
seguramente o diferencial e o princípio do empreendedorismo e busca de
qualidade,sob os ângulos do visitante e do prestador de serviço.
Todos nós gostamos de ser bem tratados e ouvidos:parar para ouvir o cliente
interno é fundamental. Ele pode causar uma revolução do bem ou do mal,se suas
aspirações não forem conduzidas corretamente. Toda sugestão na Disney é
processada,testada e se aprovada,o autor é incentivado. Cria-se ,assim,uma
incubadora de novos negócios 24 horas por dia,estimulando todo o staff a
participar. Começamos a criar um ambiente facilitador,onde convivem várias
hierarquias,cientes de que cada uma tem importância na engrenagem da empresa.
Cada indivíduo é um relevante colaborador e é reconhecido como tal,,sem ser em
nenhum momento menosprezado por algum tipo de atividade que exerça. Na Disney,o
varredor,o atendente e o gerente são observados pela sua integração funcional e
não pelo seu nível hierárquico.
Vamos parar de viver de aparências,títulos e passar a merecer a atenção de
nossos colaboradores pelo pioneirismo,pelo caráter humano,pela inovação,pela
vontade de mudar ,de ensinar,de ajudar e de compartilhar experiências bem
sucedidas. A empresa deve ser uma extensão de nosso bem estar:ali vivemos grande
parte de nossas vidas,crescemos ,casamos,encontramos amigos mas sobretudo
fortalecemos nossa personalidade..
O Brasil passa por um reordenamento: o novo governo federal quer por
exemplo,melhorar a educação,erradicar o analfabetismo e acabar com a fome. Tenta
administrar mais perto dos eleitores. O caminho teve início e nos deixa enxergar
que estamos lentamente vivendo o momento da criação,do começo inesperado,cheio
de esperança e repleto de uma tecnocracia afetiva.
O turismo pode dar um exemplo de competência ao país:Tratamos de seres
humanos,trabalhamos com seres humanos e nos preocupamos com seres humanos. O
reflexo de uma mudança nas administrações públicas e privadas trará uma nova
visão do empregado e poderá caminhar para uma nova fase da humanidade:a de
administrar pelo bem,com o bem e por um mundo melhor.
Melhor quer dizer menos longe dos desenvolvidos e mais perto da felicidade,que é
decisiva para o desabrochar de nossa personalidade trabalhadora.
|