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O turismo precisa do
comunismo? -
Mai/04 |
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A atividade
turística tem caráter econômico, e como todo mundo sabe, no capitalismo qualquer
atividade lucrativa sustenta esse sistema. No caso de Cuba que mantém a
ideologia comunista, possui dados estatísticos admiráveis no contexto social.
Apesar desses dados, é inevitável a influência do capitalismo em Cuba; que já
acontece.
O fracasso do comunismo talvez esteja numa generalização do tédio. Esse negócio
de que alguém deve ser de alguma forma semelhante a outro, em vários aspectos, é
um obstáculo a imaginação. É a imaginação que dá asas aos empreendimentos, e a
partir daí, surgem sentimentos fervoros como o medo, o entusiamo, a
deslubramento, etc, que contribuem para que a vida seja um pouca mais colorida.
É óbvio, que existe o lado negativo como as depressões, as fobias( medo
doentio), as repressões, as guerras, etc, que contribuem para que a vida seja
uma desgraça. Porém, o lado negativo do capitalismo é uma das formas de
sustentar o próprio sistema. A diferença entre capitalismo e comunismo é que o
capitalismo sabe tirar vantagem de tudo.
No turismo pode ocorrer algo curioso, uma atividade capitalista que visa lucrar
com a ideologia comunista. Isso pode acontecer da seguinte forma: tem muita
gente que sente curiosidade em saber como é, realmente, um país de ideologia
comunista; como foi desenvolvido tal sistema e a absorção dela pelos habitantes,
etc. É a oportunidade do turista vivenciar aquilo que ele estudou na escola,
pois todo aquele conhecimento sobre ideologia política que foi cobrado na prova
pelo seu professor possa ser visto na prática.
Pois é, como se pode ver, o mundo já pode ser visto como um produto, e produto é
coisa de capitalismo; e tudo que acontece nele, quanto mais raro, mais lucrativo
será. O capitalismo já incorporou muitas características do comunismo, como a
equidade, a responsabilidade social, etc; isso porque a maioria dos que
sustentam o sistema não rendem bem no trabalho ou com o próprio sistema se se
sentirem excluídos ou injustiçados.
Se pensarmos que tudo pode se transformado em atrativo turístico que, entretanto,
o mesmo só continuará sendo atrativo se existindo; concluiremos que os estudos
acadêmicos sobre turismo não é, de alguma forma, em vão; e que existe a
possibilidade do turismo possuir, futuramente, uma epistemologia. Os estudos
sobre turismo ainda são recentes, porém, os objetos para estudos são bem
diversificados.
Autor:
Diego Magalhães Silva
Estudante de Turismo - PUC-Minas
Belo Horizonte/MG
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