O crescimento do turismo no Brasil

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O desenvolvimento econômico do Brasil com a implantação do Plano Real foi uma das principais razões para o crescimento do mercado turístico no País. Com o desenvolvimento da nova moeda brasileira, implantada em 1º de julho de 1994, o Brasil cresceu socio-economicamente de forma que a população passou a ter noção do poder de compra da moeda - no início de sua implantação 1 (um) Real equivalia a 1(um) Dólar Americano - podendo assim fazer planejamentos e gastos no setor do turismo.

Interessados nesse crescente desenvolvimento econômico, os governantes começaram a articular projetos relacionados ao turismo, visando um aumento dessa atividade de forma que pode-se gerar divisas econômicas, acarretando geração de emprego, aumento de renda e uma maior arrecadação de impostos.

Mais tarde, com a mudança da política cambial e a desvalorização do Real, ocorreu uma grande transformação no setor. O Brasil se tornou um atrativo barato para os estrangeiros e além disso, houve um aumento bastante significativo do turismo interno.

O aumento do turismo interno dar-se, além de outros fatores, a maior importância dada ao tempo livre e a necessidade cada vez maior que o indivíduo tem de se desvincular das atividades rotineiras e estafantes do dia a dia. O ser humano começa a sentir a necessidade de um contato maior com a natureza e o meio rural, inicia-se a prática do ecoturismo, turismo rural e posteriormente do agroturismo.

Com o desenvolvimento do turismo estrangeiro no Brasil, o País começa a intensificar sua divulgação no exterior mostrando um pouco de sua cultura e riqueza patrimonial, passa a desenvolver novos projetos (PNMT - Programa Nacional de Municipalizacão do Turismo e o Programa Nacional do Ecoturismo) engajados na questão da qualidade de vida da população local, que sem dúvida, também contribuem para o crescimento e aperfeiçoamento da atividade turística.

O crescimento do mercado turístico no Brasil se dá ao crescente desenvolvimento socio-econômico que está surgindo devido a implementação e a intensificação da atividade turística no País. O Brasil está se tornando, ainda de forma tímida, porém lúdico, um mercado turístico competitivo e bastante atrativo. Já são inúmeros os investimentos no setor turístico (nacional e estrangeiro), em infra-estrutura básica e turística.

O setor privado está investindo cada vez mais no segmento turístico, porém, é necessário uma visão macro desse mercado. É preciso saber que o lucro não pode ser almejado imediatamente; não há atividade turística sem as premissas básicas: infra-estrutura de acesso, qualificação profissional, segurança, empreendimentos diferenciados e qualidade no atendimento, enfim, planejamento.

Não basta investimentos em equipamentos hoteleiro, se não houver profissionais qualificados ao atendimento do turista, que está cada vez mais exigente. É necessário inovar na apresentação do Brasil ao exterior, visto que é um país extremamente rico em potencial natural e cultural, precisa ser explorado de maneira inteligente, rentável e significativo.

É necessário investir em outros segmentos do turismo de tal forma que o turista possa se interessar em explorar outras atividades desvinculadas do turismo de massa (sol e mar), como por exemplo o ecoturismo. 

Além do dispêndio financeiro da iniciativa privada, temos grandes projetos sendo elaborados e implantados pelo Governo (Ministério do Esporte e Turismo, Embratur, Secretarias de Estados, entre outros), em municípios que possuem atrativos turístico em potencial, em restauração de alguns monumentos e cidades que possuem um patrimônio histórico, cultural e ambiental ainda não explorados turisticamente (Diamantina - MG).

Além dos investimentos que têm sido feitos para aumentar o crescimento econômico da atividade turística, ainda há muito o que fazer: 

- É necessário ampliar as linhas de crédito para o investimento no setor;
- Ampliar a capacidade de vôos particulares (vôos chartes);
- Liberação dos cassinos;
- Desenvolver projetos de educação ambiental nas escolas de ensino fundamental;
- Resolver a questão das férias repartidas, diminuindo assim a sazonalidade de algumas regiões brasileiras.

O turismo no Brasil ainda caminha a passos curtos e projeção longínqua; precisa ser avaliado e planejado de forma que possa competir por igual com outros países que não possuem a dimensão da matéria prima que possuímos, mas por questão de gestão e profissionalismo estão no patamar dos países mais requisitados turisticamente.

Autora: Elaine Cristina dos Santos Ferreira
Graduanda do
6º semestre de Turismo com ênfase em ecoturismo da
Faculdade da Terra de Brasília - FTB

 

 

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