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Quem é o ecoturista? -
Ago/03 |
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Para o turista ecológico tudo é válido, desde de vulcões, borboletas, baleias,
pássaros, o mar, animais silvestres, insetos ou um simples, arco-íris.O turista
precisa de orientação e educação, para ajudar a causar o menor impacto no lugar
de visitação. Até por que não é só impacto no ambiente, mas também existe o
cultural.
Viajar para ambientes ricos em paisagens e bens culturais com o objetivo de
apreciar as belezas e os atrativos é um dos componentes que fazem do viajante um
ecoturista. Este personagem está disposto a pagar boas quantias para ter o
prazer de manter contato com a natureza. Em Fernando de Noronha, por exemplo, a
taxa de conservação cobrada dos turistas é de quase R$ 22 por dia passado no
arquipélago. Este turista pode estar habituado a percorrer trilhas difíceis e
procurar emoções na escalada de montanhas, mas pode também ser mais
contemplativo, preferindo o isolamento ou a observação de espécies animais. O
ecoturista típico, segundo estudo do Sebrae-SP realizado em 2000, é exigente e
sabe distinguir o rústico do precário e não aceita serviços ruins e mal
planejados.
No Brasil, o que mais impressiona o ecoturista é a beleza do Pantanal
matogrosensse e o fato de algumas famílias estarem abrindo suas fazendas,
transformando-as em locais de pousada, sem abrir mão de suas atividades
tradicionais, como a agricultura.
A cidade de Brotas, no interior paulista, se encontra em pleno desenvolvimento
em relação as atividades ecoturísticas, possuindo alguns projetos muito
interessantes. Porém, está longe de atingir a excelência em produtos
ecoturísticos, não há ainda sustentabilidade e o que vemos é uma grande demanda
para uma oferta razoável de serviços. Alguns dos produtos existentes, para se
tornarem sustentáveis, deve passar por uma "revisão".
Outras atrações ecoturisticas merecem ser destacadas, como: a Chapada dos
Veadeiros, Parques turísticos, Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN),
as Cataratas do Iguaçu, a Chapada dos Guimarães, Florianópolis e todo o litoral
catarinense, o litoral e a região serrana do Rio de Janeiro (Paraty, Petrópolis,
Angra dos Reis,Itatiaia, Visconde de Mauá, etc) e de São Paulo (Ilhabela, São
Sebastião, Ubatuba, Campos do Jordão,Monte Verde, etc)
Temos ainda preciosidades como: Costa do Descobrimento na Bahia, a Rota
Romântica na Serra Gaúcha reveladora da colonização alemã na região, as riquezas
de Minas Gerais, enfim, temos história e uma cultura vastíssima que passa pelos
índios, portugueses e por todos os povos de diferentes culturas que
influenciaram a formação de nosso povo.
Na avaliação de estratégias para empreender neste segmento, considera-se o
público-alvo no ecoturismo dividido em dois grandes grupos potenciais: os
nacionais e os internacionais. Até bem pouco tempo era o turista internacional o
alvo preferido dos empreendedores brasileiros. As atuais condições do mercado,
no entanto,apontaram em direção a preferenciar o turista nacional. De acordo com
documento elaborado pela Embratur, a demanda interna, formada por turistas
domésticos, é muito grande e não suficientemente atendida.
Ainda segundo o documento, o mercado internacional, principalmente da Europa,
está acostumado a ofertas de produtos ecoturísticos de qualidade. ''O turista
estrangeiro exige bons serviços, segurança, comodidade e planejamento, condições
que no Brasil ainda estão começando a ser desenvolvidas'', diz o documento.
Antes de querer alcançar o público internacional, é melhor testar bastante os
produtos nacionais. A busca da qualidade junto ao público nacional acabará por
nos qualificar, num futuro próximo a trabalhar também com públicos
internacionais
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