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Governança no Brasil - Abr/04 |
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Quando se fala
sobre Governança de um Hotel no Brasil, na hotelaria e entre hoteleiros, os
tópicos mais comuns são os problemas, os erros, e as falhas desse departamento,
seja na área de logística, recursos financeiros, de materiais apropriados, e
principalmente mão de obra especializada. Seria muito cômodo e, para os dias
atuais, inapropriado para um Diretor Operacional ou um Gerente Geral, e mesmo
para as chefias de outros departamentos, perpetuarem esse pensamento. A minha
proposta com esse artigo é o de desmistificar a “pobreza de serviço” que são as
Governanças no Brasil e colocar meu pensamento sobre a área.
Sempre que me indagam sobre Governança, percebo que a expectativa para com a
minha resposta é normalmente de que seja negativa. Ao invés, digo o quão
satisfeito sou em trabalhar numa área tão “problemática”! Mesmo assim, continuam.
Mas e quanto aos faxineiros e arrumadeiras? Digo que são muito mais fáceis de se
trabalhar, gerenciar, delegar, argumentar, investir e lapidar. HOTELARIA NÃO É
PARA QUALQUER UM!!! Leva-se tempo até montar uma equipe adequada, e mantê-la, e
teremos que prestar contas dos resultados. Seremos cobrados 100%, abaixo desse
parâmetro é inaceitável. Não sou ufanista e nem teórico, ao contrário, sou muito
prático e tento trabalhar com a realidade do Hotel, utilizando todas as suas
possibilidades. Engana-se quem acredita que a capacidade desses profissionais
seja muito limitada. Quanto mais delegar os serviços e as responsabilidades,
maior retorno positivo terá. Acredito e muito na hierarquia dentro do
departamento, se não fosse conveniente não existiriam os cargos. Tento ponderar
as ações. Chegar ao limite de um regime militar a história nos contradiz por “N”
vezes, na outra ponta, o anarquismo só se conhece enquanto utopia.
Responsabilidade, comprometimento e postura são requisitos fundamentais para um
hoteleiro, e o funcionário de uma Governança não pode fugir a regra. É o que
procuro durante um processo de seleção, e é o que cobro constantemente no dia a
dia de funcionamento do setor. Entender como pensam, analisar as ações e
reações, discernir sobre o que é e o que não é importante para cada um são
fundamentos essenciais para se conseguir um melhor aproveitamento na qualidade
do serviço. FILANTROPIA É RESPONSABILIDADE DO ESTADO!!!. Mas dar condições
internas para efetuarem com presteza suas funções é obrigatório para conseguir o
respeito como recíproca. Um respeito que não seja apenas o formal “Senhor”, e
sim o comprometimento com o todo.
Estar a frente de uma Governança é um grande desafio, e esse desafio se renova
todos os dias de tão complexo se mostra esse departamento. Ter o temperamento
“adequado” para tratar ao mesmo tempo o hóspede, os subordinados e os
colaboradores, as outras chefias, os terceirizados e fornecedores, o inusitado e
a adversidade, é um atributo a ser conquistado.
Se colocar como um agente modificador, em Governança, na atual fase da hotelaria
no Brasil é imprescindível para o sucesso. Estar em importância igual na
hierarquia das gerências é primordial para o sucesso da hotelaria no Brasil.
Autor:
Ângelo Toppan
Chefe de Governança do Transamerica Flat Barra no Rio de Janeiro.
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