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Implantação de uma
Incubadora de Empresas Turísticas em Florianópolis Ago/03 |
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1 - Introdução
Diversos autores destacaram facetas variadas e ora enfocaram os efeitos
econômicos do turismo, ora enfocaram os efeitos sociais ou territoriais, sem
citar de vários outros enfoques.
Segundo a - OMT Organização Mundial de Turismo, organismo ligado à ONU,
"(...)o turismo compreende as atividades desenvolvidas por pessoas ao longo de
suas viagens e estadas em locais situados fora do seu enquadramento habitual por
um período consecutivo que não ultrapasse um ano, para fins recreativos, de
negócios e outros."
GONÇALVES DE OLIVEIRA (2000) sugere que "embora o conceito da OMT seja admitido
formalmente, ele não encerra, de maneira categórica todos os elementos e
aspectos envolvidos nas atividades turísticas".
2 - Turismo e Desenvolvimento Econômico
O turismo é um dos instrumentos mais importantes em termos de alavancagem da
economia de diversos países. Em muitos deles, a atividade garante o crescimento
econômico-social da região, possibilitando assim, geração de empregos e uma
distribuição de renda mais justa.
A afirmação acima merece ser questionada, cabendo salientar que nem sempre os
benefícios do turismo aparecem em todas as localidades e também nem sempre
aparecem para a maioria da população local. É sabido que os principais
investimentos nos últimos anos na atividade são de grupos multinacionais - e
conseqüentemente são eles quem mais obtêm benefícios do setor.
Ainda no tocante aos aspectos econômico-sociais do turismo, tem ficado cada vez
mais evidente que a utilização da força de trabalho local é aproveitada, porém,
esta força de trabalho é, em sua maioria, pouco qualificada, recebe baixos
salários e tem jornadas de trabalho mais longas que outras atividades. Cabe
ainda a obervação que a informalidade é praxe e também é mister que a grande
maioria das ocupações são temporárias; contribuindo pouco para a diminuição da
concentração de renda - confrontando diversos autores que citam o fator
multiplicador de renda que o turismo traz para a comunidade. Este parágrafo tem
base em SOUZA que afirma que "desenvolvimento não deve ser entendido como
sinônimo de desenvolvimento econômico". Desenvolvimento econômico, para o autor,
é o binômio formado pelo crescimento econômico (mensurável por meio do
crescimento do PIB) e pela modernização tecnológica. E o chamado "milagre
econômico" no Brasil da década de 70 demonstra que o crescimento econômico pode
ocorrer sem que haja melhoria no quadro de concentração de renda ou nos
indicadores sociais. Ainda segundo SOUZA (op cit.) "Desenvolvimento deve
designar um processo de superação de problemas sociais, em cujo âmbito uma
sociedade se torna, para seus membros, mais justa e legítima."
3 - Turismo, "Indústria sem Chaminés"?
ANDRADE e MORETTO NETTO (1999), escrevem sobre um termo muito utilizado quando
se fala da atividade turística:
"(...) a definição de turismo como a 'indústria sem chaminés' [foi], construída
a partir de visão economicista, tendo como referência a geração de riquezas
derivadas do setor secundário. (...) Sendo a prestação de serviços o negócio
direto da atividade turística, o que leva a designação de 'indústria sem
chaminés'?"
Na seqüência, os autores respondem que "o chavão caracteriza-se como apologético
e omisso aos efeitos ambientais decorrentes da expansão turística sem limites,
assumindo caráter de excessiva generalização."
4 - Turismo em Florianópolis: Características da
Atividade em Florianópolis e a Sustentabilidade Turística
A grande diversidade de ambientes como morros, praias, restinga, dunas, e
mangues, aliada à influência marinha e continental, apresenta-se como uma
característica ambiental de relevante importância em toda Florianópolis.
A instituição do turismo em Florianópolis deu-se de forma sazonal, onde o verão,
devido à população visitante, apresenta a maior concentração de investimentos e
retorno dos mesmos para o setor empresarial. O processo praticamente exclui a
população residente, que sofre com o aumento do custo de vida nestes meses do
ano, perde seu espaço natural, cultural e social, e se subordina a uma condição
de subemprego sazonal.
LAPOLLI (1999) diz que "o turismo está caracterizado por uma nova sensibilidade,
que procura discutir e rever o controle do turismo de massa e o desenvolvimento
de outras formas."
O município de Florianópolis sofre um crescimento urbano acelerado, emerso já na
década de 60, com a implantação de rodovias, e nos anos 70 com a expansão do
Turismo. O crescimento decorrente de processos comuns ao aglomerado periférico e
à cidade ocorreu à revelia do planejamento urbano para a região.
Os municípios que compõem a Grande Florianópolis se caracterizam por economias
desiguais, sendo concentradores de serviços e mão-de-obra. Já a Ilha de Santa
Catarina é expressivamente turística, carregando os interesses econômicos
singularizados em termos de atividade.
Este desenvolvimento desordenado facilitou a especulação e a ocupação aleatória
e muitas vezes contrária à lei, principalmente nos últimos 20 anos. O
crescimento se transferiu do centro da cidade para os balneários, introduzindo
uma ameaça ao ambiente ilhéu. A efervescência destas regiões turísticas
potenciais tem despertado o interesse de empreendedores dispostos a investir e
apostar em propostas para o desenvolvimento do turismo.
Na "baixa temporada", a comunidade enfrenta as dificuldades provenientes da
concentração econômica, que atende a uma demanda cíclica, não sustentada no
decorrer do ano. Novos investimentos são realizados em função do verão, ocupando
espaços ainda preservados e não observando as leis de proteção ao ambiente, a
cultura e a população local, que é expulsa gradativamente de seu lugar.
Altera-se, desta forma, a frágil paisagem física, social e cultural.
A ONU define Desenvolvimento Sustentável como aquele que deve garantir as
necessidades das atuais gerações sem comprometer as gerações futuras. Ele possui
duas lógicas de solidariedade: das gerações atuais com as futuras e das gerações
atuais com a natureza que elas ocupam hoje.
Já o Turismo Sustentável, segundo o PNMT - Programa Nacional de Municipalização
do Turismo (lançado pela EMBRATUR em 1994) é o turismo explorado de forma
consciente, organizada e planejada, onde se permite a sua continuidade. É um
modelo de desenvolvimento econômico que foi criado para assegurar a qualidade de
vida da comunidade, proporcionar satisfação ao turista e manter a qualidade do
ambiente do qual dependem tanto a comunidade como o turista.
Os projetos de desenvolvimento turístico necessitam de avaliação e identificação
dos seus diversos níveis de sustentabilidade. As principais dimensões de
sustentabilidade que precisam ser verificadas no novo estilo de desenvolvimento
sustentável transdisciplinar são: a ecológica, a cultural, a social, a
tecnológica, a política, a jurídica e a econômica.
Em Florianópolis, praticamente inexistiu um planejamento integrado entre os
diversos agentes da atividade. Para melhor caracterizar, traçamos algumas
considerações sobre o conceito de planejamento do setor.
Getz (1987) identificou quatro abordagens de planejamento turístico: "impulsionismo",
abordagem econômica/industrial orientada para a indústria, abordagem
física/espacial e abordagem orientada para a comunidade, que enfatiza o papel da
comunidade receptora na experiência turística. O autor afirma que "as quatro
abordagens não são mutuamente exclusivas nem necessariamente seqüenciais.
Entretanto, tal categorização é uma maneira conveniente de examinar as
diferentes formas, muitas vezes sobrepostas, de planejamento turístico, bem como
os métodos de pesquisa e de planejamento, os problemas e os modelos associados a
cada uma dessas formas".
Hall (1995) adicionou uma quinta abordagem às quatro acima mencionadas.
Abordagem Característica
Impulsionista A atitude simplista de que o desenvolvimento turístico é sempre
bom e proporciona, automaticamente, benefícios para os anfitriões. Os moradores
das destinações turísticas não estão envolvidos na tomada de decisão, no
planejamento e no processo político do desenvolvimento turístico.
Econômica/Industrial Turismo como um meio de promover o crescimento e o
desenvolvimento em áreas específicas. O planejamento enfatiza os impactos
econômicos do turismo e sua utilização eficiente para criar renda e
empregabilidade para determinadas regiões ou comunidades.
Físico/Espacial O turismo é tratado como tendo uma base ecológica e,
conseqüentemente seu desenvolvimento deve ter por base certos padrões espaciais,
capacidades ou limitações que minimizariam o impacto negativo do turismo no
ambiente físico.
Comunitária Ênfase no contexto social e político no qual o turismo ocorre.
Defende um maior controle local sobre o processo de desenvolvimento.
Sustentável Forma integrada de planejamento turístico que procura garantir com o
mínimo de deterioração de recursos, de degradação ambiental, de rompimento
cultural e de instabilidade social, a segurança dos moradores. Tal abordagem
tende a integrar características das tradições econômicas, físico-espaciais e
comunitárias.
Fonte: Hall (1995)
Em Florianópolis, percebemos características marcantes de somente as duas
primeiras abordagens, Apesar de uma série de encontros e debates realizados na
cidade, principalmente a partir de 95, com o "Fórum de Desenvolvimento
Turístico" e da criação do "Planet 2000", a comunidade autóctone sempre esteve
alijada do processo de discussão relacionado ao perfil turístico do município.
Segundo TYLER e GUERRIER (1993)
"O estudo do turismo urbano é, sem dúvida nenhuma, o estudo da mudança: mudança
na base econômica das cidades, na utilização do espaço urbano, na vida cultural
dos residentes. (...) Há diferentes motivações para desenvolver o turismo
urbano. Isso varia da necessidade de gerenciar a inevitabilidade do turismo
urbano, para a regeneração planejada da economia e para a melhora de qualidade
de vida da população local."
Esses objetivos não são mutuamente exclusivos, mas selecioná-los é um assunto
político, envolvendo a avaliação subjetiva de que o é bom para o futuro da
cidade e para as várias partes e grupos de interesse implicados, e a direção que
será dada ao solo urbano e ao desenvolvimento econômico.
5 - Incubadoras de Empresas
Existem diversas definições de "incubadora de empresas". Podemos afirmar que o
termo "incubadora" significa um ambiente controlado para amparar a vida. Na
agricultura, as incubadoras são usadas para manter um ambiente aquecido para a
incubação de ovos. Em um hospital, o recém-nascido prematuro pode ficar algumas
horas ou semanas numa incubadora que fornecerá apoio adicional durante o
primeiro período crítico de vida. No contexto do desenvolvimento econômico, as
incubadoras existem para apoiar a transformação de empresários potenciais em
empresas crescentes e lucrativas. Ao reduzir os riscos durante o período inicial
de formação da empresa, as incubadoras podem contribuir para o crescimento
econômico e a revitalização através de empresas novas, associada a criação de
novos empregos.
As incubadoras podem focar o desenvolvimento de diversos setores, como por
exemplo, o artesanato em comunidades com parcos recursos, o setor do ecoturismo
e o desenvolvimento de atividades tradicionais como o de confecção de roupas.
Porém, as empresas de base tecnológica representam a maior parcela das
incubadoras existentes.
INCUBADORAS DE EMPRESAS NO BRASIL
5.2 - Incubadoras de Empresas no
Brasil
O Brasil ocupa a terceira colocação no ranking dos países com programas de
incubadoras de empresas. O levantamento foi feito durante a pesquisa "Panorama
das Incubadoras de Empresas no Brasil", realizada pela ANPROTEC (Associação
Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologia Avançada). O
estudo mapeou o fenômeno do crescimento de incubadoras de empresas no País, que
movimentaram em 2001 R$ 600 milhões. Estes dados têm como meta subsidiar o
planejamento e a gestão das incubadoras e dos programas de apoio do governo e
entidades parceiras que investiram em 2001 R$ 26 milhões no setor.
5.3 - O Mercado de Trabalho para Bacharéis em Turismo
em Florianópolis
A primeira faculdade de turismo estabelecida na Grande Florianópolis iniciou
suas atividades em 1995. Em 2002, já são mais de dez cursos de turismo ou áreas
correlatas na região.
Estima-se que em 2003, cerca de 1200 novos alunos ingressarão
em cursos de nível superior de turismo (ou área relacionada, como eventos,
gastronomia e hotelaria) numa das faculdades de ensino superior da Grande
Florianópolis (ASSESC, UNISUL, UNIVALI, ÚNICA, Estácio de Sá, CESETH, IES).
Grande parte desses alunos ao se graduarem, por falta de
oportunidades, deixam de atuar na atividade turística ou buscam o mercado de
trabalho fora da cidade de Florianópolis. Outros se sujeitam a trabalhar em
funções meramente operacionais e com perspectivas não animadoras de crescimento
nas organizações. A região forma uma mão-de-obra qualificada e com alto
potencial de geração direta e indireta de novos empregos através da formação de
novas empresas, que é subaproveitada e subvalorizada pelos empresários do setor.
Conforme estudo do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio Às Micro e Pequenas
Empresas) as micro e pequenas empresas que passam por incubadoras têm mais
chances de sucesso no mercado. Cerca de 80% das novas empresas que não estiveram
incubadas acabam fechando as portas em dois anos. O índice cai para 15% entre as
que passam por incubadoras.
5.4 A Incubadora de Empresas Turísticas
Apoiar negócios voltados para a vocação natural das regiões em que se instalarão
é um objetivo comum em muitas incubadoras de empresas.
Santa Catarina tem sido pioneira na criação de entidades de apoio à geração de
empresas de base tecnológica. Em 1985, a Fundação CERTI criou em Florianópolis a
primeira incubadora de empresas do país. Na década de 90, ocorreu um grande
aumento no número de incubadoras, com o surgimento de dezenas delas, em todas as
regiões do estado.
A atuação das incubadoras de base tecnológica sobre a economia do estado de
Santa Catarina é expressiva, contando com mais de 100 empresas sendo apoiadas
pelas incubadoras, significando em mais de 1500 empregos diretos, sendo 90%
deles de profissionais com nível superior, faturando anualmente mais de R$ 80
milhões (ReCEPET, 2001).
Um incubadora de empresas turísticas em Florianópolis teria como principal
objetivo fornecer às empresas incubadas uma sustentabilidade, que é necessária
em especial no início da organização. Esta sustentabilidade seria possível
através de ações específicas, como:
"Diminuição de custos de aluguel de salas comerciais (uma vez que as empresas
incubadas dividiriam o espaço em áreas de trabalho (mínimo de 08 m2 por empresa)
"Diminuição de custos com infra-estrutura - equipamentos (computadores, material
de escritório, móveis, serviços de secretaria)
"Auxílio na elaboração do plano de negócios, instrumento que serve para
organizar as atividades da empresa e para planejar estrategicamente as ações. O
plano de negócios serve, principalmente, para que o empreendedor realmente
conheça o mercado em que irá atuar (mercado, concorrência, recursos necessários,
etc.) e defina exatamente o foco de sua empresa.
"Auxílio através de assessorias e consultorias realizadas por profissionais
experientes nas áreas de cada empresa incubada, incluindo treinamento em áreas
de maior carência na formação dos bacharéis em turismo, como administração de
custos e comercialização, por exemplo.
"Apoiar iniciativas das faculdades de turismo - e áreas afins - da Grande
Florianópolis em projetos que fortaleçam a atuação dos bacharéis em turismo como
empreendedores.
"Fomentar e participar de ações que incentivem a transferência de conhecimento e
experiências desenvolvidas em outras regiões para as empresas incubadas.
"Promover uma maior qualificação na prestação de serviços por parte das empresas
de Florianópolis.
Todas as ações das empresas seriam realizadas levando em consideração as
diretrizes do turismo sustentável.
As áreas das empresas incubadas seriam: agências e transportes (inclusive
operadoras e agências de receptivo, nos mais variados segmentos/nichos de
mercado), organização de eventos (recepção, secretaria, planejamento, controle,
apoio, etc), ecoturismo (planejamento e serviços relacionados), agroturismo,
serviços de hotelaria (recepção, governança, reservas,
comercialização/marketing, alimentos e bebidas), softwares para o setor,
planejamento turístico e urbano, legislação, entre outras. As empresas ainda
poderiam trabalhar em todas estas áreas através de consultorias, assessorias e
treinamento.
5.5 - A Sustentabilidade da Incubadora de Empresas
Turísticas
Para manutenção de suas atividades, as incubadoras de empresas recorrem à
diversas formas de sustentação. Algumas cobram taxas das empresas incubadas,
outras procuram financiamentos de entidades de fomento
Consideramos que a empresa incubada não pode arcar com despesas mensais para sua
manutenção e por isso, para a manutenção de uma incubadora de empresas
turísticas em Florianópolis, acreditamos que os parceiros ideais para o
financiamento seriam: a Prefeitura Municipal de Florianópolis, o Governo do
Estado de Santa Catarina (através da Santa Catarina Turismo SA e da Secretaria
de Desenvolvimento Econômico), FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e CNPq
(Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ambos ligados ao
Ministério da Ciência e Tecnologia, SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio Às Micro
e Pequenas Empresas, que anualmente abre editais com financiamento a fundo
perdido para implantação e desenvolvimento de incubadoras de empresas, EMBRATUR
(Instituto Brasileiro de Turismo) e principalmente as instituições de ensino
superior da região, que seriam beneficiadas pelo aperfeiçoamento de seus alunos
ou ex-alunos e a garantia de um melhor desempenho destes profissionais (ou
futuros profissionais) no mercado de trabalho, em cargos de real
responsabilidade e importância.
6. Considerações Finais
Alguns questionamentos devem ser realizados quando analisamos o atual estágio de
desenvolvimento do setor turístico em Florianópolis e o principal deles é:
Para quem vale a pena o desenvolvimento da atividade turística não-sustentável
em Florianópolis? Para a sociedade em geral, torna-se mais evidente a
necessidade de se repensar a atividade.
O bacharel em turismo oriundo das diversas escolas de turismo na Grande
Florianópolis está sendo subaproveitado pelo mercado local. Reafirmar sua
especialização e a necessidade de sua participação mais efetiva em cargos
táticos e/ou estratégicos se faz cada vez mais necessário para o crescimento
ordenado da localidade, partindo sempre do pensamento ecologicamente responsável
O problema que o recém-formado em turismo (e em outras áreas) se depara quando
finaliza sua graduação é a falta de perspectivas de emprego. E quando estes
existem, os salários são baixos e os cargos são operacionais.
O empreendedorismo é uma das saídas para o problema. Mas a situação não é
simples, pois os custos de implantação e os diversos problemas com que uma nova
empresa se deparam muitas vezes inibem os que tinham a intenção de abrir seu
próprio negócio.
A opção pela incubação numa incubadora de empresas pode ser uma solução
amenizadora para muitos destes novos profissionais, em virtude das facilidades
de custo e de todo suporte já mencionado prestado pela administração da
incubadora. Além disso, pelo simples fato de uma emrpesa estar interagindo com
outras empresas incubadas do mesmo ramo de atividade pode ser considerado um
atributo interessante possibilitado pela incubadora, uma vez que seus produtos
podem ser complementares e a rede de contatos (network) formada pode gerar novos
negócios.
Outro fator de extrema importância é o oferecimento de produtos que prezem pelo
turismo sustentável como uma alternativa ao produto "Florianópolis-praia".
Novidades são difíceis de serem implementadas. A criação de uma incubadora de
empresas turísticas dependeria de uma série de contatos com entidades e órgãos
de fomento e com instituições de ensino, porém poderia efetivamente ser a
amenizadora de problemas da subutilização de novos profissionais de turismo e da
falta empregos de maior relevância para estes profissionais.
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