Plano Estratégico de Marketing da Trilha Janela da Gindiba – Itacaré, Bahia - Jun/05

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O turismo é uma atividade que tem uma relação dialética com a sociedade e, dependendo do ponto de vista financeiro e da estrutura social de cada país, pode ser uma atividade econômica geradora de riqueza.

A atividade turística se desenvolve, devido ao deslocamento dos indivíduos entre os destinos receptores e emissores, criando fluxos turísticos que podem ser classificados como doméstico, exportativo e receptivo (BOITEUX E WERNER, 2002).

Por possuir uma oferta diferenciada (infinidades de belezas naturais e manifestações culturais), o Brasil vem se destacando como pólo de turismo cada vez mais atraente, apresentando um quadro significativo do fluxo emissivo internacional estimado em 4,8 milhões de brasileiros e do fluxo receptivo na ordem de 3 milhões de turistas estrangeiros. Acrescenta-se ao movimento doméstico do turismo nacional, um montante representativo de mais de 25 milhões de passageiros aéreos e outros milhões de turistas que transladam de ônibus e carros pelas mais variadas regiões brasileiras (LAGE E MILONE, 2001).

É importante dizer, que o turismo Brasileiro vem crescendo nos últimos anos em média de 3,5% o que significou uma contribuição de 7,0% para a formação do Produto Nacional Bruto no ano de 2000 (EMBRATUR, 2003). Muitos são os reflexos dessa atividade numa determinada região ou país. Além da participação significativa no Produto Interno Bruto (PIB), o turismo é um grande gerador de empregos.

O ecoturismo é uma atividade extremamente ampla e em crescimento em muitos países, envolvendo tanto o compromisso com a natureza como uma responsabilidade social, podendo ser definido como turismo suave ou turismo da natureza. Segundo Lindberg e Hawkins (1999, p.17) "Ecoturismo é a viagem responsável a áreas naturais visando preservar o meio ambiente e promover o bem-estar da população local". É provocar e satisfazer o desejo que se tem de estar em contato com a natureza, é explorar o potencial turístico visando a conservação e ao desenvolvimento, é evitar o impacto negativo sobre a ecologia, a cultura e a estética, promover impactos positivos na geração de receitas para as áreas protegidas e criação de empregos para as pessoas que vivem próximas a essas áreas bem como a promoção de educação ambiental e de conscientização sobre a conservação. Em suma, uma das principais vantagens do ecoturismo é a de proporcionar um impulso que favorece tanto a expansão da conservação quanto o desenvolvimento do turismo.

Para que o ecoturismo obtenha impactos positivos num destino através de suas práticas (rafting, rapel, passeios ecológicos, caminhadas em trilhas, dentre outros), torna-se necessário um planejamento adequado, alocando de forma mais eficiente os recursos, buscando promover o desenvolvimento sustentável desse tipo de turismo.

De acordo com Lindberg e Hawkins (1999, p.146) "Há uma extraordinária variação entre as localidades, não só em relação as próprias atrações ecoturísticas, mas também em relação às condições políticas e econômicas". Diante disso, fica evidente a necessidade de se elaborar um plano estratégico de marketing com o intuito de consolidar o ecoturismo e mostrar aos turistas as potencialidades e o diferencial de cada destino. Para Balanzá e Nadal (2003, p. 110) o plano de marketing: É um documento escrito onde se detalham ações específicas derivadas da aplicação ou técnicas de marketing (análise, definição de estratégias, medidas de controle) dirigidas a obter determinados objetivos mediante estratégias concretas, apoiadas nos elementos operacionais do marketing (políticas) e válido para um período de tempo concreto.

O processo de planejamento estratégico procura compreender a atual situação da área em relação a uma série de aspectos relevantes ao desenvolvimento da atividade turística. A partir das informações obtidas, podem-se elaborar cenários e propor objetivos, identificando caminhos e necessidades para serem cumpridas.

O rápido crescimento da vila, provocado pelo asfaltamento do acesso a partir da cidade de Ilhéus que se constitui numa "estrada parque" com passagens subterrâneas e áreas para a passagem de animais se transformou em um grande atrativo para a imprensa especializada, ávidas por destinos novos. De três simples pousadinhas que lá se contavam no início dos anos 90, hoje se encontram desde praias exclusivas até uma constelação de pousadas para todos os gostos e bolsos.

O planejamento deve passar pela definição do público que se quer atingir e os canais adequados de comunicação, distribuição e a participação dos municípios vizinhos como Ilhéus, Serra Grande, Una e Maraú, para a definição de uma estratégia de desenvolvimento eficiente, buscando a integração e articulação dos municípios na consolidação do turismo.

Fonte:www.itacare.com.br.
Figura 1- Localização Geográfica do município de Itacaré-BA.

Assim, o plano busca contribuir para o fortalecimento do ecoturismo no município de Itacaré, enfocando como produto principal a Trilha Janela da Gindiba, que possui um percurso agradável de 1.300m permitindo ao visitante a realização deste, com conforto e satisfação e com um nível de dificuldade leve. (figuras 2).


Fontes: Dados da pesquisa.
Figuras 2 - Figuras ilustrativas da Trilha Janela da Gindiba.

Dentre as trilhas existentes no município, a trilha Janela da Gindiba foi escolhida por apresentar características mais marcantes e atraentes, com maior possibilidade de encantar os turistas, representando desta forma, o grande potencial ecoturístico do município.

A partir do que foi exposto, será realizada uma análise desta trilha envolvendo todas as fases de um planejamento estratégico: fase analítica, fase estratégica, fase operativa, fase orçamentária 1 e por fim, a fase de revisão e controle (figura 03).


Fonte: Alcaniz et al (2000, p. 309).
Figura 03- Fases do Planejamento Estratégico

Estas são as etapas a serem seguidas, com o intuito de contribuir para o desenvolvimento sustentável no município de Itacaré através do ecoturismo e do seu produto representativo Trilha Janela da Gindiba, considerado neste trabalho. Destaca-se que este plano deve ser desenvolvido por todos os setores, público, privado e representantes da comunidade local, pois, a colaboração e união desses elementos são essenciais para que as estratégias propostas sejam trabalhadas e implantadas.

2. ANÁLISES EXTERNAS E INTERNAS DO MUNICÍPIO DE ITACARÉ

Há aproximadamente 20 anos (1970-1990), o turismo na região de Itacaré não foi visto como uma atividade fundamental para a economia local. Os poucos turistas que chegavam eram em sua maioria famílias de classe média do estado da Bahia, que ficavam hospedadas em casas de veraneio ao longo da costa. Nessa época, Itacaré era também um destino valorizado pelos amantes do surf. De modo geral neste período o fluxo de turistas era mais intenso no período das férias de verão e os visitantes eram na sua maioria locais e regionais.

A situação se modificou durante os seis anos seguintes, quando turistas de outras partes do Brasil e até mesmo do exterior passaram a visitar a cidade de Itacaré e arredores. Com o intuito de atender a essa demanda financeiramente e culturalmente foram surgindo muitas pousadas e pequenos hotéis. A crise do cacau obrigou muitos fazendeiros a vender suas terras, fazendo com que os investidores de outros estados do Brasil passassem a ser os grandes proprietários de terra na região. Acompanhado as ações de apoio do governo ao desenvolvimento do turismo na região, muitas fazendas passaram a receber investimentos para serem usadas como potenciais empreendimentos turísticos.

A partir do ano de 1996 os governos estadual e federal passaram a investir mais intensamente na região através do projeto do BID/Prodetur, na sub-região da Costa do Cacau onde está localizado o município de Itacaré. Esta época é marcada pelo asfaltamento da estrada que liga o município a Ilhéus (sendo uma estrada parque) e é marcada também pela implantação do sistema de abastecimento de água e do saneamento básico. Além disso, tem-se a criação do Parque Estadual Serra do Conduru e a implantação de duas Áreas de Proteção Ambiental- APA (uma categoria de unidade de conservação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação-SNUC) a da Lagoa Encantada e a de Itacaré - Serra Grande.

A APA de Itacaré foi criada pelo Governo do Estado da Bahia, tendo aproximadamente 16 mil hectares, ocupando uma faixa litorânea de aproximadamente 6 Km de largura por 28 Km de cumprimento. Limita-se ao norte pela foz do Rio de Contas, ao sul pelo riacho do Sargy e ao leste pelo oceano atlântico (www.itacare.com.br). O órgão responsável pelo acompanhamento e fiscalização do plano de manejo da APA Itacaré - Serra Grande é o CRA (Centro de Recursos Ambientais). O programa é coordenado pela Superintendência de Desenvolvimento Turístico da Secretaria da Cultura e do Turismo no âmbito do PRODETUR e executado pelo Instituto de Estudos Sócio-Ambientais do Sul da Bahia (IESB), com o apoio da Fundação Ford e Conservation International.

A partir daí, o turismo na região ganhou outra dimensão com o aumento do número de visitantes, mudanças nos padrões dos novos empreendimentos e a possibilidade de grandes e médios investimentos nas fazendas litorâneas entre Itacaré e Serra Grande.

Como pode ser visto a cidade de Itacaré possui uma variedade muito grande de recursos naturais que podem ser encontrados na trilha Janela da Gindiba e utilizados dentro da atividade turística desenvolvida pelo município, a partir do momento que também possui instrumentos legais para garantir a proteção ao meio ambiente. Mas isto não é o suficiente, é necessário acima de tudo que a comunidade local respeite o ambiente em que vive através de um trabalho de educação ambiental mais eficiente, buscando também atrair turistas que contemple a natureza e as práticas relacionadas ao ecoturismo.

Foi feito um inventário turístico do município de Itacaré, com a finalidade de estabelecer os recursos que apresentam melhores vantagens competitivas em relação aos seus atrativos. A análise interna procura descobrir recursos existentes numa localidade, bem como analisar quais os recursos formam o diferencial dos destinos turísticos, para que posteriormente seja feita uma análise dos mais representativos.

As informações dos atrativos ecoturísticos tais como Praias Urbanas, Praias por Trilha, Rios e Cachoeiras, Trilhas, Atrativos Históricos e Culturais Contos Históricos, Eventos e Festas Culturais, Meios de Transporte e Infraestrutura podem ser encontrada na lista de acordo com Bahia (2000, p. 59-70) e no endereço http//www.Itacaré.com.br.
Diante do exposto, ressalta-se que existe uma infinidade de recursos naturais e culturais em Itacaré que podem ser trabalhados dentro da atividade turística desenvolvida, inclusive em pacotes conjuntos com a Trilha Janela da Gindiba.

2.1. ANÁLISE DAFO

De acordo com uma análise inicial, se pretende determinar quais são as oportunidades, ameaças, pontos fortes e pontos fracos que o município de Itacaré apresenta, no que se refere ao desenvolvimento do ecoturismo e em especial ao produto Trilha janela da Gindiba, buscando alcançar um conhecimento mais profundo do estado atual. Para tanto, fez-se uso da análise DAFO que aborda todos os aspectos citados. Segundo Muneura y Rodríguez (1998) apud Alcaniz et al (2000, p. 357) se entende por matriz DAFO "la estructura conceptual para el análisis sistemática que facilita la comparación de las amenazas y oportunidades externas con las fuerzas y debilidades internas de la organización".

Se entende por ameaças os fatores externos que podem por em risco o aproveitamento de um determinado ponto forte, podendo enfraquecê-lo apresentando aspectos negativos para o futuro; oportunidades são situações externas existentes no presente que podem proporcionar no futuro melhor aproveitamento de algum recurso, obtendo vantagem competitiva num mercado específico; fortalezas (pontos fortes), são elementos internos favoráveis que estão constantemente presentes, sendo os diferenciais de cada localidade ou produto; debilidades (pontos fracos), são carências e limitações da quantidade e qualidade internas de um recurso, que se deve evitar.

A partir do exposto, busca-se efetuar um diagnóstico através da análise DAFO, estabelecendo todas as etapas necessárias para a elaboração das estratégias mais adequadas com a realidade.

Análise Externa

Quadro 01- Relação das Oportunidades
1- Educação ambiental para os turistas e moradores
2- Possibilidade de integração do produto com outros existentes
3- Consolidar o ecoturismo sustentável no município
4- Importante recurso turístico para o município de Itacaré
5- Conhecimento do espaço como Área de Proteção Ambiental
6- Grande afluências de visitantes
 
Quadro 02- Relação das Ameaças
1- Alto número de visitantes ao mesmo tempo
2- Fragilidade do ecossistema
3- Falta de participação da população local
4- Ausência de coletores de lixo
5- Novos competidores de trilhas
6- Deficiência na comunicação e divulgação

Análise Interna

Quadro 03- Relação dos Pontos Fortes
1- Existência de instrumentos legais garantem a proteção do meio ambiente
2- Nível de dificuldade leve
3- Forma de uma janela em uma árvore da espécie gindiba
4- Modo de interpretação da trilha excelente
5- Presença de guia nativo, com alto conhecimento do local
6- Receptividade excepcional dos moradores da fazenda
 
Quadro 04- Relação dos Pontos Fracos
1- Ramal de acesso à fazenda com níveis de trepidação
2- Preços incompatíveis com a realidade local
3- Inexistência de pontos de informação específicos da trilha
4- Falta de transporte específico do centro da cidade até a trilha
5- Falta de equipamentos em dias chuvosos
6- Dependência de um único guia

Os resultados adquiridos podem ser visualizados na Matriz de evolução estratégica (quadro 05), a qual apresenta os pontos mais importantes que devem ser trabalhados para consolidar a Trilha janela da gindiba, como um produto relevante no município de Itacaré dentro do segmento ecoturismo desenvolvido pelo município.

Quadro 05- Matriz de Evolução Estratégica para consolidar a Trilha janela da gindiba, como um produto relevante no ecoturismo de Itacaré.

Os resultados apresentados na matriz de evolução estratégica para a trilha ecológica Janela da Gindiba, destacaram algumas características importantes quer devem ser levadas em consideração na elaboração das estratégias.
É importante destacar que o município de Itacaré é dotado de um patrimônio natural bastante diversificado, onde são desenvolvidas práticas comuns de ecoturismo. Sendo assim, é um destino em expansão e com grandes possibilidades um catalizador de recursos.

A existência de instrumentos legais no município que garantem a proteção do meio ambiente pode ser uma alternativa de promover a educação ambiental tanto para os moradores como para os turistas, utilizando-se como produto principal a Trilha janela da Gindiba que merece destaque por causa de sua janela em uma de suas árvores, dentre outros fatores, buscando consolidar o ecoturismo sustentável no município.

O modo como a trilha é interpretada é fascinante, pois é feita por um guia nativo (antigo morador da fazenda onde a trilha fica localizada), com alto conhecimento do local, que busca explicar a formação da trilha e o porque de seu nome de forma muito divertida. Fica evidente também, a preocupação com a preservação ao meio ambiente e a importância da interpretação dos mesmos.

Dessa forma, busca-se transformar a trilha num importante recurso turístico para o município de Itacaré, uma vez que existe possibilidade de integração com outros produtos complementares ou periféricos existentes no município, além de promover o conhecimento do espaço como Área de Proteção Ambiental (APA) para os nativos e turistas.

O nível de dificuldade leve da trilha pode proporcionar grandes afluências de visitantes, que devem respeitar a capacidade de carga (máximo de 8 pessoas por vez) e os horários de visitação. Esta trilha tem um percurso de 2 horas, sendo todos os dias com os horários de saída às 9:00h. e às 14:30h.

Um dos fatores que merecem destaque pela sua importância no contexto da atividade turística é a inexistência de pontos de informação específicos da trilha, bem como a falta de transporte específico do centro da cidade para este fim. Os turistas nem sempre viajam por agências de viagens, sendo assim,o conhecimento sobre a trilha fica um pouco restrito, na falta de pontos de informações adequados, o que demonstra uma deficiência na falta de divulgação e comunicação do produto. Além do mais, nem todos os turistas possuem ou viajam de automóveis, daí a importância de se ter transporte que leve e traga o turista da cidade à trilha e vice-versa.

A dependência de um único guia, também representa um ponto negativo da trilha, pois, na ausência deste, não existe uma pessoa da fazenda para interpretar o roteiro. Além do mais, uma das grandes preocupações é que o roteiro não tem graça, emoção se não for guiado por "Seu Beca" considerado a alma da trilha.

Outros fatores podem ser apontados para que sejam revistos, buscando proporcionar maior satisfação e segurança aos turistas. Os preços praticados são incompatíveis com a realidade local. Os nativos de Itacaré não possuem poder aquisitivo para destinar R$ 25,00 de sua renda para o lazer, sendo assim, eles não freqüentam um espaço que também pertence ao patrimônio natural deles. Não se deve excluir a participação da comunidade local do processo de desenvolvimento turístico, deve-se pensar em alternativas que minimizem esta distorção.

A falta de equipamentos em dias chuvosos e os níveis de trepidação no ramal de acesso a fazenda Bela Vista, onde se localiza a trilha também são considerados aspectos relevantes, pois nem todos gostam de se molhar na chuva necessitando de capas para protege-los. Quanto aos níveis de trepidação configuram-se leves, mais impeditivos à passagem de ônibus ou microônibus devido a existência de buracos mais profundos em alguns pontos, nos dias chuvosos forma-se um lamaçal, sendo os turistas obrigados a fazerem o percurso de aproximadamente 2 Km a pé.

O alto número de visitantes que poderá ocorrer ao mesmo tempo poderá ser uma ameaça ao patrimônio natural resultando num ecossistema frágil, daí a necessidade de se obedecer os horários de entrada nas trilhas, respeitando também o tempo do qual o solo precisa para se recompor.

Outro fator que deve ser destacado é a competição que poderá existir entre as trilhas, visto que o município de Itacaré apresenta-se como um grande pólo ecoturístico, com grandes possibilidades de desenvolvimento de práticas relacionadas a esta atividade. Como competidores já existentes no município, tem-se a trilha refúgio dos anjos, trilha interpretativa alto da esperança, trilha usina e Jeribucaçu, trilha do costão, trilha das gameleiras e trilha São José. Estas devem desenvolver um sistema integrado, criando um "circuito de trilhas" que busque proporcionar a maior satisfação ao turista, visto que cada uma possui uma especificidade. É importante destacar que o turista passará mais tempo na cidade em função desse "circuito" o que proporcionará benefícios econômicos à comunidade, se desenvolvido de forma coerente.

Uma preocupação ambiental se reflete na ausência de coletores de lixo. É necessário se pensar que a inexistência deste, poderá provocar uma degradação ao meio ambiente e poderá destruir a imagem do produto trilha janela da gindiba. Por isso, é importante atentar sempre para a limpeza e conservação do lugar, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos moradores.

Todos estes fatores citados acima, devem ser levados em consideração quando se pretende planejar a trilha como principal produto do ecoturismo de Itacaré. Esta pode ser uma alternativa de melhorar a qualidade de vida dos moradores, como também pode ser uma alternativa de atrair turistas fora do período de alta estação, buscando soluções para a sazonalidade inerente a atividade turística. Considerando tais conclusões, percebeu-se a importância da elaboração de ações correlatas que servem de base para o desenvolvimento sustentável do produto Trilha Janela da Gindiba no município de Itacaré- BA.

Continua.... Parte 2

 

 

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