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Plano Estratégico de
Marketing da Trilha Janela da Gindiba – Itacaré, Bahia - Jun/05 |
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Parte 2
3. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO
3.1 MATRIZ DE CRESCIMENTO E PARTICIPAÇÃO DO BOSTON
CONSULTING GROUP (BCG)
A matriz de crescimento e participação BCG busca estabelecer o posicionamento
competitivo de um produto frente aos outros, estabelecendo uma relação entre
participação no mercado e crescimento do mercado.
Os produtos
recebem denominações específicas representadas por quadrantes chamados de
estrelas (produto com crescimento e participação altos no mercado);
interrogações (crescimento alto e participação baixa no mercado); vacas
leiteiras (crescimento baixo e participação alta no mercado) e animal de
estimação (crescimento baixo e participação baixa no mercado). Esses quadrantes
podem ser melhores visualizados na figura 04.

Fonte: Alcaniz, et al (2000, p. 360) e adaptação
própria.
Figura 04- Matriz de Crescimento e de Participação do BCG.
Estas quatro
fases podem ser interpretadas de modo que o resultado dessa interpretação seja a
estratégia mais eficiente e segura para se consolidar os produtos e serviços de
cada destino, bem como para a tomada de decisões em quais segmentos e produtos
se deve investir, quais devem ser mantidos, quais devem ser lançados, dentre
outras.
De acordo com os propósitos deste trabalho, cuja análise está voltada para o
município de Itacaré, tem-se a seguinte situação atual envolvendo seus produtos.

Figura 05- Matriz de Crescimento e de
Participação dos Produtos do município de Itacaré
Atualmente o
produto que o município dispõe com grande participação no mercado de alto
crescimento é o produto praia e sol. Apesar de possuir destinos turísticos
próximos que competem com o mesmo produto como os município de Ilhéus e
Canavieiras, ainda existe uma demanda muito grande pelas belíssimas praias e
pelas praias particulares que lá existem. Contudo é importante enfatizar o seu
diferencial ecoturístico, porque um destino deve oferecer muito mais que isso,
ou seja, deve-se buscar trabalhar outras potencialidades.
Como produto
que ainda possui uma baixa participação no mercado, mas que está se consolidando
como um produto de alto crescimento, tem-se a trilha Janela da Gindiba, um dos
produtos ecoturísticos que o município apresenta como uma grande oportunidade de
se tornar no futuro uma estrela, pois, Itacaré vem despontando como um
importante pólo ecoturístico da Bahia. E a medida que for crescendo, sua
participação no mercado também aumentará tornando o segmento ecoturismo um
grande catalizador de receitas. Diante disso, tornam-se vantajosos os
investimentos neste setor, pois possibilitará grandes retornos.
O artesanato
configura-se no município um produto com alta participação no mercado, visto que
os turistas sempre gostam de levar alguma lembrança dos locais por onde passam.
Por outro lado, é um mercado de baixo crescimento, pois não existem grandes
empresas, indústrias ou associações de moradores especializadas na fabricação
dos mesmos, não existindo também grandes novidades ou inovações de produtos. Na
maioria das pequenas lojas, encontram-se camisetas, chaveiros, miniaturas,
berimbaus, enfim, não se expande, não se inova, não se cresce.
Por fim, tem-se
o animal de estimação caracterizado por um produto de baixo crescimento e com
baixa participação, ou seja, não gera muitas receitas e necessita de recursos. É
o caso do camping em Itacaré que atualmente não é mais considerado um produto
relevante, visto que nos espaços antes destinados para essas áreas são
construídos grandes hotéis e pousadas. São poucos os que ainda se aventuram a ir
para Itacaré em busca de camping, este segmento vem decrescendo cada vez mais,
não sendo dessa forma um bom negócio investir, visto que a especulação
imobiliária é cada vez mais crescente e comercialmente não existe nenhuma razão
para mantê-lo, sendo o camping em alguns anos eliminados do mercado.
3.2. MATRIZ DOS ATRATIVOS DE MERCADO E POSIÇÃO
COMPETITIVA DA GENERAL ELECTRIC E MCKINSEY
A matriz dos atrativos de mercado e de posicionamento competitivo da General
Electric e McKinsey, também chamado de modelo da cartera1 (figura 06), busca
determinar o posicionamento competitivo dos atrativos turísticos e a importância
desses atrativos em três níveis: alto, médio e baixo/forte, média e fraca. São
considerados na análise da importância dos atrativos (vertical) fatores como
flutuações econômicas, tamanho do mercado, competidores, taxa de crescimento,
etc; e a posição competitiva (horizontal) busca estabelecer qual produto possui
uma melhor participação no mercado, enfocando a lealdade dos clientes, um melhor
sistema de distribuição, dentre outros.

Fonte: Alcaniz, et al (2000, p. 363).
Figura 06- Matriz del atractivo mercado-posición competitiva (General Electric/McKinsey)
Alcaniz et al
(2000, p. 363) expõe o que representa e qual a finalidade de cada espaço da
figura, em seus diferentes níveis:
Lãs três celdas de la parte superior izquierda (1, 2 y 4) representan los
productos más atractivos, en los que destino debe invertir o crecer. Las celdas
diagonales que se dirigen de la zona inferior izquierda a la superior derecha
(3, 5 y 7), indicam los productos que poseen un atractivo moderado.Las tres
celdas de la zona inferior derecha (6, 8 y 9) representan los productos menos
atractivos, cin pocas possibilidades y en los que es aconsejable limitar la
inversió o desinvertir. Em se tratando do município de Itacaré, de acordo com as
características expostas, tem-se:

Figura 7 - Matriz dos atrativos
de mercado e posicionamento competitivo do produto trilha janela da gindiba no
município de Itacaré
De acordo com a
figura 7 o principal atrativo de mercado com uma forte posição competitiva é o
produto sol e praias. Apesar do município oferecer outros atrativos e estar
despontando como um pólo ecoturístico do interior da Bahia, o sol e as
belíssimas praias que o município possui ainda continua ocupando lugar de
destaque e de grande preferência dos turistas.
Outros produtos
que merecem investimentos pelas possibilidades de crescimento, são as trilhas
ecológicas de Itacaré, em especial a trilha janela da gindiba que no momento
possui um posicionamento competitivo médio, mas é considerado um alto atrativo
de mercado apresentando tendências de no futuro alcançar a liderança do destino,
pela sua diversidade e beleza.
O rapel, também
é um atrativo que se destaca em função do grande potencial ecoturístico do
município e das grandes áreas naturais existentes. O rapel é um produto de
atratividade média, com forte posicionamento competitivo visto a variedade de
trilhas, cachoeiras e espaços apropriados para o desenvolvimento deste, além
disso, cresce a cada ano o número de turistas que visitam Itacaré pelas práticas
ecoturísticas.
Dentre os
produtos que possuem uma atratividade moderada destacam-se o patrimônio
histórico, o artesanato e a prática do surf. O patrimônio histórico é
considerado um alto atrativo de mercado, visto as necessidades nos dias atuais
de valorização e preservação da cultura local frente à globalização, com o
intuito de fortalecer a identidade da comunidade de Itacaré. O que demonstra
preocupação é que esse produto ocupa uma posição competitiva fraca em relação a
outros produtos que a cidade oferece, pois, não existem grandes investimentos
neste setor e não existe preocupação do trade turístico em preparar a comunidade
para a convivência com outras culturas e outros valores. O artesanato por sua
vez, ocupa uma posição mediana no destino e também de atratividade de mercado. É
um setor considerado com poucos investimentos, mas que traz benefícios para a
população local, pois muitos turistas sempre levam recordações dos lugares por
onde passam, destinando dessa forma, uma parcela de sua renda na compra de
camisetas, miniaturas e/ou outros artefatos característicos da cultura local. A
prática do surf é considerado um atrativo moderado com forte posicionamento
competitivo, visto que em período de alta temporada são realizados campeonatos
dessa categoria, caracterizando com crescente o número de jovens que visitam
Itacaré Poe esse motivo. Sendo assim, devem-se realizar investimentos neste
setor em virtude de sua considerável procura.
Por fim, têm-se
os atrativos que no momento possuem poucas possibilidades de se tornarem
competitivos e o camping. Dentre os três produtos apresentados destaca-se que o
rafting, as festas noturnas em Itacaré mesmo com sua expansão limitada e com
investimentos pequenos, ainda são considerados como oportunidades de obtenção de
benefícios. O que definitivamente representa um baixo atrativo de mercado, não
sendo considerado competitivo, é a prática do camping, cuja tendência é ser
eliminado do mercado por falta de demanda e áreas, visto que estas estão sendo
vendidas para grandes empresários para construção de grandes hotéis e resorts.
4. ESTÁGIO EM QUE SE ENCONTRA A TRILHA JANELA DA
GINDIBA NO DESTINO ITACARÉ
Quanto ao estágio em que se encontra o produto trilha tem-se, o ciclo de vida da
área turística. Este ciclo é composto pelos estágios de exploração - visitado
por um pequeno número de turistas. Nesse estágio, a atração é que o lugar
permanece sem modificações causadas pelo turismo. Envolvimento - as comunidades
devem decidir se querem estimular o turismo e qual seu tipo e escala. Surge
nesse estágio, uma área de mercado podendo ser criadas pressões sobre o poder
público para que forneça infra-estrutura e controles institucionais. Segundo
Cooper et al (2001, p.149) "Aqui, o envolvimento da comunidade deveria garantir
que se respeitem os limites de capacidade de carga localmente determinados e que
os princípios sustentáveis sejam introduzidos". Desenvolvimento - grande número
de visitantes são atraídos chegando a igualar ou exceder o número de habitantes
em períodos de alta estação. A organização do turismo pode mudar a partir do
momento em que o controle sai das mãos locais e passam para empresas de fora.
Estas podem ter interesses diferentes dos objetivos da comunidade local, podendo
ocorrer problemas se as estruturas de tomada de decisão forem frágeis.
Consolidação - o local está inserido complemente na indústria do turismo, com
atividades comerciais e de lazer. Estagnação - o produto não está mais em
evidência, por já ter sido freqüentado por números máximos de turistas. Este
estágio é dependente de visitas repetidas de alguns turistas mais conservadores.
Sendo assim, são necessários grandes esforços promocionais para manter o número
de visitas. Configura-se também, problemas ambientais, sociais e econômicos.
Declínio - os visitantes buscam outros produtos, outras destinações. Deve-se
nesse estágio, buscar revitalizar as visitas procurando novos mercados e novos
usos dos produtos. Renovação - neste estágio, deve-se proteger os mercados
tradicionais ao mesmo tempo que se busca novos mercados e produtos. Isto pode
reduzir a sazonalidade e combater a dependência do segmento em declínio no
mercado.
Dentre todas
essas fases, acredito que a trilha janela da gindiba se enquadraria na fase de
envolvimento, porque de acordo com a explicação de Cooper et al esta fase
caracteriza a existência de uma área de mercado, com o poder público buscando
controles institucionais. Exemplo disso, foi a iniciativa de criação das APAs e
de instrumentos legais buscando fiscalizar o uso do espaço natural. Contudo,
nessa fase o envolvimento da comunidade deve garantir que se respeitem os
limites de capacidade de carga localmente determinados e que os princípios
sustentáveis sejam introduzidos, mas, é importante destacar que a comunidade
ainda não está engajada no processo. Diante desse fato, acredito que a trilha
não poderia estar numa fase de desenvolvimento. O município de Itacaré, de uma
forma geral poderia se enquadrar nesta fase (de desenvolvimento), pois recebe um
grande número de turistas, além de possuir uma estrutura de tomada de decisão
frágil, que na maioria das vezes encontra-se nas mãos dos empresários de fora,
cujos interesses não são compatíveis com as necessidades da população local.
5. MARKETING MIX DO PRODUTO TRILHA JANELA DA GINDIBA
Marketing mix é um conjunto organizado de variáveis necessárias para o
desenvolvimento do plano de marketing. Esta fase configura-se pela inter-relação
das mesmas para fazer levar às ações planejadas a diversas atividades que
conformam o produto turístico. Para Balanzá e Nadal (2003, p. 119) o marketing
mix é: É o conjunto de quatro atividades ou variáveis operacionais que se
desenvolvem do seguinte modo: cria-se um produto ou serviço, seu preço é
definido, o produto ou serviço é comercializado mediante uma boa distribuição e
é comunicada a sua existência.
Diante do que foi exposto foi criado o marketing mix para o produto trilha
Janela da gindiba no município de Itacaré.
Produto: trilha Janela da gindiba com um percurso de aproximadamente 1.300m,
sendo que deste 440m passam por uma típica roça baiana, onde há um bonito
coqueiral e um pequeno sistema agroflorestal- SAF e 850m são dentro do
remanescente de mata atlântica. A duração da caminhada é de 2 horas, com níveis
de dificuldade leve sendo acessível a pessoas de qualquer idade.
A trilha faz parte do programa Floresta Viva/IESB e está situada na APA Itacaré-
Serra Grande. Possui uma variedade de animais silvestres e espécies vegetais
como árvores centenárias- gindiba (que possui uma janela natural), Angelim,
conduru, massaranduba, caneleira, sapucaia entre outras.
Preço: De acordo com pesquisas realizadas com as demais trilhas do município
verificou-se que o preço é acordado em R$ 25,00. Este valor tende a cair quanto
maior for o número de pessoas que visitam (em grupo ou excursões).
Como uma estratégia de preço, sugere-se o valor de R$ 20,00, incluso água de
côco no retorno. Os nativos devem sempre pagar a metade desse valor, pois os
mesmos não possuem condições financeiras para destinar uma parcela para tal fim,
além do mais a renda per capita do município é baixa.
Distribuição: a distribuição do produto é realizada por agências de viagens,
internet, hotéis, pousadas, folders. Torna-se necessário se ter pontos de vendas
específicos para a trilha como estratégia de tornar o produto conhecido por toda
a comunidade.
Comercialização: a comercialização do produto será realizada pela televisão
regional e se possível nacional, rádio (FM), internet, eventos, jornal e
Bahiatursa, em função do seu papel no novo plano de desenvolvimento turístico
nacional de divulgador dos produtos.
6. MISSÃO
Transformar a Trilha Janela da Gindiba num produto principal dentro das
potencialidades turísticas que o município de Itacaré apresenta, visto que esta
possui um diferencial natural que merece ser mostrado aos turistas, buscando
alternativas sustentáveis de utilização, proporcionando satisfação ao turista e
benefício para a comunidade local.
7. OBJETIVOS/METAS
• Do ponto de vista econômico, pretende-se criar uma alternativa de geração de
renda, maximizando os benefícios gerados pela atividade proporcionados pelo
efeito multiplicador através do desenvolvimento do ecoturismo;
• Do ponto de vista social, pretende-se contribuir para uma melhor qualidade de
vida dos nativos de Itacaré;
• Do ponto de vista cultural, pretende-se através do desenvolvimento da
atividade turística fortalecer a cultura local com a preocupação da preservação
e a fixação da identidade da comunidade de Itacaré, através de um trabalho de
educação ambiental;
• Do ponto de vista medioambiental, pretende-se promover o desenvolvimento
ecoturístico de forma auto-sustentável;
• Do ponto de vista do turista, pretende-se proporcionar momentos de lazer e
satisfação, agregando experiências novas para que este goste e divulgue o
município de Itacaré.
8. PROPOSTAS ESTRATÉGICAS PARA O PRODUTO TRILHA JANELA
DA GINDIBA NO MUNICÍPIO DE ITACARÈ- BA
Busca-se nesta fase, apresentar algumas estratégias relacionadas aos aspectos
que permeiam a trilha, objetivando colaborar com uma melhor administração da
mesma bem como inseri-la no contexto da atividade turística de forma mais
competitiva.
Como foi observado no decorrer deste trabalho, existem alguns fatores que
precisam ser melhorados e implementados para proporcionar o arranque do produto
em questão.
Inicialmente se destaca a necessidade de criação de postos de informações
específicos para a trilha, com transporte fazendo linha, pois ainda não existe
no município. Por ser Itacaré uma cidade de pequeno porte, será necessário
apenas um ponto no centro da cidade e os demais em municípios vizinhos que
possuem características turísticas. Fica evidente a necessidade de se ter uma
postura bastante agressiva e ousada no que tange a distribuição do produto no
mercado. Atualmente a distribuição da trilha é bastante limitada a agências de
viagens, não atingindo todas as parcelas da população.
Como foi dito a renda dos nativos de Itacaré é relativamente baixa, não sendo
suficiente para destinar parcelas da mesma em atividades de lazer. Em virtude
disso, buscou-se como estratégia a criação de uma carteirinha do nativo para
obtenção do desconto de 60% nas atividades turísticas do município. Como exemplo
de cidade que já realiza esta prática com sucesso, tem-se a cidade de Porto
Segura-Ba. Esta se configura numa estratégia para fazer com que a comunidade
local participe do processo do desenvolvimento turístico, tendo oportunidade
também de conhecer o próprio patrimônio do qual ela faz parte, buscando diminuir
a distorção entre turismo e a comunidade local.
Outro aspecto
observado, refere-se a inexistência de um sistema integrado e organizado de
trilhas no município. Atualmente existem 8 trilhas ecológicas catalogadas no
município de forma independente. Por isso, propõe a criação de um "circuito de
trilhas" que integre a trilha janela da gindiba com as demais, visto que cada
uma possui seu diferencial. A estratégia é deixar de ser um sistema competitivo
para se transformar num sistema integrado de trilhas, proporcionando pacotes de
preços mais baixos para aqueles que desejam fazer todo o "circuito". Essa
estratégia fará com que os turistas passem mais tempo na cidade, alimentando
dessa forma a economia local.
Para aqueles
turistas que não tenham o interesse de visitar todas as trilhas do município,
tem-se como estratégia pacotes vendidos nos próprios postos de distribuição,
integrando a trilha Janela da gindiba com outros produtos existentes em Itacaré
como trilha + praia; trilha + cachoeira; trilha + cultura local; trilha + rapel
e assim, sucessivamente num pacote integrado.
São vários os
motivos que fazem com que o turista se desloque para a janela da gindiba, o
contato com a natureza, a necessidade de caminhada fuga do estresse da vida
urbana, necessidade de ouvir o canto dos pássaros e deslumbrar das belezas do
animais (bicho preguiça, pássaros variados, etc) além de conhecer as centenárias
árvores da região, com seus diferenciais. Diante desses interesses, busca-se
desenvolver um projeto de educação ambiental que envolva além das escolas, os
bairros, igrejas, associações, setores público e privado, e o próprio turista.
Através da educação ambiental se buscará sensibilizar toda a população do
respeito que deve existir no que concerne a capacidade de carga da trilha, bem
como o uso de sacolas individuais para colocar restos de merendas que geralmente
são deixados pelos turistas.
Tendo em vista
que a trilha possui apenas um guia, surge a necessidade de se treinar outras
pessoas, de preferência pessoas ligadas a fazenda, pois já possui conhecimento
desde sua criação, como a esposa e os filhos de "Seu Beca". Essa é uma
estratégia para que seja mantida as raízes do local, com a alma do local. Se for
colocado como sucessor uma pessoa que não seja da fazenda a trilha não terá o
mesmo sentido, visto que um dos seus diferenciais é a forma de interpretação
feita pelo guia. Em função da idade de "Seu Beca", torna-se necessário se pensar
nesta questão desde já.
Como o acesso a
fazenda apresenta níveis de trepidação e buracos mais fundos em alguns trechos,
se propõe que o poder público busque alternativas para estabelecer boas
condições de acessibilidade, como, por exemplo, colocar brita ou areia tendo em
vista que a estrada é de chão, não devendo asfalta-la para não descaracterizar o
ambiente.
Por fim, se
propõe a criação de uma comissão para o monitoramento permanente na APA Itacaré
- Serra Grande, onde fica localizada a trilha Janela da gindiba, através dos
órgãos competentes, IESB e membros do programa MPE, com o apoio da comunidade
local, como estratégia de garantir a recuperação do ecossistema, evitando que
este seja fragilizado através do uso inadequado.
9. ORÇAMENTO
O orçamento é um levantamento ordenado de dados e valores econômicos necessários
à execução de um plano de marketing. Esses valores devem ser medidos e estudados
cuidadosamente a fim de garantir a aplicação das ações propostas, bem como se
deve registrar os resultados esperados do desenvolvimento das atividades.
10. IMPLEMENTAÇÃO E CONTROLE
Esta fase de implementação e controle é desenvolvida a partir do momento em que
as estratégias de marketing já estão elaboradas. Consiste no desenvolvimento das
ações planejadas, com avaliações periódicas de seus resultados, com o objetivo
de monitorar as atividades em desenvolvimento. Torna-se necessário também,
estabelecer medidas de controle com o intuito de descobrir possíveis falhas na
aplicação do plano, ou ocorrência de modificações não estabelecidas. A fase de
controle é desenvolvida em todas as fases de implantação do plano estratégico de
marketing, buscando fiscalizar as atividades programadas e propor correções na
presença de inevitáveis erros.
REFERÊNCIAS
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Estratégias de Desarrolo. Ed. ESIC- Escuela Superior de Gestion Comercial y
Marketing. Madris, 2000.
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Secretaria da Cultura e Turismo. Fevereiro e Agosto de 2002.
BALANZÁ, Isabel Milio e NADAL, Monica Cabo. Marketing e Comercialização de
Produtos Turísticos. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.
BERENSTEIN, Symona Gropper. Ecoturismo e Comunicação: quem não se comunica se
trumbica. Salvador, Secretaria da Cultura e do Turismo, 2002 (Coleção Selo
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BOITEUX, Bayard; WERNER, Maurício. Promoção Entretenimento e Planejamento
Turístico. São Paulo: Aleph, 2002.
COOPER, Chris; FLETCHER, John; WANHILL, Stephen; GILBERT, David e SHEPHERD,
Rebecca. Turismo, Princípios e Prática. Tradução Roberto Cataldo Costa. 2 ed.
Porto Alegre: Bookman, 2001.
LAGE, B.H.G.; MILONE, P.C. Economia do Turismo. 7 ed. Ver, e ampl. - São Paulo:
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Informações sobre o município de Itacaré. Disponível em http//www.itacare.com.br.
Consultado em 16 de outubro do ano de 2003.
EMBRATUR. Informações Econômicas do Turismo. Disponível em http//
www.embratur.gov.br/economia/introdução.asp. Consultado em 16 de outubro do ano
de 2003.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. Informações sobre o município
de Itacaré. Disponível em http//www.ibge.com.br. Consultado em 10 de outubro do
ano de 2003.
Autores:
Prof.
Marcelo Santana Silva
Professor da Faculdade de Tecnologia e Ciências e Faculdade da Cidade do
Salvador. Aluno Especial do Mestrado em Turismo e Cultura – UESC-Ilhéus-BA
Prof.
Fábio Matos Fernandes
Professor da Faculdade de Tecnologia e Ciências – Jequié-BA
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