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A Importância do
Planejamento para a Prática da Atividade Turística em Áreas de Proteção
Ambiental - Jun/03 |
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INTRODUÇÃO
O Turismo Sustentável pode ser compreendido como um segmento do Turismo que tem
apresentado altos índices de crescimento, sendo uma tendência atual. Isso
implica em uma demanda crescente de turistas para áreas naturais, em busca de um
maior contato com a natureza.
Nestas áreas, o turismo pode ser considerado como uma ferramenta de conservação
dos recursos naturais existentes. Então, como conservar estes recursos e, ao
mesmo tempo, tornar viável a crescente prática do turismo sustentável?
O equilíbrio para este impasse pode ser obtido através de um planejamento
consciente, que consiste em ordenar as ações do homem sobre o território,
buscando a preservação das áreas naturais através de estratégias de
desenvolvimento turístico sustentável.
Uma das grandes opções de áreas naturais são as Áreas de Proteção Ambiental.
Estas são áreas que por possuírem relevantes atributos ecológicos, necessitam de
uma maior proteção para seus recursos e o turismo sustentável nestas áreas
poderia ser implantado com a ajuda de estratégias de desenvolvimento turístico.
Este tema somente recebeu uma maior atenção das pessoas na década de 70 (Ansarah,
2001), e atualmente, vêm sendo direcionado ao turismo com a intenção deste
transformar-se em uma ferramenta de conservação dos atrativos naturais.
1. TURISMO SUSTENTÁVEL
Segundo Sartor (1977, p. 19), "o turismo é considerado um fenômeno ligado à
civilização moderna. É entendido como uma atividade temporal do homem fora de
sua residência habitual, por razão diferente daquela de exercer uma atividade
remunerada".
O turismo, com o passar dos anos, evoluiu com o avanço tecnológico que
proporcionou meios de transporte mais rápidos e confortáveis e, também, com a
Revolução do Trabalho que proporcionou o aumento de tempo livre, férias e maior
renda.
Atualmente, para Ansarah (2001, p. 30),
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"o estudo do turismo deve ser direcionado para o desenvolvimento
sustentável, conceito essencial para alcançar metas de desenvolvimento sem
esgotar os recursos naturais e culturais nem deteriorar o meio ambiente.
Entende-se que a proteção do meio ambiente e o êxito do desenvolvimento
turístico são inseparáveis". |
Desta forma, surge o conceito de turismo sustentável que é aquele que ocorre em
harmonia com a natureza e que visa a conservação dos recursos naturais para as
gerações futuras. Segundo Swarbrooke (2000, p. 19):
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Formas de [práticas do] turismo que satisfaçam hoje as necessidades dos
turistas, da indústria do turismo e das comunidades locais, sem comprometer
a capacidade das futuras gerações de satisfazerem suas próprias
necessidades. |
O turismo sustentável apresenta vários benefícios para o ambiente natural. Para
Swarbrooke (2000, p.14), ele estimula uma compreensão dos impactos do turismo
nos ambientes natural, cultural e humano; incorpora planejamento e zoneamento
assegurando o desenvolvimento do turismo adequado à capacidade de carga do
ecossistema; demonstra a importância dos recursos naturais e culturais e pode
ajudar a preservá-los.
O turismo sustentável deve garantir a proteção dos recursos naturais das áreas e
também gerar renda para as mesmas, a fim de tornar esta preservação possível.
2. PLANEJAMENTO CONSCIENTE
Segundo Ansarah (2001, p. 66), o planejamento "consiste em um conjunto de
atividades que envolvem a intenção de estabelecer condições favoráveis para
alcançar objetivos propostos. Ele tem como objetivo o aprisionamento de
facilidades e serviços para que uma comunidade atenda seus desejos e
necessidades".
O planejamento turístico deve ordenar as ações do homem sobre o território a fim
de evitar que este cause danos irreparáveis para o meio ambiente, através de
construções inadequadas que destruam a atratividade da área e também, dos
impactos ambientais como pisoteamento excessivo, poluição e acúmulo de lixo.
Este planejamento deve ser ecologicamente suportado, direcionar o comportamento
dos turistas para a educação ambiental e capaz de gerar benefícios, tanto
econômicos, quanto ambientais.
Deve também respeitar áreas frágeis, desenvolvendo o controle da capacidade de
carga de cada uma delas. Este controle serve para limitar o número de turistas
por dia, mês e ano que cada área pode suportar antes que ocorram danos
ambientais. O cálculo da capacidade de carga é feito da seguinte forma:
Número
de turistas (dia/estação/ano)
Hectare ou acre
Fonte: Haymond, citado por Ruschmann (1997, p.116)
Calcula-se o número de turistas pela totalidade de pernoites dos visitantes em
determinada área ou em determinado equipamento turístico.
3. ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL
As áreas de proteção ambiental estão inseridas em um sistema maior, denominado
de Unidades de Conservação - UC.
Este sistema abrange, segundo a Revista Visão e Ação (2000, p. 65), "um elenco
de categorias de manejo que protege toda a diversidade de ecossistemas do país,
bem como a diversidade de ambientes cênicos e de belezas naturais, o patrimônio
genético, as espécies raras ou em perigo de extinção, e outros aspectos naturais
e culturais".
As Unidades de Conservação estão divididas em duas categorias: as Unidades de
"Proteção Integral" e as Unidades de "Uso Sustentável".
As primeiras possuem o objetivo de preservar a natureza, sendo admitido apenas o
uso indireto de seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos na lei.
Engloba as seguintes categorias de manejo:
- Estação Ecológica;
- Reserva Biológica;
- Parque Nacional;
- Monumento Natural;
- Refúgio da Vida Silvestre.
Destas, apenas nas três últimas tipologias a visitação é permitida, desde que
sujeita às normas do Plano de Manejo.
A outra categoria das UCs é de "Uso Sustentável", cujo objetivo é o de
compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável dos seus recursos
naturais. Essa tipologia engloba as seguintes categorias de manejo:
- Área de Proteção Ambiental;
- Área de Relevante Interesse Ecológico;
- Floresta Nacional;
- Reserva Extrativista;
- Reserva de Fauna;
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável;
- Reserva Particular de Patrimônio Natural.
Todas estas áreas podem ser utilizadas para o uso racional dos recursos
naturais, podendo, dessa forma, desenvolver o turismo sustentável.
A atividade turística nestas áreas gera tanto impactos ambientais positivos
quanto negativos. Os primeiros podem ser alencados como: sustentação econômica
da área, aumento da oferta de atividades de lazer e recreação e aumento da
fiscalização. E os segundos como pisoteamento excessivo, depredação da flora e
da infra-estrutura, desaparecimento da fauna em razão do braulho e aumento do
lixo.
Assim, o turismo deve ser capaz de minimizar os impactos negativos a fim de
proteger e conservar os recursos naturais protegidos através de um planejamento
consciente e ordenado que busque benefícios para a área.
4. PROPOSTAS DE PLANEJAMENTO TURÍSTICO SUSTENTÁVEL PARA
ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL
A criação de áreas de proteção ambiental e demais áreas naturais protegidas tem
sido um dos principais elementos de estratégia para a conservação da natureza,
tendo como principal objetivo a preservação de espaços com atributos ecológicos
importantes.
O Planejamento para estas áreas protegidas possui diversas finalidades já
citadas como, a preservação e conservação dos recursos naturais e o ordenamento
do uso da terra.
Neste item duas estratégias para o planejamento das áreas protegidas serão
citadas, a do autor Hawkins (1995) e a do autor Molina (1998).
O objetivo do autor Hawkins é de criar uma estratégia para estas áreas que
desejam melhor administração para os turistas.
Esta estratégia implica em avaliar a situação atual da área, determinar o
turismo desejado e identificar os passos para concretizá-lo e escrever um
documento sobre a estratégia escolhida.
Existem três fases que constituem o processo de criação de uma estratégia
ecoturística para uma área protegida, que são:
1ª Fase - Avaliar a situação atual
Esta fase é responsável pela coleta de informações, começando com o exame da
área (recursos naturais, infra-estrutura, sistema de visitação e quadro de
funcionários).
Estas informações podem ser obtidas através de pesquisa de fontes primárias, de
entrevistas e de coleta de dados de fontes secundárias. Estas fontes de
informações podem ser: autoridades e funcionários da área, autoridades e
documentos governamentais, comunidades locais, setor privado e representante da
indústria do turismo e organizações conservacionistas.
2ª Fase - Determinar o nível de turismo desejado e criar um plano
Esta fase constitui-se de um workshop formado por um grupo heterogêneo, com o
objetivo de analisar a atual situação do turismo na área, decidir como ela pode
ser aprimorada e criar um plano para isso.
O grupo procurará chegar a um consenso sobre o número desejável de turistas e de
atividades turísticas na área. Deve haver um equilíbrio entre interesses
diversos, tais como a conservação dos recursos naturais, a promoção do
desenvolvimento sustentável nas comunidades locais, a melhoria da balança
comercial e o enriquecimento da experiência dos turistas.
Após isso, uma estratégia turística deve ser criada que deverá consistir de um
plano de ação que estabeleça os passos necessários para se obter e gerenciar o
nível desejado de turismo. Esta estratégia deverá incluir uma lista de
atividades necessárias para desenvolver o turismo no parque.
O workshop tem quatro objetivos:
- reunir representantes de vários setores em torno de metas que promovam o
desenvolvimento da indústria do turismo na área;
- criar um elo entre os grupos e formar uma comissão turística para a área;
- identificar o melhor programa para o desenvolvimento do turismo;
- determinar a estratégia para viabilizar esse programa.
3ª Fase - Escrever um documento sobre a estratégia turística
Uma vez que o grupo determina uma estratégia, é preciso que alguém seja indicado
para registrar, publicar e divulgar as informações. Pois dessa maneira a
estratégia turística poderá chegar ao conhecimento de várias fontes potenciais
de recursos financeiros, doadores e investidores que possam oferecer assistência
técnica para a administração do parque a fim de viabilizar a estratégia.
A estratégia turística preencherá outra função: tornar-se-á o plano turístico
oficial da área. Todo incremento ou atividade turística deverá seguir as
diretrizes estabelecidas no plano.
O objetivo do autor Molina (1998) é de criar uma metodologia para o
desenvolvimento de áreas protegidas. Esta metodologia chama-se Limites
aceitáveis de Mudança (LAC).
Esta metodologia é um sistema para a administração e o manejo de áreas
protegidas, a partir do reconhecimento do impacto que gera todo o uso humano nos
ecosssistemas.
Os princípios do LAC são os seguintes:
- a administração adequada está em função dos objetivos, ou seja, definir com
clareza os objetivos que serão seguidos;
- a diversidade dos recursos e circunstâncias sociais são inevitáveis nas áreas
naturais, o qual obriga a planejar seu desenvolvimento de modo único;
- a administração é influenciada pelas mudanças induzidas pelo homem,
conseqüentemente a origem da aceitação ou rejeição por parte dos visitantes
encontra-se em decisões humanas que afetam a administração de uma área;
- os impactos nos recursos e nas circunstâncias sociais são uma conseqüência
inevitável do uso humano; conseqüentemente a ênfase deve ser orientada não para
a prevenção do impacto, mas para a administração das mudanças, tendo em vista
aquilo que é aceitável;
- são diversas as variáveis que condicionam a relação uso/impacto de uma área;
conseqüentemente deve-se fazer um panorama completo das relações biofísicos e
sociais antes de realizar um plano de manejo.
- uma grande quantidade de problemas relacionados à administração não depende do
uso intensivo de uma área, mas aquela deve às soluções errôneas até a vantagem
das oportunidades.
- o limite de uso de uma área é uma das várias opções para sua administração,
geralmente é uma decisão contraditória com as possibilidades de uso que esta
oferece.
- o monitoramento é essencial na administração profissional, porque permite
conhecer as atuais condições e ajuda a identificar ações para resolver
problemas;
- a tomada de decisões deve separar as decisões técnicas dos julgamentos de
valor, entendendo como parte do primeiro tipo o projeto de um centro de
visitantes e do segundo tipo as facilidades que a área deve oferecer.
A metodologia do LAC reconhece que a mudança é natural e inevitável, e também
uma conseqüência dos usos e funções que o homem atribui às áreas naturais.
As mudanças aceitáveis não surgem somente de uma perspectiva técnica e
exclusivamente científica produzida pelos administradores e investigadores, mas
também surgem da visão da Comunidade. A seqüência das etapas que formam o
sistema de planejamento LAC são os seguintes:
1) Identificar inquietudes e oportunidades. Esta fase consiste em determinar o
valor ecológico, histórico, recreativo, turístico ou educativo da área, e também
identificar as necessidades e preocupações da Comunidade, os usos da terra, as
condições da área e os impactos negativos e positivos que se registram.
2) Definir e descrever as classes de oportunidades. Nesta etapa são
estabelecidas as atividades que são possíveis desenvolver-se com a definição das
áreas específicas nas quais podem ser impulsionadas.
3) Selecionar indicadores biofísicos e sociais. Os indicadores fornecem
informação específica sobre o que está acontecendo em cada parte da área
protegida. Entre os indicadores biofísicos se encontram os que permitem conhecer
as condições do solo, da vegetação, da água, ... Os indicadores sociais se
referem ao número de visitantes, atividades que são desenvolvidas, tamanho dos
grupos, número de acampamentos,...
4) Inventário das condições atuais. Neste estágio o comportamento histórico dos
indicadores biofísicos e sociais será registrado, feito exame de aproximadamente
dez anos precedentes até o presente ou o momento em que o desenvolvimento da
área é planeado.
5) Especificação de Padrões. Nesta etapa se decidem as mudanças aceitáveis
através da definição de padrões para cada parte ou porção territorial da área
protegida. Os padrões a serem especificados são de tipo biofísico e de caráter
social, de acordo com o item 3.
6) Identificar alternativas para as classes de oportunidades. Consiste no manejo
específico que se dará a diferentes porções territoriais da área, portanto
implica em um zoneamento em que um manejo específico é atribuído a cada zona.
7) Identificação de ações de manejo. Estas ações resultam no contraste dos
padrões atuais e os padrões desejados. Para alcançar o padrão desejado requer-se
uma série de ações que devem ser programados e avaliados em termos de
efetividade.
8) Seleção de alternativas. Nesta etapa do processo efetua-se uma seleção de
alternativas preferidas, das ações consideradas mais adequadas pelos
profissionais, pelos visitantes e pela Comunidade. Entre os critérios a
considerar para selecionar as ações estão: povos afetados, praticidade, custos,
potencial dos conflitos.
9) Implantação da alternativa selecionada e monitoramento. Nesta etapa os
esforços dirigem-se para a instrumentação das ações e para a medida dos
resultados obtidos. Implica em capacitar os monitores, decidir quais indicadores
serão medidos e criar os sistemas de registro.
Cada vez mais as áreas naturais estão ficando escassas no mundo. Mas atualmente
as pessoas estão preocupadas com o futuro do meio ambiente e estão à procura de
conservação dos recursos naturais para a qualidade de vida das gerações futuras.
Estas áreas naturais vem sendo procuradas e visitadas pelas pessoas que desejam
ter um maior contato com a natureza. Desta forma, o turismo sustentável surge
como uma ferramenta de conservação dos recursos naturais e como uma opção
econômica para facilitar e tornar real esta preservação.
Mas o turismo sustentável somente poderá ser fomentado nestas áreas, se estas
possuírem um planejamento consciente e ordenado, capaz de causar o mínimo
impacto ambiental possível.
De nada adianta implantar um planejamento turístico sustentável nas Áreas de
Proteção Ambiental se os administradores e os turistas não possuírem um
conhecimento da importância e dos benefícios da prática do turismo.
O turismo nestas áreas implica em um planejamento ordenado e sustentável para
assim auxiliar na conservação e preservação dos recursos naturais possibilitando
a geração de renda para a área através do fomento do turismo.
CONCLUSÃO
Não há dúvidas de que as áreas naturais do mundo devem ser preservadas para que
existam, no futuro, espaços não modificados pelo homem.
Estes espaços naturais podem ser utilizados para a prática da atividade
turística, se possuírem um planejamento consciente. Este planejamento se faz
necessário para evitar os danos ambientais sobre os meios visitados e manter a
atratividade dos recursos para o futuro.
O fomento do turismo sustentável juntamente com o planejamento ordenado dos
espaços, dos equipamentos e das atividades turísticas, podem gerar renda para a
área contribuindo assim para a preservação de seus recursos naturais relevantes
e garantindo a conservação e proteção dos mesmos através do controle dos
turistas.
As áreas protegidas constituem-se em um dos principais instrumentos para
garantir a continuidade de espaços naturais primitivos, ou seja, sem a ação do
homem, no planeta e sua importância baseia-se em preservar estes espaços para a
qualidade de vida das gerações futuras.
Existem vários tipos de unidades de conservação ambiental, como Reservas
Ecológicas, Áreas de relevante interesse ecológico, Parques Nacionais, Reservas
Extrativistas, Florestas Nacionais, além das Areas de Proteção Ambiental.
Estas são unidades de conservação destinadas a proteger e conservar a qualidade
ambiental e os sistemas naturais ali existentes, visando à melhoria da qualidade
de vida da população local e também objetivando a proteção dos ecossistemas
regionais.
Por se tratar de áreas mais complexas que exigem uma maior conservação devido a
seu alto valor ecológico, estas áreas necessitam de um planejamento mais
rigoroso e seguido à risca.
O planejamento deve estar bem estruturado para atender os objetivos das APAs
necessitando, assim, de um rigoroso controle e supervisão constante feito por
profissionais.
Este planejamento pode ser obtido através de estratégias que foram apresentadas
no trabalho, como as de Hawkins (1995) e Molina (1998). Hawkins visa criar uma
estratégia para melhorar a administração da área para os turistas, portanto
implica em avaliar a situação atual da área, escolher o turismo desejado e
também apto para colocar em prática na área e registrar a estratégia.
A estratégia de Molina (1998) visa uma melhor administração para a própria área
protegida. Portanto, implica em determinar os valores ecológicos e os impactos
positivos e negativos da área, as atividades que poderão ser desenvolvidas,
ações de manejo e monitoramento na área.
As Áreas de Proteção Ambiental assim como qualquer outra Unidade de Conservação
Ambiental podem usufruir deste planejamento turístico sustentável, se tomadas as
precauções necessárias, como o controle da capacidade de carga da área para os
turistas.
O Turismo sustentável deve ser uma ferramenta que, além de conservar as áreas
naturais possa auxiliar economicamente nas melhorias das áreas e também ajudar a
conscientizar as pessoas da importância do planejamento ordenado da prática
turística na Área para evitar danos ambientais.
Desse modo, o trabalho atingiu seus objetivos ao determinar a importância do
planejamento consciente para o fomento do turismo sustentável nas Áreas de
Proteção Ambiental conceituando cada um destes itens, apresentando estratégias
de desenvolvimento turístico .
Para um planejamento consciente das áreas naturais protegidas, as duas
estratégias deverão ser colocadas em prática, tendo em vista que tanto os
profissionais e administradores quanto os turistas possuem a obrigação de não
deixar este planejamento somente no papel.
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