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Portal
Turístico - Uma proposta viável para o Distrito Federal -
Ago/04 |
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Empresas de
turismo legalizadas e informais cometem o exercício ilegal da profissão de Guia
de Turismo.
É possível evitar problemas causados pela informalidade e desregulamentação do
setor turístico com a implantação do Portal Turístico. Quais a conseqüências que
a informalidade traz?
A profissão de Guia de Turismo é a única ainda do trade turístico que está
regulamentada sob a lei nº 8.623, de 28 de janeiro de 1993, dispõe sobre a
profissão de guia de turismo e dá outras providências, portanto aqueles que
praticam está profissão sem serem devidamente credenciados pela Embratur estará
sujeita a “Lei 3.688 das Contravenções Penais de 03 de outubro de 1947, que fala
sobre o exercício ilegal de profissão ou atividade, em seu Art. 47 - Exercer
profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as
condições a que por lei está subordinado o seu exercício: Pena - prisão simples,
de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa.”
Com a implantação do Portal Turístico o Distrito Federal ganhará um instrumento
capaz de ajuda no controle, fiscalização, organização, informação do turismo
aqui da Capital do Brasil.
Com a informalidade do turismo o trade se vê em volta das agências clandestinas,
os riscos de viajar num ônibus não fiscalizado vêm à tona em acidentes, como o
que matou 13 brasilienses, segundo denúncias endossadas pela Abrati e pelo
Procon , veículos ilegais, usados diariamente no transporte entre cidades do DF,
fazem excursões nas férias e feriados. ‘‘Muitos desses veículos andam
clandestinos nas cidades e nas férias recebem uma pintura para pegar a estrada”,
o risco de comprar gato por lebre é diário, comprar um pacote para se hospedas
em um hotel e fica-se em casas com mais de 40 passageiros sem a mínima
privacidade, em caso de acidentes os passageiros ficam sem a mais variadas
coberturas (seguro vida, saúde e outras).
No Distrito
federal a indústria do turismo sente a influência de outros mercados
concorrentes, que estão investindo um maior número de recursos para aperfeiçoar
a oferta de produtos e serviços que satisfaçam os desejos e necessidades de seus
clientes, traduzindo estas ações em oportunidades de melhoria de todo o processo
turístico.
Durante muitas
décadas as potencialidades turísticas do Distrito Federal permaneceram
inexploradas principalmente pela falta de acesso e comunicação. Contudo, suas
posições geográficas privilegiada, facilita o deslocamento de todos aqueles que
quiserem chegar na capital do Brasil, pois o Distrito Federal está localizado no
centro do país; facilitando os deslocamentos, pois aqui se concentra a sede dos
poderes constituídos.
O presente
trabalho constitui um estudo e proposta de projeto de implantação de Portais
Turísticos nas entradas e saídas (receptivo e emissivo) do Distrito Federal, com
a supervisão da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, cuja finalidade é a
de orientar, informar, coordenar e fiscalizar ou orientar o fluxo de turismo
rodoviário da nossa cidade
Portal Turístico: porta principal, entrada e saída, mecanismo legal de controle,
organização, orientação e fiscalização do turismo, com esta definição e através
dos estudos acadêmicos baseado em vários referenciais teóricos turísticos,
propõe-se este projeto.
Pode-se justificar a implantação de um portal em função de uma acentuada melhora
na qualidade, no atendimento e nas informações turísticas, conseqüentemente a
melhora nos serviços: receptivo, emissivo, fiscalizativo, educativo,
informativo, de orientação, arrecadador de impostos e taxas para serem
revestidos em melhoria e estimulo a atividade turística.
Neste sentido
centram-se os objetivos deste projeto em que a comunidade turística possa colher
os frutos de seu trabalho. O potencial turístico do Distrito Federal ainda está
em desenvolvimento. O enfoque deste como instrumento de apoio ao turista e
também aos investidores interessados, assim como à própria comunidade local, à
iniciativa privada e ao poder público. Nossa intenção é a de demonstrar a
importância do conhecimento do mercado a fim de dar uma qualidade no setor
turístico.
Como objetivo
geral centra-se este trabalho a implantação de Portais Turísticos no Distrito
Federal. Já os objetivos específicos (a curto prazo) se dá através de ações que
visem conscientização dos políticos sobre a importância deste projeto;
conscientização do trade ; enviar à Câmara Distrital do Distrito Federal
proposta para criação de uma lei que regulamente a fixação dos portais
turísticos, além das normas de seu funcionamento, e propor ações que visem
conscientização dos consumidores;
Por último os
objetivos específicos (a longo prazo) que nada mais é o ato de orientar os
turistas que chegam ao Distrito Federal acerca dos atrativos, pontos turísticos
e dos serviços prestados pelo trade turístico; controle estatístico, números de
visitantes que entram e sai do Distrito Federal, quantidade de veículos e
turistas que deixam a nossa capital; fiscalizar as agências de turismo,
operadoras turísticas e transportadoras turísticas, verificando o cumprimento da
legislação em vigor e as deliberações normativas estabelecidas pela SETUR /
EMBRATUR ; coibir o turismo ilegal e informal, e servir como instrumento de
apoio ao turista e ao trade turístico.
Portal Turístico – regulamentação, serviços e
infra-estrura
O turismo desponta no Distrito Federal, assim como no mundo, como uma força
multiplicadora de empregos e geradora de divisas e renda interna. Segundo a
CODEPLAN , em outubro de 1999, na Pesquisa de Emprego e Desemprego, o Distrito
Federal registrava uma população economicamente ativa de 836.000 pessoas.
O Ministério do Trabalho e Emprego informa na Relação Anual de Informações
Sociais - RAIS, que o setor de turismo representa 3,31% da população
economicamente ativa, ou seja, 27.672 pessoas. Considerando-se que o setor
primário (agropecuário) representa 0,66%, o secundário (indústria de
transformação, construção civil etc) representa 7,85% e o terciário (comércio de
mercadorias, transporte, prestação de serviços, atividades sociais,
administração pública etc) responde por 91,49% da absorção de mão-de-obra, o
turismo é, efetivamente, uma alternativa viável e disponível para o
desenvolvimento econômico, social, político e cultural do Distrito Federal.
Vários estudos apontam o turismo como um fator de crescimento tanto de ordem
econômica como social. Também é primordial dotar o Distrito Federal de uma lei
para o turismo, consolidando-se uma política setorial e regional eficiente e
duradoura, demonstrando-se sua importância estratégica a fim de contribuir para
o crescimento e desenvolvimento econômico do Distrito Federal.
A história nos mostra a evolução que o turismo vem sofrendo ao longo dos anos,
entretanto, ainda se observa sua prática de forma amadora. Os estados e
municípios que já adotaram políticas e instituíram leis regulamentando o
turismo, começam a colher frutos e algumas experiências já estão sendo adotadas
nos moldes de países como a Espanha, que de fato vivencia e pratica o turismo
responsável e profissional.
Em matéria no Correio Braziliense, publicada no dia 14 de fevereiro do corrente
ano, intitulada “Ônibus fora da Lei”, demonstra de forma clara a informalidade e
descasos no turismo.
“...A agência clandestina na maior favela do Distrito Federal é uma amostra do
alcance das empresas piratas de transporte rodoviário interestadual no
Brasil...”.
“...Os riscos de viajar num ônibus não fiscalizado vêm à tona em acidentes, como
o que matou 13 brasilienses...”.
“...Segundo denúncias endossadas pela Abrati e pelo Instituto de Defesa do
Consumidor (Procon), veículos ilegais, usados diariamente no transporte entre
cidades do DF, fazem excursões nas férias e feriados. ‘‘Muitos desses veículos
andam clandestinos nas cidades e nas férias recebem uma pintura para pegar a
estrada...”.
“...Fraude: Muitas empresas que rodam clandestinamente levando brasileiros de um
estado para outro se escondem por trás de licenças dadas pela Agência Nacional
de Transporte Terrestre (ANTT) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os
documentos são conseguidos graças a uma artimanha: cadastradas como operadoras
de turismo, elas conseguem autorização para organizar excursões pelo Brasil...”.
“...maior atração para os passageiros que optam pelo serviço ilegal são os
baixos preços das tarifas — até 40% menores do que as oferecidas por empresas
permissionárias. O militar William Silva, 27, sentiu nas costas o prejuízo de
pagar mais barato por um pacote para Porto Seguro. Há três semanas, ele e dois
amigos viajaram nas cadeiras da sala de jogos (parte inferior) de um ônibus de
dois andares. ‘‘Faltaram poltronas. Ou a gente aceitava ir assim, ou perdia o
dinheiro...”.
Nos jornais locais, tanto televisivos como escritos são observadas denúncias de
consumidores que são lesados quase diariamente, por serviços mal prestados. A
não existência de leis específicas para o turismo e a falta de fiscalização
deste setor faz com que pessoas venham praticar o turismo de forma amadora e
irresponsável. Exemplos vistos em épocas de férias, onde ônibus sem as mínimas
condições de viajar, sem vistoria, sem manutenção e documentação necessária
transitam livremente pelas nossas rodovias, colocando em risco a vida de pessoas
que acreditam estar adquirindo pacotes turísticos de empresas idôneas e o
serviço de profissionais que elas acreditam estar preparadas e credenciadas. O
que se observa na prática é que o problema é mais grave do que se imagina, há
casos em que empresas legalizadas, pagadoras de impostos, ou seja atuando
conforme a legislação vigente, no ato da sua obrigação fim utiliza-se de
mão-de-obra não qualificada, com o objetivo de reduzir seus custos operacionais.
Além dos “empresários” sazonais que abrem suas “agências” coincidentemente em
períodos de alta temporada, visando tão somente o lucro fácil através da
ludibriação de pessoas que confiam em uma fiscalização que sabemos ser, no
mínimo, ineficiente.
Este projeto foi então desenvolvido para demonstrar a importância de se ter
mecanismos que assegurem o melhor aproveitamento de todas as etapas intrínsecas
à atividade do turismo, garantindo a geração de empregos bem como o aumento da
arrecadação de impostos e divisas para o Distrito Federal, contribuindo assim
com as questões sociais, pois pode propiciar uma melhor distribuição de renda e
conseqüentemente melhoria das condições da vida da população.
Devido à falta de uma política duradoura para o turismo, ou a omissão do poder
decisório “Poder executivo estadual ou municipal”, o que se vem observando é o
crescimento da informalidade onde pessoas que realizaram viagens a determinadas
localidades se acham capazes de organizar, contratar e promover excursões. A não
constituição de empresas legalizadas faz com que haja a diminuição na
arrecadação de impostos impossibilitando a geração de empregos diretos e
indiretos, acarretando a falta de investimentos por carência de recursos
advindos da prática do turismo.
Sugere-se que algumas medidas possam ser tomadas tanto pelo poder público como
pelo empresariado no que tange ao desenvolvimento do turismo no Distrito
Federal. O presente projeto visa à criação de Portais Turísticos nas vias de
acesso do Distrito Federal, com o objetivo de orientar, organizar e fiscalizar o
turismo de Brasília, ajudando assim no combate da informalidade e ainda uma
melhora na qualidade dos serviços prestada pelo trade turístico, nas informações
aos turistas que entram e saem do Distrito Federal.
Portal turístico uma proposta viável – estrutura e
funcionamento
As áreas funcionais do Portal Turístico serão de responsabilidade da SETUR e
estará subordinada a sua Presidência, tendo por competência planejar, dirigir e
coordenar atividades administrativas e operacionais em consonância com as
diretrizes da sua Presidência, definindo e implementando sistematicamente
instrumentos de planejamento administrativo.
No Portal Turístico, a área de produção define-se como sendo os meios empregados
e as tarefas executadas com a finalidade de atender, auxiliar, fiscalizar e
agilizar a demanda do turismo com eficiência, suprindo de forma efetiva as
necessidades do trade turístico do Distrito Federal, fornecendo o mínimo de
condições para consecução das obrigações imbuídas.
Estrutura do Portal Turístico
Para o bom funcionamento do Portal Turístico há necessidade de que o mesmo tenha
seções, onde as tarefas ficarão claras, precisa-se de uma seção de
fiscalização;controle do turismo; marketing; estatística; apoio ao turista e ao
trade turístico.
Competência do Portal Turístico
Será de competência a prestação de serviços de apoio e orientação ao turista,
fiscalização do turismo receptivo e emissivo, levantamento estatístico,
define-se como sendo um instrumento facilitador para que todo o aparelhamento do
Portal Turístico, satisfaça de maneira eficaz as necessidades coletivas do
turismo.
Atribuições: verificação da documentação pertinente das viagens; combate ao
crime do exercício ilegal da profissão de Guia de Turismo; solicitar,
eventualmente a Polícia Rodoviária Federal ou Militar para operações e
verificações em veículos turísticos; inspecionar diariamente os serviços que lhe
são afetos e determinar providências destinadas a corrigir falhas ou
deficiência;
Dos exemplos e modelos
Para uma melhor visualização e compreensão do que está sendo abordado neste
projeto, demonstraremos a seguir as figuras abaixo:

Na figura 01 vemos o modelo
da planta baixa dos Portais Turísticos, divididos em 6 (seis) cômodos da
seguinte forma: recepção, refeitório, copa, wc masculino / feminino e alojamento
1 e 2.

Na figura 02 vemos o modelo
da fachada do Portal Turístico, posição das viaturas e em cada portal terá um
símbolo de cada cartão postal do Distrito Federal ,

Figura 03 Adesivo de Identificação
Figura 03 apresenta os
adesivos e identificação do Portal Turístico, que deverão ser afixados nos
ônibus e vans logo da sua chegada ao Distrito Federal.

Nas figura 04 representa os
modelos das placas de sinalização e identificação do Portal Turístico, que
deverão ser colocadas nas rodovias de acesso e saída do Distrito Federal.

Na figura 05 apresenta o
modelo do colete que será usado por funcionários e fiscais dos Portais
Turísticos, visando assim uma melhor identificação daqueles que estarão
engajados neste projeto.

Na figura 05
ilustra os tipos de veículos (qualquer modelo: utilitário e passeio) que farão a
fiscalização móvel do Portal Turístico, caracterizados nas cores: azul e amarelo,
identificados como Portal Turístico Móvel, equipada com Giroflex, rádio de
comunicação e Notebook, utilizados na fiscalização móvel do Portal Turístico.

Figura 07:-Croqui das Rodovias
Na figura 07 apresenta
os desenhos das rodovias para a devida instalação dos portais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Espera-se, com a implantação do Portal Turístico, que a qualidade do turismo de
nossa cidade venha melhorar.
Não se podem admitir retrocessos neste novo século, pois já foi provado que
Nações = Países = Estados que desenvolveram uma política séria para o setor
turístico já estão colhendo frutos. Espera-se que através desta proposta haja um
redirecionamento do setor, tornando-o cada vez mais eficiente, de boa qualidade
e que este mostre a sua força na geração de empregos, impostos e transformação
social.
Não se podem admitir retrocessos em pleno século XXI, políticas duradouras devem
ser implantadas, profissionais do turismo precisam ser valorizados e utilizados,
pois observa-se que a informalidade impera no trade turístico.
Para que este projeto se torne uma realidade, tem-se certeza que esforços
enormes terão que ser tomados, principalmente no que se refere ao esforço
político, barreiras terão que se traspassadas, e uma delas é a “conscientização”.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
PETROCCHI, Mario: Planejamento e gestão / Mário Petrocchi. São Paulo: Futura
1998
ANGELI, Margarita . Planejamento e organização em turismo/ Margaritta N.Barreto
– Campinas, SP: Papirus, 7ª ed., 1995.- (Coleção Turismo)
Bissoli, Maria Ângela Marques Bissoli. Planejamento turístico municipal com
suporte em sistema de informações./ Maria Ângela Marques Bissoli. – São Paulo:
Futura, 1999.
PETROCCHI, Mário. Planejamento e Gestão. São Paulo: Futura, 1998.
Andrade. Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho cientifico:
elaboração de trabalhos na graduação / Maria Margarita de Andrade. – 4 ed. – São
Paulo: Atlas, 1999.
FACULDADE DA TERRA DE BRASÍLIA. Curso de turismo com ênfase em
ecoturismo.Sistema para implementação do trabalho de conclusão de curso. Recanto
das Emas, DF, 2003.
BOTION.Michelle. Banco de dados do turismo UNIOESTE/Michelle Botion. - Mailton:
michellebotion@hotmail.com
Autor:
Samuel Pereira da Silva
Guia de Turismo Credenciado pela Embratur
Graduado em Turismo com Ênfase em Ecoturismo
Faculdade da Terra de Brasília – FTB
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