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Nosso melhor produto de
exportação - Mar/04 |
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Em pleno século 21, não precisamos de caravelas ou de "Cabrais" atravessando
oceanos para descobrirmos a terra brasilis com toda a sua beleza, extensão e
dimensão.
Hoje a tarefa é outra: a de redescobrir o que temos de melhor em nosso País, ou
seja, criatividade, potencial e vocação para o turismo. E, para isso,
necessitamos de investimento maciço em promoção e marketing, entre outras
coisas, feito de modo estratégico, planejado e ordenado.
Redescobrir o Brasil é um projeto ousado, mas não impossível. E é saboroso
quando temos a ousadia como estímulo e meta a ser atingida. Dá mais vontade
ainda de articular, de sair investindo, capacitando, profissionalizando e
conscientizando, principalmente o poder público e a sociedade de modo geral, de
que o produto final - que é o Brasil - é um destino turístico que dá certo.
Mesmo quem nunca foi marqueteiro ou publicitário, mas tem uma visão de futuro e
um certo patriotismo, vê o Brasil como um produto (e dos bons) a ser vendido, no
bom sentido, é claro. Daí vem a necessidade do desenvolvimento da atividade
turística e a mobilização dos profissionais do trade e de todos os envolvidos,
no sentido de ser criativo o suficiente para conseguir criar os 1,2 milhão de
empregos que tornaram-se bandeira do Ministério do Turismo e do Governo Federal.
E não pára por aí não: a proposta é trazer para cá 9 milhões de turistas
internacionais, que gerariam US$ 8 bilhões de dólares de receita (uau!). E ainda
fazer com que 60 milhões de brasileiros, turistas nacionalíssimos, viajem pelo
seu próprio País, movimentando o turismo interno. E por aí vão as metas e
objetivos nem um pouquinho fáceis, diga-se de passagem.
Para fazer dar certo, o foco tem de estar centrado na especialização e na
capacitação da mão-de-obra, que criariam mais e mais empregos, fortalecendo e
transmitindo a consciência de que o turismo é, sim, um produto de consumo.
E como produto de consumo, deve haver investimentos na promoção para sua melhor
e mais eficaz venda, busca de recursos para saneamento, educação
profissionalizante, propaganda, marketing, conscientização, enfim. Deve-se
incentivar o turismo de lazer, negócios e eventos, alavancar o turismo da
terceira idade, descobrir segmentos a serem ampliados.
Devemos acreditar que a contribuição do turismo para o País será - além do tão
necessário aumento nos níveis de emprego e renda - o alargamento de divisas com
a promoção comercial do turismo brasileiro em outros países e aqui dentro mesmo.
E falo da boa propaganda do País.
Temos de acreditar também no nosso potencial e diferencial, que são a riqueza e
a diversidade cultural, gastronômica, musical, arquitetônica, a
biodiversidade... Enfim, não temos só praias, coqueiros e outras tantas coisas
boas e bonitas que qualquer Caribe ou Polinésia Francesa da vida também têm.
O nosso melhor produto de exportação é realmente o turismo. Portanto,
redescobrir o Brasil nunca foi tão ousado e ao mesmo tempo tão gostoso e
estimulante.
Autora:
Márcia Tuna é jornalista e assessora de imprensa da Frente Parlamentar de
Turismo na Câmara e do Grupo Gestor Turismo-Brasil, na parceria entre as
Comissões de Turismo do Senado, Câmara e Sistema CNC-Senac-Sesc
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