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Soft Opening ...
Estratégia em Hotelaria - Fev/04 |
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Na concepção da idéia de constituição de uma unidade hoteleira, dois fatores de
suma importância se contrapõem, nos projetos de construção e operacionalização,
independentemente do porte do empreendimento.
Para o desenvolvimento das obras, o fluxograma será cumprido, conforme a
disponibilidade financeira do empreendedor e para tanto esse arranjo demandará
perfeita sintonia do arquiteto, com o mundo da hotelaria, ou a presença de um
consultor para assessorá-lo. A arquitetura hoteleira, ainda não dominada por
muitos profissionais, apresenta facetas capazes de se transformarem em
armadilhas para os inexperientes e mais afoitos.
Ao abrir as portas, colocando em operação todo o complexo construído, o então
hoteleiro estará diante de um dos mais difíceis conjuntos empresariais de se
fazer funcionar, tal a multiplicidade de arranjos interdependentes e
inter-relacionados, cuja aderência e entrelaçamento só se consegue após um lapso
de tempo, com perfeito acompanhamento, orientação e treinamento, para que haja
eficácia nos resultados.
Diante disso, temos então, duas frentes de discussão: construção e operação. O
abrir de forma lenta e gradativa um hotel, não se reporta tão somente à vontade
de seu responsável maior, mas sim a uma estratégia inteligente de implantação de
um empreendimento que não só exige cuidados para sua criação, mas vai exigir
atenções especiais durante toda sua existência para que sua missão, visão e
objetivos possam ser plenamente consumados.
O arranjo físico de uma estrutura hoteleira compreende num geral, a existência
de áreas específicas e áreas comuns ao uso dos hóspedes, visitantes e
colaboradores. Portanto, a constituição das mesmas deve primar por um
desenvolver de tal ordem, que as obras de edificação de uma, não venham a
impactar a utilização da outra, caracterizando-se aí a aplicação do soft opening
na construção. Essa estratégia, propiciará o início das operações, sem atropelos
de obras e o início de faturamento, capaz de gerar algum suporte financeiro à
complementação do projeto.
Através do marketing, o mesmo se aplicará na promoção de abertura, com a
composição de um tarifário de atração e investimento para a divulgação
boca-a-boca, ainda a melhor forma de disseminar o conhecimento de um produto,
partindo da experimentação, principalmente daqueles capazes de fazerem a opinião
do público em geral.
Asseguramos que em hotelaria, cada vez mais, firma-se o conceito de que: as
pessoas é que fazem a diferença; mas quem são essas pessoas? São os clientes
internos, os colaboradores responsáveis por superar todas as expectativas, da
razão de ser da existência da empresa: os clientes externos, hóspedes ou não,
tendo em vista a utilização cada vez maior das estruturas hoteleiras, para
diversos fins, além da hospedagem.
A capacidade de visualização dessas necessidades por parte dos envolvidos nos
projetos, será o ponto de partida para idealização de um cronograma, capaz de
gerar a convergência de todos os fatores de interferência, na constituição
física, na formação do quadro de pessoal ideal em quantidade e qualificação,
para a culminância de todo o conjunto destinado à oferta de produtos e serviços
no mercado do fenômeno turístico, cercado de todas as comodidades exigidas pelos
que fazem acontecer em todo o mundo, a indústria do tempo livre.
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