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Como viajar com animais
de estimação - Ago/00 |
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Se
você vai viajar e não tem com quem deixar seu animal
de estimação, ou simplesmente não dispensa a
companhia do bichinho, não precisa se
preocupar: obedecendo a algumas regras do
Ministério da Agricultura - que regulamenta o
transporte de animais - e das empresas aéreas, você
pode viajar com seu gato ou cachorro até junto
da poltrona.
Na
Varig, por exemplo, se o animal couber em uma gaiola
de 41 cm X 36 cm X 33 cm, ele pode ir debaixo da
poltrona de seu dono.
Se
o bicho for grande demais, o proprietário paga pelo peso e ele
é despachado no compartimento de cargas.
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Mas a companhia deixa claro que o embarque do bichinho deve ser
avisado com 48 horas de antecedência e que apenas um animal
por classe é aceito, ou seja, embarca um na primeira classe,
um na executiva e outro na classe econômica. O animal não
pode ser solto no interior do avião.
A Air France também permite ao passageiro levar um animal de menos
de 5 quilos no interior do avião, dentro de gaiolas especiais
e bem arejadas. Se ele ultrapassar esse peso, o dono deve
efetuar reserva e adquirir bilhete de transporte no
compartimento especial.
A TAM, por sua vez, só aceita animais no compartimento de cargas e
pede que eles sejam sedados antes do embarque.
Desde 1.º de junho, a companhia norte-americana Continental
Airlines passa a oferecer um programa especial para transporte
de animais grandes como carga
- os pequenos podem continuar viajando com seus donos. Denominado
Quickpak, o serviço garante que o animal seja entregue no
mesmo dia e inclui uma equipe de funcionários treinados para
cuidar dos bichos em qualquer hora do dia ou da noite e
ambiente com controle de temperatura. A empresa exige certificado
de saúde do animal.
Carteirinha
Não basta atender às especificações de peso e tamanho pedidas
pelas companhias. Antes mesmo de procurá-las e reservar o
lugar do bichinho, junto do assento ou no compartimento de
carga, o dono deve munir-se da carteira de vacinação do
animal e dirigir-se à seção especializada do Ministério da Agricultura,
no Parque da Água Branca (Rua Ministro de Godói, 310), que
atende de segunda a sexta-feira, das 14 às 17 horas.
O ministério exige apenas a vacina contra a raiva, mas o veterinário
Aloisio Gelsi, especialista em pequenos animais, recomenda que
sejam dadas doses contra cinomose, hepatite, leptospirose,
parvovirose, influenza - a gripe deles - e coronavirose. "É
melhor prevenir com todas essas vacinas, pois muitas vezes eles
vão para ambientes bem diferentes de onde estão acostumados a
viver", alerta.
O ministério, então, vai expedir a Guia de Trânsito Animal (GTA),
com validade de cinco dias. Mesmo que embarque logo e a viagem
seja curta, o proprietário do animal vai ter de repetir o
procedimento na volta, partindo de qualquer lugar do mundo.
Vale lembrar que a GTA pode ser solicitada no Aeroporto
Internacional de Guarulhos - que conta com veterinário - , mas
se a documentação estiver errada ou incompleta, o animal não
embarca. Melhor resolver tudo antes.
Com a autorização resolvida e permissão da companhia aérea,
alguns cuidados antes do embarque podem dar um vôo tranqüilo
e seguro ao bichinho. "Uma fralda descartável de criança
resolve se o animal não tiver lugar para fazer xixi e nada de
alimentá-lo com comidas pesadas", ensina o veterinário Aloisio
Gelsi. "E para o bichinho relaxar, receitamos um remédio em
gotas à
base de acepromazina."
Para transportar animais domésticos (cães e
gatos) dentro do território brasileiro, é exigida a guia de
transporte animal (GTA). A guia tem validade de sete dias, para
apenas um sentido da viagem, e pode ser obtida gratuitamente no
Serviço de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura ou com
veterinários credenciados pelo ministério. Para viagens internacionais, é exigido o
certificado zoosanitário internacional (CZI), emitido gratuitamente
pelos postos do Ministério da Agricultura e com validade de oito
dias, apenas para um sentido da viagem.
Nos dois casos é necessária a apresentação de um atestado de saúde,
fornecido pelo veterinário no máximo três dias antes da emissão
da GTA ou do CZI, e do comprovante de vacinação anti-rábica, para
animais com idade acima de quatro meses, com o nome do laboratório
produtor e número de partida da vacina, que deve ser aplicada num
período mínimo de 30 dias e máximo um ano.
Ministério da Agricultura - Informações
(11) 251-0400
Avião
Os
passageiros que pretendem levar seus animais de estimação
em viagens aéreas têm de ficar atentos às normas dos países
de destino e das companhias. Os animais devem viajar dentro
de recipiente adequado a seu tipo e tamanho que seja à
prova de fuga ou vazamentos. Fêmeas em período de gestação
não são aceitas pelas empresas.
O viajante deve fazer uma reserva para o animal com no mínimo
48 horas de antecedência. No embarque, é necessário ter
um atestado de sanidade animal, fornecido pela Secretaria
Estadual de Agricultura, por algum posto do Departamento de
Defesa Animal, ou pelo veterinário.
Os animais são geralmente transportados no compartimento de
cargas. Eles podem viajar na cabine apenas em casos muito
especiais - e com o pagamento de uma taxa suplementar. Estas
regras não valem para cães treinados acompanhando
deficientes visuais, que podem viajar dentro da cabine, sem
taxa extra.
As companhias aéreas exigem que o animal tome um calmante
quando viajar junto do dono na cabine. O passageiro tem de
apresentar a receita veterinária, com a dose de
tranquilizante e o horário em que ele deve ser aplicado.
Ônibus
Não
existe regra para o transporte de animais em ônibus. Em
geral, as empresas aceitam apenas animais de pequeno porte,
desde que estejam em recipientes adequados.
O transporte só é permitido se o animal estiver com a
vacinação em dia, com comprovação em caderneta, e se o
passageiro apresentar a guia de transporte animal (GTA),
obtida nos postos do Ministério da Agricultura.
Navio
As
companhias geralmente não permitem que passageiros
embarquem com animais de qualquer espécie ou tamanho. As
exceções são para cães treinados que guiam deficientes
visuais.
No navio Queen Elizabeth 2, da Cunard Line, há um canil e
os passageiros podem levar seus animais de estimação. A
taxa para o transporte é de US$ 500 para cachorros, US$ 300
para gatos e US$ 200 para pássaros.
Trem
As
condições para o transporte de animais variam de acordo
com a companhia de trem e a legislação do país. Algumas
empresas não permitem que passageiros embarquem com animais
de qualquer espécie ou tamanho. Em outras, pequenos animais
podem viajar de graça, e os maiores pagam metade da tarifa
de segunda classe.
Os animais devem estar em contêiners especiais ou com
coleira e focinheira. Cães que servem de guia a portadores
de deficiência visual normalmente são aceitos nos vagões
sem o pagamento de taxas adicionais.
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