Dicas de Saúde para antes de sua viagem

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Existem doenças que sejam mais comuns entre os viajantes?
Existem como por exemplo a diarréia. Fora de casa, é sempre pior, até porque o turista precisa de liberdade para curtir o seu roteiro – e o desarranjo intestinal vai limitar os movimentos. É quando surge o dilema: deve-se tomar remédios para deter o frenético trânsito intestinal? Use o bom senso: se der para segurar por conta própria, não tome nada, pois a diarréia, em geral, é limitada. Se a crise estiver inviabilizando a viagem, tome um remédio capaz de reduzir o fluxo – Imosec, por exemplo. Agora, o sinal de alerta começa a piscar quando a diarréia persistir por três dias e vier acompanhada de febre e sangue nas fezes. Nesse caso, você precisa (urgente!) de cuidados médicos.

Quais os remédios que devo levar na frasqueira para emergências?
Segundo especialistas de Medicina do Viajante, o kit básico de viagens é feito de remédios que você já toma (calcule com atenção a quantidade necessária, pois não vai ser possível comprá-los com receita brasileira no exterior); antitérmicos (para a febre); antiinflamatórios (para dores); antieméticos (para enjôos); remédios específicos para controlar crises de diarréia; pastilhas de cloro (para esterilizar a água) e preservativos (você sabe pra quê). Se levar medicamentos de faixa preta, carregue junto um relatório médico, em inglês, justificando-os. Você poderá ter problemas de pressão, tentando se explicar junto ao serviço de imigração...  

É realmente imprescindível fazer um seguro saúde antes de cair na estrada?
É sempre prudente, especialmente se a viagem for para o exterior. Um tratamento de canal em um dentista de Montreal ou uma perna quebrada em Paris podem custar mais caro do que suas passagens aéreas. Há diversas alternativas no mercado. A maioria dos chamados seguro-viagem inclui apenas assistência médica e hospitalar. Mas também há os que chegam a oferecer tratamentos odontológicos e os que dão até uma verba para medicamentos. Fique atento para os tipos de seguro oferecidos pelas empresas – dependendo da categoria, você poderá ter um teto para o gasto. Seja qual for a escolha, há uma exclusão de praxe: nenhum plano de assistência médica temporária cobre problemas de saúde decorrentes de doenças preexistentes.

Existe algum repelente eficiente para  um bando de mosquitos?
Só quem passou uma noite se estapeando para repelir o zumbido insistente desse bando sabe confirmar o seu poder de arruinar uma viagem – sem falar na capacidade de transmitir doenças. E não é qualquer repelente que é capaz de fazê-los bater em retirada. Dica: use aqueles à base de permetrina (Kwell, por exemplo). Se forem aplicados diretamente nas roupas, aumentam a proteção. Nas barracas de camping, telas impregnadas com essa substância também ajudam a manter mosquitos (e outras armas semelhantes de zumbir e picar) a quilômetros de distância. Já os produtos que contêm DEET, embora sejam potentes repelentes, não devem ser passados na pele sob exposição ao sol.

Meus pés incham em viagens prolongadas. O que faço?
Quem tem problemas de circulação sofre dentro do ônibus ou avião em viagens prolongadas. O problema é do sistema circulatório. É que em uma viagem aérea ou rodoviária normalmente convida à imobilidade numa poltrona por muitas horas. E essa é a pior posição para quem tem problemas circulatórios, varizes ou deficiências renais. O líquido acumula nas pernas e o resultado é o edema. Em casos extremos, pode ocorrer a chamada trombose venosa, que causa muita dor e exige tratamento médico urgente. Conselho dos médicos: mesmo em aviões (e a sugestão vale para viagens terrestres também), procure andar a cada duas horas. Nos grandes jatos, com dois longos corredores, dá para fazer uma boa caminhada. Para mulheres grávidas, que ainda suportam sobre as pernas o peso da barriga, o risco de inchaço é maior.

Afinal, qual é a melhor maneira de combater um mal estar com as diferenças de fusos horários?
Evitar o mal-estar causado pela diferença de fusos horários, é praticamente impossível, sobretudo quando se atravessa mais de quatro fusos. O pior é no sentido leste-oeste, isto é da Europa para o Brasil. Uma maneira de amainar os efeitos é, desde o dia da chegada, tentar seguir o horário da região visitada. Almoce na hora do almoço, mesmo que para você ainda esteja na hora do café da manhã. A única arma química eficiente conhecida é a melatonina – um hormônio sintético vendido sem receita médica, inclusive no exterior. Recorrer a esse remédio, porém, exige obediência a um ritual de horários. Tomemos por exemplo uma viagem de São Paulo para Paris, cidades que têm cinco horas de diferença entre si. Nesse caso, você deve engolir o primeiro comprimido no dia anterior à viagem e outro no dia do embarque, à mesma hora. Chegando a Paris, deve tomar um terceiro comprimido uma hora antes dos horários anteriores – mas pelo fuso brasileiro, ou seja, 23 horas depois. Repita a operação nos três dias seguintes, sempre antecipando uma hora em cada dia. Pronto: você conseguiu tirar as cinco horas de diferença. É o caminho mais curto, embora ainda impreciso, para trazer seu corpo para o país de visita. A dificuldade para dormir é muita? Aumente a dose de melatonina exatamente quando cair na cama. O sol também pode ajudar. Meia hora de sol sobre o rosto no momento de despertar, quando a diferença é de até cinco horas, e uma hora à tarde, quando o fuso é de seis, também funcionam como uma “corda” para o seu relógio biológico.