O turismo cultural é motivado pela busca de
informações, de novos conhecimentos, de interação com outras
pessoas, comunidades e lugares, da curiosidade cultural, dos
costumes, da tradição e da identidade cultural. Esta atividade
turística tem como fundamento o elo entre o passado e o presente,
o contato e a convivência com o legado cultural, com tradições que
foram influenciadas pela dinâmica do tempo, mas que permaneceram;
com as formas expressivas reveladoras do ser e fazer de cada
comunidade. O turismo cultural abre perspectivas para a valorização
e revitalização do patrimônio, do revigoramento das tradições, da
redescoberta de bens culturais materiais e imateriais, muitas
vezes abafadas pela concepção moderna. Os locais de turismo, por sua vez, criam possibilidades para a revitalização da identidade cultural, da preservação dos bens culturais e das mais ricas tradições. Em suma, as atividades turísticas geram mecanismos de sustentabilidade e espaços propícios às expressões culturais. Um povo se define antes e tudo pela sua cultura e a gastronomia é um dos aspectos culturais de um povo. A gastronomia, assim como a viagem, é um inimigo da rotina. É curiosa e tem um senso universal. Não fosse a curiosidade e uma necessidade básica nossa de experimentar, degustar, provar, descobrir, agregado à capacidade de nossos cinco sentidos, não teríamos hoje a riqueza e a arte da boa mesa. Uma viagem através deste universo é a satisfação de uma de nossas necessidades mais importantes. Na era pré-histórica, o homem se alimentava de pequenas raízes e frutos, até perceber a necessidade de se defender de grandes feras. Para isto, criou armas capazes de defendê-los e uma vez matando seu inimigo, o provaram. Do Egito, passando pelo Império Romano até a época da renascença, a importância e progresso das refeições foram se transformando e se refinando e hoje, a gastronomia é parte da herança cultural. A principal preocupação da arte de cozinhar é proporcionar o máximo de prazer a quem come. Além disso, o ato de comer tem um sentido simbólico para o homem. Toda cozinha tem a marca do passado, da história, da sociedade, do povo e da nação à qual pertence. Cozinhar é uma ação cultural que nos liga sempre ao que fomos, somos e seremos e, também, com o que produzimos, cremos, projetamos e sonhamos. Ao associarmos turismo cultural e gastronomia podemos perceber que estas duas “atividades” correm lado a lado, transportando o visitante de descoberta em descoberta. O Turismo Gastronômico está diretamente ligado ao prazer e à sensação de saciedade adquirida através da comida e da viagem. Algumas regiões aproveitam-se de sua cultura, história e tradições e se divulgam através da gastronomia, lançando um produto turístico distinto que também é parte integrante do turismo cultural como os roteiros gastronômicos.
A Gastronomia, sendo uma das manifestações
culturais mais expressivas é um grande pólo de atração de fluxos
turísticos e constitui um dos eixos do turismo cultural, além de
viabilizar e universalizar a troca humana e o convívio entre
culturas, costumes e hábitos distintos. |