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Dicas para aproveitar melhor suas viagens de
trem - 08/02 |
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Não pague a mais pela classe executiva
A primeira classe do trem não equivale à do avião.
Apesar de possuir assentos mais largos e maior espaço
para esticar as pernas, um bilhete de primeira classe
pode custar 60% mais caro que um bilhete de segunda o
que vale a pena! |
Em alguns trens de alta velocidade ou de grandes distâncias,
as refeições estão incluídas para quem viaja na
primeira - mas podem ir de um lanche a um prato com
vinho e sobremesa, caso do Eurostar de Londres a Paris
. Faça as contas para poupar dinheiro
O preço de um bilhete de trem pode ser mais salgado
do que o de avião. Coloque na conta os extras.
(Reservas, US$ 10 por trecho; taxas adicionais para
trens de alta velocidade, de US$ 8 a US$ 30; ou para
trem-leito, de US$ 11 a US$ 150.)
Não é raro encontrar as tarifas aéreas mais baratas
do que as ferroviárias. Sem falar dos passes aéreos
para estrangeiros e as tarifas de empresas como Go
(www.go.com), Southwest (www.southwest.com) e EasyJet
(www.easyjet.com), que não servem lanches nem
drinques. É preciso ter em mente que ao contrário
dos aeroportos, as estações ficam em regiões
centrais - uma economia e tanto com táxi e ônibus.
Portanto, o ideal é pesquisar sempre a opção mais
em conta.
Descubra
se o sistema de trem funciona bem
Vale a pena verificar pois nada é pior do que
sacolejar em um vagão lotado e capenga. Caso da Índia,
por exemplo. Ali, apesar de o trem ser o principal
meio de transporte, a superlotação e os atrasos são
recorrentes.
O mesmo acontece na América do Sul que, para piorar,
ainda não apresenta linhas férreas integradas. Por
outro lado, nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália
e no Japão, andar de trem é prático e fácil. Na
Europa, coberta por mais de 200 000 quilômetros de
ferrovias, que interligam 27 países e 100 000
destinos, os trens também são uma ótima opção.
Alguns países são melhores que outros: enquanto na
França e na Alemanha, o passageiro pode se deslocar
de um lado para o outro em locomotivas de última geração,
em Portugal e na Grécia, a viagem é feita em carros
lentos e antigos, que não cobrem todo o território;
na Espanha, faltam linhas diretas entre lugares próximos;
e no Leste Europeu, as bitolas diferentes obrigam o
passageiro a fazer várias baldeações no percurso. Cuidado na
escolha do vagão
Esteja
atento ao vagão que ocupar. É que, principalmente na Europa, muitas
composições se dividem no meio do caminho, cada uma seguindo um rumo
diferente, e você pode acabar na cidade errada. Foi o que aconteceu
com uma amiga que, ao viajar da França para a Espanha acompanhada de
uma outra amiga. "Enquanto levantei para ir ao banheiro, a
composição se separou", diz. "Fui encontrar minha amiga
bem mais tarde, no albergue."
Outra coisa importante é verificar se o trem é para fumantes ou não
fumantes.Certa vez na Espanha, esqueci de verificar e viajei num vagão
para fumantes...nossa, é impressionante, parecia um trem a vapor
movido à cigarros!
Evite
as refeições a bordo
Comer no
trem custa caro. É por isso que tanta gente passa antes no
supermercado e se abastece de lanches e bebidas. Por outro lado, há
quem não abra mão de almoçar ou jantar romanticamente em um trem,
enquanto acompanha a mudança da paisagem pela janela. Dependendo do
trajeto, há desde carrinhos para comprar salgados e doces até vagão-restaurante
que serve lagosta e vinhos da melhor qualidade. Em algumas linhas, a
refeição está incluída no bilhete da primeira classe. E, por mais
que os europeus torçam o nariz para os fast-food, Big Macs e
McChickens já invadiram os trilhos. Há vagões McDonald's instalados
em trens como o que faz a rota de Genebra a Zurique!
Use
passes em viagens longas
Se você fizer mais de quatro trechos e se os destinos forem bem
distantes uns dos outros, os passes de trem compensam. A economia pode
chegar a 20% sobre o preço do bilhete unitário.
O raciocínio inverso é igualmente válido: se fizer poucas viagens
de trem, ou se elas forem muito curtas, compre as passagens
separadamente para cada trecho.
Há outras vantagens importantes para quem compra esses bilhetes
especiais. Eles garantem, por exemplo, descontos em hotéis, ônibus,
metrô, travessias marítimas e city-tours. Com o Eurailpass você
ganha bônus de 60% no ônibus que faz a Rota Romântica, na Alemanha;
de até 30% nas diárias dos hotéis da Rede Hilton; de 30% no preço
da travessia de barco entre a Itália e a Grécia e tarifas especiais
para aluguel de carros da Hertz.
Não
perca de vista as suas malas
Estatísticas
mostram que a possibilidade de ocorrer um acidente sobre os trilhos é
42,4% menor do que nas rodovias. Dentro dos vagões, porém, os
incidentes acontecem com maior freqüência. São basicamente casos de
furto. Como o entra-e-sai é constante, não descuide de seu dinheiro
e de seus documentos. Ao dormir com estranhos, mantenha a bagagem por
perto. Existem seguros que dão cobertura exclusivamente durante a
viagem de trem e custam a partir de US$ 5.
Durma
a bordo para economizar tempo
Ao contrário do que todo mundo pensa, dormir no trem não significa
poupar dinheiro. Mesmo que você use um passe, sempre é cobrado um
adicional para passar a noite a bordo - em média, US$ 11, em
poltronas; US$ 20, nos vagões-dormitórios (preço da diária num
albergue); e US$ 80 nas cabines privativas (quase o valor da diária
de um hotel três-estrelas!).
A grande vantagem de dormir no trem, porém, é poupar tempo. Enquanto
você sonha, avança algumas centenas de quilômetros e chega
descansado para curtir o dia seguinte
Leve
pouca bagagem
Nos Estados Unidos, os passageiros podem embarcar com até três malas
de 23 quilos cada. No Canadá, com duas de 26 quilos. Na Europa, não
há limite. Com poucas exceções: no Eurostar (França, Bélgica,
Inglaterra e Itália), por exemplo, são permitidas duas malas e uma
de mão. A tendência é abusar. Atenção: os vagões têm lugar
limitado. Assim, quando os compartimentos estão ocupados, deve-se
procurar outro carro - e rezar para ninguém sumir com seus pertences.
Além do mais, como cada passageiro carrega as próprias coisas,
quanto mais bagagem, mais difícil
o deslocamento: os corredores são estreitos e nem sempre há funcionários
para ajudar.
Cheque
a hora para não perder o trem
Quanto mais desenvolvido o lugar, maior a pontualidade do sistema
ferroviário. Em países como Índia, Tailândia e China, há boa
probabilidade de atraso. Mas na Europa, os trens são extremamente
pontuais, adotando horários quebrados e cumprindo-os à risca. Nem as
condições climáticas impedem o compromisso. Por isso, é bom chegar
à estação com vinte minutos de antecedência e não bobear durante
as paradas nas estações - até porque, quando se perde o trem, não
há devolução do valor da reserva, cobrada principalmente nas
composições de alta velocidade.
Aposte
nos mais novos
Os trens antigos costumam ter assentos mais duros e banheiros menores
- além de serem mais barulhentos e balançarem mais. Já as versões
modernas exibem um ajuste automático da poltrona, que é mais larga
do que a da classe econômica dos aviões e com muito mais espaço
para esticar as pernas. Alguns trens novos têm telefone público,
serviço de fax, telas individuais de vídeo, tomada para laptop, máquinas
automáticas de café expresso e até chuveiro nas cabines, caso do
espanhol Talgo. Enquanto isso, o lendário Orient Express, apesar de
reformado, não oferece aos passageiros a comodidade de um banho a
bordo - a higiene tem de ser feita em uma trivial pia de banheiro.
Tire
todos os vistos
Se
precisar atravessar um país para chegar ao seu destino final,
providencie o visto, mesmo que não pretenda ficar ali mais do que
cinco minutos. Muita gente foi posta para fora do trem por falta do
documento. Há outros cuidados importantes em uma viagem. Por exemplo:
fazer reserva na alta temporada.
Fique
de olho nas promoções para estudantes e idosos
Há
diversos descontos no preço de passagens avulsas e nos passes para
passageiros
especiais. Nos Estados Unidos, por exemplo, quem tiver mais de 62 anos
ou a carteira de estudante local e viajar com a Amtrak, a principal
empresa ferroviária do país, paga 15% a menos. No Canadá, maiores
de 60 anos têm entre 15% e 20% de abatimento e jovens com carteira
internacional, 25%. Na Europa, há passes mais baratos para menores de
26 anos (a economia supera 40%), que viajarem de segunda classe. Com o
BritRail, válido para a Grã-Bretanha, maiores de 60 anos pagam 20% a
menos e estudantes, 25%. Crianças também ganham vantagens, que
variam da cortesia para os muito pequenos à meia tarifa. Os descontos
valem para quem comprar os bilhetes no Brasil.
Experimente
as marias-fumaças
Há
diversas locomotivas a vapor fazendo trajetos curtos em todo o Brasil.
Elas ligam cidades como Campinas e Jaguariúna, em São Paulo (Tel.:
19/ 3207-3637); São Lourenço e Soledade de Minas (Tel.: 35/
3332-3011), e São João del Rey e Tiradentes (Tel.: 32/ 3371-8485),
em Minas Gerais; Bento Gonçalves e Carlos Barbosa (Tel.: 54/
451-2788), no Rio Grande do Sul; Tubarão e Imbituba, no verão, e
Urussanga, no inverno (Tel.: 48/ 622-0091), e Rio Negrinho e Rio
Natal, em Santa Catarina (Tel.: 47/ 633-6726). Com equipamento
moderno, há os trechos Curitiba a Paranaguá (Tel.: 41/ 323-4007);
Pindamonhangaba a Campos do Jordão (Tel.: 12/
243-2233) e Belo Horizonte a Vitória (Tel.: 31/ 3279-4389). Em
Pernambuco, veja o Trem do Forró (Tel.: 81/ 3423-5000) que vai do
Recife a Caruaru, com forrozeiros, em junho.
Conheça
os expressos de sonho
Há
viagens que são mais do que trajetos entre destinos. São a própria
viagem. Algumas ganharam fama pelo glamour da locomotiva. Outras,
pelos cenários espetaculares que atravessam. O exemplo dos exemplos?
O Orient Express, que, na verdade, faz rotas pela Europa, percorrendo
Paris, Londres, Veneza, Praga, Istambul etc. A empresa já estendeu os
serviços para a Ásia (Cingapura, Tailândia e Malásia), Austrália
(Sydney, Brisbane e Cairns) e Inglaterra. Há outros expressos como o
Orient: os africanos Rovos Rail e Blue Train, o indiano Palácio sobre
Rodas, o espanhol Al-Andalus Expreso (Interpoint, Tel.: 11/3081-9400 e
Queensberry, Tel.: 11/ 255-0211), o canadense Rocky Mountaineer (na
GSA Tel.: 11/257-1177), os suíços Glacier e o Golden Pass, o austríaco
Arlberg Line, os noruegueses Flam e Rauma e os italianos Bernina
Express e Centovalli Railway (Carlson Wagonlit, Tel.: 11/3066-4381 e
na Cit, Tel.: 11/257-0099).
Matéria :
Yoko Nakamura
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