Ao registrar lucro líquido de US$ 83,6 milhões, quase três vezes maior
do que o realizado no ano anterior (US$ 30,8 milhões de 2002) a
companhia aérea chilena – que acaba de completar 75 anos – viveu, no
passado, um dos mais promissores anos de sua história, quando suas
receitas apresentaram crescimento de 80%. A performance obtida com as vendas também aparece em destaque nos demonstrativos contábeis da companhia, referentes ao último trimestre do ano passado: quando a margem operacional atingiu 8,8%, o que decorreu de uma elevação de 12,6% nas vendas (expansão de 22,8% nas vendas a passageiros e de 20,4% nas operações de carga). A partir desse quadro, a LanChile conseguiu superar o aumento de 8,1% nos custos operacionais, fruto da expansão da capacidade e maior preço dos combustíveis. Do relatório que acompanha o balanço anual da companhia se conclui que os resultados favoráveis não foram estimulados apenas pela qualidade da gestão financeira. A LanChile continuou a operar guiada pela visão estratégica que privilegia o aprimoramento dos serviços oferecidos a seus usuários. Durante o quarto trimestre de 2003, a companhia incorporou à sua frota destinada ao transporte de passageiros o Boeing 767-300 e seus primeiros aviões Airbus A319 – aeronaves de menor tamanho que permitem à empresa, inclusive, ampliar suas operações nos trajetos mais curtos.
Ainda no último trimestre do ano a LanChile deu novos passos ao
disponibilizar um número maior de vôos com destino à Europa, tarefa
viabilizada a partir das alianças firmadas com outras empresas aéreas
tradicionais que servem aquele continente.
Em resumo, o exercício de 2003 comprova a eficiência da administração
da companhia aérea – que durante o ano recebeu seguidos prêmios pela
qualidade dos serviços e atendimento aos passageiros. A LanChile
também consolida seus resultados através da capacidade de se adaptar
às mudanças econômicas, em particular dos países latino americanos e
da sua sólida posição financeira, fatores que se tornam fundamentais
para que a companhia corresponda ao novo momento de demanda forte e de
maior competitividade no setor da aviação comercial. |