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Covadonga - Espanha - Fev/06

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A Espanha nasceu numa batalha. Nasceu em Covadonga.

A história dos árabes na Espanha é totalmente ligada à da reconquista, essa luta constante, ferrenha, mística que os espanhóis lutaram durante sete séculos para defender o seu território e atingir uma nação como a que atualmente se conhece, ao menos no sentido geopolítico.

No ano 711, durante a Batalha de Guadalete, os árabes entram na península ibérica, estendendo seus domínios rapidamente. A reação espanhola é imediata e no 722 inicia-se a Reconquista com a Batalha de Covadonga, em Oviedo, sob as ordens de Dom Pelayo.

Covadonga (em asturiano: Cuadonga) é uma vila no noroeste de Espanha, perto da montanha dos Picos de Europa, onde os cristãos da Espanha venceram uma batalha contra os Mouros, cerca de 718 e 725. Esta foi à primeira vitória do Cristianismo ibérico sobre os mouros ocupantes, que ganhou um significativo simbolismo. Atualmente é um santuário.

Nas montanhas das Astúrias, no norte da península, um príncipe visigodo - Pelayo - refugiou-se numa gruta (Covadonga) com um pequeno número de fiéis dispostos a morrer, em batalha. Em Covadonga, eles se instalaram com uma imagem da Virgem Maria.

Conta e história que a Virgem Maria estava numa gruta e fortaleceu os fiéis a para lutar contra os mouros. Na gruta, em Covadonga, nasceu a Espanha.

De Covadonga partiu Pelayo com seus homens, para atacar os mouros. A vantagem numérica dos árabes não lhes adiantava muito, pois tinham que penetrar numa gruta cuja entrada era estreita e difícil. Em meio ao combate, houve um terremoto e parte da montanha desabou, soterrando - dizem - um terço dos mouros atacantes. O triunfo de Covadonga, em 718, fez com que Pelayo fosse proclamado rei das Astúrias.

Pelayo e seus soldados continuaram a guerrear com os mouros. Era a guerra da Reconquista, que, iniciada com a invasão árabe, em 711, prosseguiria até a expulsão total dos maometanos em 1492.

Entre o que mais destaca em Covadonga está a gruta da Virgem das Batalhas, conhecida também como A Santina. Trata-se de uma peça em madeira talhada do século XVIII que permanece sobre um altar decorado com esmaltes. Cada ano, o 8 de setembro celebram-se peregrinações para este santuário. O Museu da cidade oferece ao público objetos da Reconquista e da devoção à virgem como são a coroa de mais de mil brilhantes.

Santuário de Covadonga, um local de peregrinação onde encontramos centenas de fieis pagando suas promessas.



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