 |
Localizado no nordeste da
África, o Egito é um grande deserto cortado pelo verde do Rio
Nilo, cujas águas estão ligadas à rotina da população. As
pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos são patrimônios da
humanidade. Cairo é a capital do país, uma cidade com mil anos de
cultura árabe. Hoje o país tem costumes ocidentalizados, as
mulheres trabalham fora e a maior parte não usa véu para cobrir o
rosto. Lá chove três dias por ano, o calor é intenso e quase toda
a área disponível está coberta de areia.
Berço de uma das civilizações mais antigas do mundo, o Egito
representa papel estratégico para a paz mundial no cenário
contemporâneo do Oriente Médio. O Egito ocupa um território de
forma retangular, situado no nordeste do continente africano, com
uma área de 1.002.000km2, dos quais apenas 35.500km2 são
habitáveis.
|
Limita-se ao norte com o mar
Mediterrâneo, a oeste com a Líbia, ao sul com o Sudão, a leste com
Israel, o golfo de Aqaba
e o mar Vermelho. O mar Mediterrâneo banha as costas
setentrionais, onde se abre o delta do Nilo; o mar Vermelho
costeia o litoral oriental. O canal de Suez liga ambos os mares e
separa a África da Ásia.
O território egípcio, situado ao norte de uma vasta região árida
do continente africano, possui características de clima desértico,
com chuvas escassas e consideráveis diferenças de temperatura
entre o dia e a noite. O vento seco do deserto, o khamsin, sopra
entre março e junho, provocando tempestades de poeira e areia.
Esse vento se origina de correntes tropicais procedentes do sul e
é determinado pelas influências do sistema de baixas pressões do
Sudão.

O clima é biestacional. O inverno vai de novembro a março, e o
verão de maio a setembro, separados por curtos períodos de
transição. Os invernos são moderadamente frios. Em Alexandria, os
limites máximo e mínimo de temperaturas médias são de 11 e 18o C,
e em Assuã, de 10 e 23o C. A partir da costa mediterrânea até o
sul, o clima é mais seco. As chuvas ocorrem principalmente nos
meses de inverno. Em Alexandria, a média pluviométrica anual é de
178mm. Ao sul do delta as precipitações são mais escassas, e quase
nulas no litoral do mar Vermelho. .
Malgrado a herança das antigas civilizações que ocuparam seu
território, o Egito faz parte do mundo cultural árabe-islâmico. O
estado promove a cultura por meio do Instituto do Egito, fundado
em 1859, sobre a base de um instituto criado por Napoleão, e da
Academia de Língua Árabe, fundada em 1932. Outras instituições,
também sob administração do Ministério da Cultura, se dedicam ao
fomento das artes, letras e ciências. Diversos museus conservam o
rico patrimônio cultural legado pela antiga civilização.
A tradição árabe, com influências ocidentais e peculiaridades
autóctones, determinaram as manifestações artísticas do Egito
moderno. O campo da música, na segunda metade do século XX,
recebeu incentivos governamentais com vistas a um retorno a suas
raízes tradicionais. O estilo ocidental adaptado à personalidade
egípcia marcou as composições de Yusuf Greiss e Abu Bakr Jariat. O
retorno ao folclore se manifestou também nas demais artes, com
destaque para a dança, a pintura e as atividades artesanais. Os
temas melodramáticos e a mensagem nacionalista marcaram a produção
cinematográfica egípcia. Após a nacionalização do cinema egípcio,
em 1963, prevaleceu um estilo realista, orientado para os
problemas sociais da vida no campo e do trabalhador urbano.
|
Passeios :
• As pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.
• A Esfinge.
• Um cruzeiro pelo Rio Nilo. Utilize a felluca, tradicional
veleiro egípcio.
• Uma visita ao Mar Vermelho, que possui mais de mil espécies de
peixes e 450 tipos de corais.
• Os recifes do Estreito de Tirana.
• Parque Nacional Marinho de Ras Muhammad, onde se pode mergulhar.
• Os templos de Luxor e Karnak, para saber sobre o passado dos
faraós
• Um passeio de camelo pelo deserto.
• O Vale dos Reis, com túmulos de 64 faraós
• A represa de Assuã
• Deir el-Bahri, monumento que abriga os restos da rainha
Hatshepsut
• A capital Cairo.
• O museu do Cairo. |
 |
Estar nas pirâmides, sentir a grandiosidade da Esfinge, contemplar
tudo aquilo ao vivo, caminhar sob o sol escaldante do deserto é
uma meditação, um profundo auto-conhecimento, que vale por anos de
análise.
Outros Links para Matérias na África:
-
África do Sul
-
Marrocos
Reportagem:
Marcelo Russo