Quando o dólar varia muito, o que você faz em relação ao turismo? - Mar/02

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A Revista Turismo realizou ente os meses de janeiro e fevereiro de 2002 a pergunta "Quando o dólar varia muito, o que você faz em relação ao turismo?" ao internautas que visitaram o site. 132 pessoas gentilmente deram seu voto em nossa pesquisa.  Para responder a esta pergunta, formulamos três opções.

Não dou importância,continuo viajando ao exterior.  9,85%
Viajo só para destinos nacionais.  55,30%
Paro de viajar e economizo até um período estável.  34,85%
Total de votos: 132

Com todas as crises que tem ocorrido nos últimos anos, seja México, Tigres asiáticos, Rússia, Brasil e agora a Argentina, o dólar, considerada a moeda mais estável do mundo por muitos anos é sempre importante para a sobrevivência econômica dos respectivos países e de sua população. 

Com as crises, a moeda local tende a se desvalorizar rapidamente e as pessoas para se protegerem compram dólares. No caso argentino é ainda mais evidente pois a população correu aos bancos para trocar pesos por dólares depois da liberalização de sua moeda. O governo também se protegeu, limitando o número de saques e outras medidas. 

Devido a essa importância que o dólar representa em nossas vidas e o que ele representa, não podemos gastar em coisas supérfluas. Deve-se planejar os gastos para que o dinheiro poupado atenda suas necessidades sem prejudicar suas finanças.

Muitas crises que no começo prometiam ser devastadoras, com o passar do tempo se revelaram não tão assustadoras, como a brasileira no início de 1999. Mas sem saber as conseqüências, a população tende a ser precavida nestas horas, como foi o resultado da nossa enquete. Ela ocorreu na época logo após os feriados bancários ocorridos no final de dez/01 na Argentina e quando houve panelaços, passeatas e confusões devido as limitações de saques em dólar. A crise se agravou.

Todos sabemos que a Argentina é uma grande parceira comercial brasileira e quando seu mercado é afetado, nosso pais por tabela também é afetado, e vice-versa.  Então, como a pesquisa nos mostra, houve uma maior preocupação em não gastar as economias em viagens e diversões em geral.  35% dos votantes preferiram abdicar de suas viagens para se proteger de possíveis impactos negativos em nosso país. São pessoas que querem viajar, mas que não o fazem por medo de recessão, desemprego, inflação e outros acontecimentos danosos originados dessas crises. Ou seja, quando estivermos em um período de crescimento e sem crises nos ameaçando, o turismo tende a aumentar com estas pessoas.

O turismo interno tem obtido vantagens nos últimos tempos. com a desvalorização da moeda, destinos nacionais tendem a ter preços mais baratos do que os estrangeiros sobretudo devido ao preço da moeda. Olhando por este angulo, 55,30% das pessoas preferem viajar, mesmo com crises acontecendo mas somente à destinos nacionais. Ou seja, mesmo com um cenário não muito bom, essas pessoas viajam, mas tentam gastar o mínimo possível indo a regiões onde seja mais barato e poupando o restante do dinheiro.

Agências de viagens que oferecerem menores preços em relação aos produtos oferecidos de transporte, hospedagem e lazer, terão mais sucesso em tempos de vacas magras.

Apenas 10% dos votantes dizem que não importando a situação econômica ou a oscilação do dólar, continuam viajando ao exterior. Podem ser dois tipos de turistas: ou os aventureiros, amantes de viagens ou os turistas com um poder aquisitivo maior onde oscilações do dólar não afetam muito sua situação financeira.

Esperamos que o turismo cresça, mesmo com os problemas usuais da economia e com as oscilações do dólar decorrentes dela.

Reportagem: Wagner Vieira.
 
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